Postagens

Mostrando postagens de Junho, 2016

Música para sentir; 'Everything In Its Right Place', Radiohead (2000)

Imagem
Música para sentir; 'Everything In Its Right Place', Radiohead (2000)
Precisamos saber com certeza se temos alguma coisa.
Voltar para o lugar onde somos queridos.
Algo real, tanto quanto ruim.
Pular no tempo, sem sair do lugar.
Sim, eu sei o que é ter algo... E também sei o que é sentir falta de algo que não se tem...

A vida é repetitiva... Imita a si mesma.
Eu quero voltar... Eu quero voltar... Para onde mesmo?


O chão frio que não conforta.
O dia claro que não ilumina.
Sair correndo e gritar que sou feliz.

As Favoritas de... James Dean Bradfield (Manic Street Preachers)

Imagem
As Favoritas de... James Dean Bradfield (Manic Street Preachers)
E em mais uma edição do 'As favoritas de...', vamos com o vocalista e guitarrista da banda galesa Manic Street Preachers, James Dean Bradfield. Ele escolheu seis canções e contou algumas histórias sobre elas. Para ler, em Inglês, clique aqui. Para completar o post, selecionamos as originais de algumas covers feitas pela banda. Confira!
Tracklist:
01. 'To Have and To Have Not', Billy Bragg 02. 'Midnight Caller', Badfinger 03. 'We Are All Bourgeois Now', McCarthy 04. 'Yma O Hyd', Dafydd Iwan 05. 'Mississippi Goddam', Nina Simone 06. 'Welcome to the Jungle', Guns'N'Roses 07. 'Been a Son', Nirvana 08. 'Out of Time', The Rolling Stone 09. 'Wrote for Luck', The Happy Mondays 10. 'Raindrops Keep Falling on My Head', BJ Thomas 11. 'Can't Take My Eyes Off You', Frankie Valli & The Four Seasons

As Favoritas de... James Dean Bradfield …

Little Scream (Montreal, Canada)

Imagem
Little Scream (Montreal, Canada)
Você pode não ter ouvido falar de Laurel Sprengelmeyer, AKA Little Scream, mas você vai conhecer algumas das pessoas que aparecem em seu novo álbum, 'Cult Following'. Ele foi co-produzido por Sprengelmeyer em conjunto com Richard Reed Parry do Arcade Fire. E Mary Margaret O'Hara, Sufjan Stevens, Sharon Van Etten, Aaron e Bryce Dessner do National, Owen Pallett e Kyp Malone do TV on the Radio todos fazem participações. Todos, em participações intrigantes e que os jogam em campos não explorados anteriormente por seus trabalhos pessoais. Um mundo onde música pop progressiva de Flaming Lips e Spiritualized são membros da academia honorária. Fãs de St. Vincent já tem mais uma artista freak para amar.
Confira

Discoteca Básica; 'Eric Clapton', Eric Clapton (1970)

Imagem
Discoteca Básica; 'Eric Clapton', Eric Clapton (1970)
O guitarrista Eric Clapton fechou o ano de 1969 cercado de amigos que o convenciam a gravar seu próprio disco. Entre eles estava Delaney Bramlett, líder - ao lado da esposa Bonnie - do grupo mambembe descoberto por Clapton meses antes, quando Delaney & Bonnie abriram os shows da única turnê realizada pelo Blind Faith - grupo que Clapton formara com Steve Winwood (teclados) e Ginger Baker (bateria), após o fim do lendário Cream.

Delaney & Bonnie tinham sido levados por Eric à Europa para uma turnê promocional. Foi naquele instante que Eric Clapton decidiu gravar seu primeiro álbum solo, ao lados do últimos companheiros e produzido por Delaney. A banda de Delaney & Bonnie - integrada por, entre outros, Bobby Keys (saxofone, Rolling Stones) e a cantora Rita Coolidge - ainda ganhou os adornos de Stephen Stills, Leon Russell e dois ex-Crickets (banda de Buddy Holly) na gravação das bases do disco.

Eric Clapton, o álbu…

Desconstruindo o Pop! Playlist 132; 'Everyone Needs Attention, Everyone Needs Relief'

Imagem
Desconstruindo o Pop! Playlist 132; 'Everyone Needs Attention, Everyone Needs Relief'
Tracklist;
01. 'Beautiful Thing', The Stone Roses 02. 'You Don't Get Me High Anymore', Phantogram 03. 'The Fly' (Gavin Friday Remix), U2 04. 'Shivers', The Witches feat. Nick Cave 05. 'I Don't Like to Get Dirty', The Ropes 06. 'Dead End', Reading Rainbow 07. 'If Not Now', Lone Lady 08. 'The Angry River', The Hat feat. Father Jon Misty 09. 'Good Dancers', The Sleepy Jackson 10. 'Shadows', The Tunic 11. 'Searching Through the Past', Bleached 12. 'Sunshine in Chicago', Sun Kil Moon 13. 'Never Speak of It Again', The Holiday Crowd 14. 'All of Me', Tanlines 15. 'In Dreams (pt. II)', Let's Wrestle 16. 'Now Is The Time', Jamie N Commons 17. 'One in the Word', Tapes N' Tapes 18. 'Nothing', Young Man 19. 'I', Bleeding Knees Club 20. 'Bicycle', Memor…

Videodrome; 'Nothing Compares 2 U', Sinead O'Connor (1990)

Imagem
Videodrome; 'Nothing Compares 2 U', Sinead O'Connor (1990)

Éum dos mais simplesconceitosde músicae vídeode todos os tempos: um close na élfica cantorairlandesaSinéadO'Connor, vestindo negro, cantandodiretamente para a câmera. E é também o maisdevastador. A canção é um lamento de um amante escrito porPrince e, como tal, conversa perfeitamente com o rosto simétrico dedeO'Connor, com toques denostalgia,raiva e tristeza. Umaesquizofreniatemporáriafamiliar para quemjá experimentouum rompimentosignificativo.Perto do fim,quandoO'Connorcanta: "Todas as floresquevocê plantou no quintal morreram quando você se foi' duaslágrimas rolampelo seu rosto- o resultado, disseO'Connordepois,de suatempestuoso relacionamentocomsua própria mãe. Você é um robô se não se emocionar.Écru,intimista einesquecível.



Mais informações

 www.sinead-oconnor.com/

Música para sentir; 'High Fidelity', Elvis Costello (1980)

Imagem
Música para sentir; 'High Fidelity', Elvis Costello (1980)

Num relacionamento, quando nos sentimos seguros, estamos sempre na beirada das coisas, quase explodindo. Nunca, nada, pode dar errado, falhar, esquecer. Mulheres e homens (não 'formados', é verdade), são coisas extremamente engraçadas: olhe, mas não coma... Coma, mas não goste... Goste, mas não acostume! É a piada do século, ficamos numa enrascada, nos equilibrando numa corda muito curta que não dá pra lugar nenhum, enquanto tentamos apenas ser felizes. Por que então, não acabamos com a graça da coisa logo de uma vez e vivemos como pessoas mais simples e justas? Não, não podemos nos acostumar com a ideia da falta de desafio... Até nisso? Meu Deus... Relacionamento humano inter sexual não é uma merda de um jogo! Por que então fazemos isso conosco, será que é tudo uma válvula de escape para nos sentirmos importantes? (quando na verdade, somos apenas insignificantes...). Ou será que gostamos dos nossos eg…

Aldous RH (Manchester, Inglaterra)

Imagem
Aldous RH (Manchester, Inglaterra)
Se você acha essa foto oficial meio cafona e desconcertante, a música vai soar bem bacana aos seus ouvidos. Aldous RH é um loverman falso, suas músicas são purpurina deluxe envolto de plástico bolha. Soul de branco. De uma forma distorcida e bonita.
Há uma integração de influências setentistas, Funk. Stevie Wonder, Chi-Lites, etc. Mas um swing noventista quase que irrecusavelmente óbvio. Ex-tecladista do Egyptian Hip-Hop, Alexandre Robinsom (seu verdadeiro nome), ele se declara uma piada de bom gosto. Um branquelo do norte da Inglaterra metido em suingues impossíveis da Philadelphia.
Trilha sonora de final de semana. Certeira.

Ouça

Mais informações;

 Facebook
 Twitter
 Website

Discoteca Básica; 'Pérola Negra', Luiz Melodia (1973)

Imagem
Discoteca Básica; 'Pérola Negra', Luiz Melodia (1973)
Algumas vidas se revelam como nota de rodapé, a sombra, o apêndice de um único gesto da juventude. Por mais que um artista queira se subtrair do estigma, este se impõe contra a vontade do criador, como letra marcada a feno. Aos 46 anos de idade, o compositor e cantor carioca Luiz Melodia tenta esquecer em que ano estamos - exatamente como nos versos de "Pérola Negra". a faixa-título do seu primeiro LR de 1973. Houvesse ele abandonado a carreira para virar contrabandista na África, como o poeta Arthur Rimbaud (outro maldito pelos feitos juvenis), ainda assim seria lembrado por causa de Pérola Negra. Estacou ali, aos 23 anos, num ano que todo mundo já esqueceu, salvo ele.
Melodia extraiu material do Estácio, bairro-berço do samba clássico, cuja forma foi fixada em 1931 pelos bambas do local, como Ismael Silva. Bide, Balaco e Brancura. Seu pai, o violonista Osvaldo Melodia, freqüentava a roda de bambas, e o influenciou…

Desconstruindo o Pop! Playlist 131; 'The Grey Around Here Makes Me Happy'

Imagem
Desconstruindo o Pop! Playlist 131; 'The Grey Around Here Makes Me Happy'
01. 'Old Songs', Betty Ross & The Roots 02. 'I Should Watch More TV' (Live at Letterman), David Byrne & St. Vincet 03. 'Everywhere I'm Local', Har Mar Superstar 04. 'The Sing', Bill Calahan 05. 'Why'd You Only Call Me When You're High?' (Live), Arctic Monkeys 06. 'The Surf', Lotus 07. 'Pareço Moderno', Cérebro Eletrônico 08. 'Stoned and Starving' (Live), Parquet Courts 09. 'No, Not Now', Hot Hot Heat 10. 'Summer of Hate', Johnny Cola & The A Grades 11. 'Dukes of Anxiety', Scout Niblett 12. 'For the Very First Time', Museum 13. 'Ice', JJ 14. 'Little Life', Josephine Foster 15. 'I Stole the Cutty Sark', Jack Hayter 16. 'Secret for the Well', Beep Beep 17. 'Kong', Bonobo 18. 'Candy Mountain', Dilly Dally 19. 'Bacon Eggs', Naná Rizetti 20. 'Perfume…

Disco da Semana; "Living In America" The Sounds (2003)

Imagem
Disco da Semana; "Living In America" The Sounds  (2003) Meu Deus! Me sinto em 81!

Bom, na verdade, eu não saberia como era 81, porque eu nasci em 77...
Mas tenho certeza que ouvindo a estréia da banda sueca The Sounds, você vai deduzir que estamos em algum ano remoto que nunca conhecemos.

E isso é bom? Depende. Quando uma banda te faz sentir assim, se levando á sério, não. Mas no caso de'Living In America', aahhh, bota no talo e deixa rolar!

O disco é o que o Blondie teria feito se fosse mais punk, mais todas as bandinhas femininas dos últimos tempos (Donnas, Sahara Hotnights), só que com um feeling muito mais pop, mais sacado. A banda ganhou muita notoriedade por ter aparecido na camisa do do Dave Ghrol no clip de 'Time Like These'. Já é alguma coisa, né!
Todas as músicas parecem que foram feitas para serem tocadas numa casa noturna com o estrobo no talo, e como toda música pra se ouvir a noite, uma hora enjoa  Mas quando você menos espera, lá está ela de novo na …

Música para Sentir; 'All Is Love', Karen O. & The Kidz (2009)

Imagem
Música para Sentir; 'All Is Love', Karen O. & The Kidz (2009)
Comecei a me entender melhor. Uma historia infantil  para adultos.
Um garoto.
Sua vida se dividia em brincar sozinho montando um exército imaginário onde descontava suas injúrias proporcionadas pela solidão contra a necessidade de atenção da mãe quando estava com ele.
Não era diferente. Na verdade ele é como a maioria das crianças carentes e solitárias.
Filhos criados por avós ou babas ou pior pelos irmãos mais velhos, pensamos quando criança em ser adultos e quando somos adultos queremos voltar a ser criança, confuso né? A verdade é uma só, sempre procuramos respostas de como conduzir a vida, e esquecemos que não temos respostas concretas para seguir em frente. E com Max não foi diferente... A adolescência apresenta um egocentrismo que se não cuidarmos podem virar sérios problemas na vida adulta.
Uma viagem alucinante para um país habitado por monstros que viviam debatendo pelas diferentes personalidades de cada um. U…

Savoy Motel (Nashville, Tennesse, US)

Imagem
Savoy Motel (Nashville, Tennesse, US)
Não tenho certeza se teremos um revival dos anos setenta novamente, mas parece que os anos 10's nos proporcinaram um. Aqui está Savoy Motel, que buscam soar como um compêndio dos berrantes momentos pop daquela década.
O vídeo para o single 'Hot One' deixaria Marc Bolan orgulhoso . O vídeo é grande, intercalando uma mini-narrativa sobre um músico de sax em busca do estrelato, com imagens da banda em um cenário estilizado. A câmera se move sobre os instrumentos, quase os fetichizando. Glam e andrógino.
Confira!

Discoteca Básica; 'Four Way Street', Crosby, Stills, Nash & Young (1971)

Imagem
Discoteca Básica; 'Four Way Street', Crosby, Stills, Nash & Young (1971)
Há,no mínimo,duas maneiras de incluir um álbum em sua discoteca básica. A primeira engloba aqueles LPs que, durante a infância ou a adolescência, graças à sua excelência musical, moldaram o seu gosto musical, deram contornos largos ao seu universo emocional, enfim ... fizeram de você uma pessoa melhor, ou ao menos mais feliz . Discos que acompanharam você desde sempre como um pequeno ursinho de pelúcia incrustado na memória do coração.

A segunda é a descoberta de tais obras fundamentais numa outra época. Subitamente, você repara num imenso lapso deixado pela desatenção ou até mesmo pela simples ignorância. É o meu caso com 4 Way Street, de Crosby, Stills, Nash & Young. Este texto destina-se àqueles que como eu, gastaram muitos anos de suas vidas desconhecendo a  magia desse trabalho.

 Terceiro álbum do quarteto. trata-se, inegavelmente, de uma obra-prima! Gravado ao vivo em 1970 entre Nova York. Ch…