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Mostrando postagens de Fevereiro, 2016

Discoteca Básica; 'The Essential One & Only Jerry Lee Lewis', Jerry Lee Lewis (1985)

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Discoteca Básica; 'The Essential One & Only Jerry Lee Lewis', Jerry Lee Lewis (1985)

Um minuto e 51 segundos. Foi o tempo que Jerry Lee Lewis demorou para contar certo por teclas tortas toda a história do rock'n'roll em "Great Balls Of Fire", o menor manifesto definitivo da música pop. Martelando seu piano, ele tornou-se o "Killer" ("assassino") que matava seis milhões de fãs com bolachas de menos de dois minutos. Porém, não há um álbum que contenha todas as obras-primas desse filho de Ferriday, na Louisiana, e aqui as coletâneas são violências necessárias para se conhecer toda a extensão de suas loucuras.

The Essential One & Only Jerry Lee Lewis é uma das várias compilações com o melhor do estuprador de pianos, abrangendo material de 56 a 62. Óbvio: como ele sempre foi incomparável, qualquer uma delas teria suas ausências, aqui plenamente compensadas pelas vinte pérolas de Jerry Lee. Melodias que duravam menos que um beijo e trazia…

Desconstruindo o Pop! Playlist 115; 'Do You Wanna Know How I Got These Scars?'

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Desconstruindo o Pop! Playlist 115; 'Do You Wanna Know How I Got These Scars?'
Tracklist;
01. 'Impossible to Place', Antarctigo Vespucci 02. 'Bad Art and Weirdo Ideas', Beach Slang 03. 'I Know It's Over', Jeff Buckley 04. 'Take it There', Massive Attack feat. Tricky 05. 'Where the Light Gets In', Primal Scream feat. Sky Ferreira 06. 'Got it Bad', Leisure 07. 'Juicy', Radiation City 08. 'Star Guitar', Shinichi Osawa feat. Au Revoir Simone 09. 'Lazy Eyes' (Jason Bentley Remix), Silversun Pickups 10. 'No Tomorrow', Suede 11. 'Kelly', American Wrestler 12. 'Sin', Peluché 13. 'Boys Don't Cry', Scarlett Johansson 14. 'Times to Die', Car Seat Headrest 15. 'Circle of Noose', Red Hot Chili Peppers 16. 'Silent to the Dark II', The Electric Soft Parade 17. 'Mr. Fish', Pile 18. 'Beauty Lies in the Eye', Sonic Youth 19. 'Damn That Valley', US Girls 20. …

Música para Sentir; 'Phat Planet', Leftfield (1999)

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Música para Sentir; 'Phat Planet', Leftfield (1999)

O meu pulso acelera. O sangue não é mais frio. A fumaça me alimenta... A cabeça gira. O coração pesa. As pernas correm para o lugar mais são do mundo. Caos de gente. Mar de suor. Milhares de luas piscando ao mesmo tempo. Todos num só movimento. Eu não vou parar... Eu não vou parar... Deixe a vida pra lá. Não temos dono, não pertencemos á ninguém... A minha viagem é para o meu interior. Pule! Corra! Pule! Corra! Pule! Corra! Meus olhos não enxergam você. Meu corpo não responde. Minha cadência é sincopada.
Meu final é com alguém que não conheço. O sexo. O amor. O sexo com amor. O amor sem sexo. Sexo. Sexo... Grite até sua voz acabar! Grite até Deus chegar! Respire a fumaça... Respire a fumaça! O corpo capota. A água acaba. O céu clareia. A vida é igual novamente...

Músicas Para Salvar a Sua Vida; 'Kinky Afro', The Happy Mondays (1990)

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Músicas Para Salvar a Sua Vida; 'Kinky Afro', The Happy Mondays (1990)
Faixa 1 do álbum 'Pills 'N' Thrills and Bellyaches', 1990
" 'Kinky Afro' foi nosso maior hit em os EUA, mas as pessoas ainda enlouquecem onde quer que a tocamos. Tudo começou com a gente apenas tocando. Tinhamos nos mudado para este espaço enorme ensaio, e Shaun (Ryder, vocalista) apareceu com um grande cooler cheio de cerveja. Eu estava ouvindo os maiores sucessos Hot Chocolate (banda de Funk americana dos anos setenta), e por isso a linha de baixo tem uma pegada parecida. Gaz (Whelan, baterista) veio com uma batida. Tivemos um título inicial - 'Groovy Afro' - mas mudou após a banda Farm lançar 'Groovy Train'. Até ai, ela era apenas mais uma das várias idéias inacabadas que levamos para Los Angeles, onde trabalharíamos com os produtores Paul Oakenfold e Steve Osborne para o nosso terceiro álbum, 'Pills 'n' Thrills e Bellyaches'.
Em Los Angele, nós v…

Dream Wife (Brighton, Londres e Reykjavik, Inglaterra/Islândia)

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Dream Wife (Brighton, Londres e Reykjavik, Inglaterra/Islândia)

Dream Wife, nome dado pela banda inspirado em uma comédia romântica de 1953 estrelada por Cary Grant e Deborah Kerr, é um filme  da idade de ouro de Hollywood, a era pré-contracultura, com uma inclinação surpreendemente feminista. Essa noção de conseguir algo mais, ou diferente, do que o que você esperava apela aos membros da banda, que amam a qualidade subversiva da obra de David Lynch e seus seguidores.

O trio multicultural se formou na faculdade de artes de Brighton há um ano. Inspiradas pelo Spinal Tap, se 'travestiram' de banda para uma exposição organizada pela universidade. Alguns shows aqui e e ali, pronto, contrato de distribuição assinado com o sele canadense Enfer.

O primero EP acabou de ser lançado e tem quatro pepitas eletrogrunge, com referências a Blondie e Sleater-Kinney. Um espírito noventista latente, com muita diversão. Que inclui, em especial, uma cover da controversa canadense Peaches. 

Confira as…

Discoteca Básica; 'Legend', Buddy Holly (1985)

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Discoteca Básica; 'Legend', Buddy Holly (1985)

Toda a obra de Buddy Holly editada em vida resume-se a cerca de 50 canções, distribuídas em 18 singles e três LPs. Seu trágico falecimento, em fevereiro de 59, estimulou um verdadeiro vampirismo de seu legado, e inúmeros discos póstumos foram editados.

Entre compilações e relançamentos dos discos originais, uma quantidade de material inédito foi sendo oferecida ao público, como demos, outtakes etc. O melhor desse "Holly inédito" está no álbum For The First Time Everywhere, compilado por Steve Hoffman para a MCA em 83. Resumindo, a obra completa de Holly pode ser estimada em cerca de 70 músicas, gravadas entre 1956 e 1958.

O mesmo Steve Hoffman montou esta coletânea Legend, editada em 85 nos EUA e mais recentemente no Brasil pela WEA, na série Discoteca Básica. Traz as vinte melhores e mais influentes gravações originais de Holly, tudo com som remasterizado, da melhor qualidade.

A fenomenal influência dessas músicas no pop…

Desconstruindo o Pop! Playlist 114; 'You wanna conquer the world, you're going to need lawyers'

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Desconstruindo o Pop! Playlist 114; 'You wanna conquer the world, you're going to need lawyers'
Tracklist;
01. 'Tesko Suicide', Sneaker Pimps 02. 'Something Familiar', Curve 03. 'Bad Dreams', Tricky 04. 'Um Satélite na Cabeça', Chico Science & Nação Zumbi 05. 'Sleep to Dream', Fiona Apple 06. 'It Hurts Me So', Jay Jay Johanson 07. 'Telling Lies' (Feelgood Remix), David Bowie 08. 'DJed', Tortoise 09. 'Novocane for the Soul', Eels 10. 'Big Boots', The Wedding Present 11. 'Good Feeling', Travis 12. 'Little Amsterdam', Tori Amos 13. 'Supernatural Radio', Tom Petty & The Heartbreakers 14. 'Acapulco Gold', Soulwax 15. 'Make My Mind', Screaming Trees 16. 'Sunshine', Ride 17. 'Nancy Boy', Placebo 18. 'About a Boy', Patti Smith 19. 'Jumping Fences', Olivia Tremor Control 20. 'Henry Lee', Nick Cave & PJ Harvey
'You wanna conquer th…

Shows Completos; Sonic Youth Ao Vivo no Pearl Concert Theater, Las Vegas, USA - 01-10-2010

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Sonic Youth Ao Vivo no Pearl Concert Theater, Las Vegas, USA - 01-10-2010
O Sonic Youth é uma das bandas americanas mais seminais dos últimos trinta anos e também uma das mais desafiadorament barulhentas sob um palco. Esse show em 2010 fez parte da última tour da banda, que se encerrou no Brasil pouco depois. Quem diria que o último show dos caras seria por aqui?
Mais um achado arqueológico dos bons sons!
Setlist (Clique nos marcadores para ir direto a música que quiser assistir)
Intro (8:40) Tom Violence (14:30) Schizophrenia (17:50) Bull in the Heather (22:30) Stereo Sanctity (26:15) Mote (31:00) The Sprawl (37:00) 'Cross The Breeze (44:10) Catholic Block (51:30) Shadow Of A Doubt (55:20) Death Valley '69 (59:25)

Mais informações; 

www.sonicyouth.com/‎
pt.wikipedia.org/wiki/Sonic_Youth‎

Disco da Semana; 'Fatherfucker', Peaches (2003)

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Disco da Semana; 'Fatherfucker', Peaches (2003) Em “Fatherfucker”, segundo álbum da insana Peaches, o som dela cresceu nitidamente. Mais sujo, mais sexy, mais eletrônico, mais rock e mais cheirado, se é que vocês me entendem. Um pulo de qualidade muito grande. De cara, com a quase vinheta “I don’t give a fuck’, o resultado mezzo Joan Jeet (sampleada nessa musica) mezzo Courtney Love já aparece. As letras, diferentemente do álbum anterior, o extremamente eletrônico “Teaches of Peaches”, continuam obscenas, mas mais fluentes e divertidas agora, como na bissexual “I U She”. A parceria com Iggy Pop é felicíssima e mostra definitivamente o talento dela; Tudo que tem cara de putaria, sexo, drogas e punk, entra no caldeirão. A hilária e divertidíssima “Shake Yer Dix” é mais um exemplo; Batida marcada e pesada e letra insana. Funk carioca pra gringo ver. A Melhor do disco, pelos dois motivos. Mais um exemplo disso é “Operate”, com aquela batidinha a lá MC alguma coisa. Aqui, não vemos ne…

Whitney (Chicago, USA)

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Whitney (Chicago, USA)
'Precisão desleixada'; Essa talvez seja a melhor definição para o Whitney, quarteto formado por Julien Ehrlich (bateria e vocais), Max Kakacek (guitarras), Ziyad Asrar (teclados e samples) e Will Miller (trompete). Reminiscentes de algumas bandas levemente reconhecidas no cenário underground local (como Smith Westerns e o Empty Touchings), e um ex-membros da celebradas bandas indie Unknown Mortal Orchestra e Foxygen. 
O som é um Soul suave e doce. Flutua por um Pop quase praiano e cool ao mesmo tempo. 'No Woman' abre o álbum com teclados Rhodes, um triste trompete e uma voz melancólica que contorna o perímetro de folk country com alma negra. E é só a primeira faixa. Confira;



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Discoteca Básica; 'Birds of Fire', Mahavishnu Orchestra (1973)

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Discoteca Básica; 'Birds of Fire', Mahavishnu Orchestra (1973)

 27 anos, o guitarrista inglês John McLaughlin chegou a Nova Y ork convidado para uma revolução. Miles Davis, que tinha acabado de ouvir seu primeiro disco solo (Extrapolation, de 69), queria McLaughlin na superbanda que iria eletrificar o jazz. O resultado imediato: os álbuns In A Si/em Way. ainda em 69 e Bitches Brew. no ano seguinte.

Combinando influências que iam do gosto pela música erudita até o blues tradicional e a prática como um músico de rhythm'n'blues (com a Graham Bond Organisation; com Brian Auger) e o free jazz, McLaughlin foi um dos esteios de Miles na formulação do jazz fusion.  Em Bitches Brew, uma faixa intitulada "John McLaughlin" não deixava dúvidas do apreço de Miles pelo guitarrista, com quem ele tocou e gravou esporadicamente até 85.

Mas McLaughlin foi ainda mais fundo na fusão com o rock ao lado do baterista T ony Williams, outra cria de Miles, na banda Lifetime. Ao mesmo t…