Postagens

Mostrando postagens de Julho, 2015

Música + Cinema; 'Whatever Happened, Miss Simone?' (2015), de Liz Garbus (Download)

Imagem
Música + Cinema; 'Whatever Happened, Miss Simone?' (2015), de Liz Garbus (Download)
Nina Simone foi uma das artistas mais poderosas e influentes da sua época, mas, ao mesmo tempo, era uma pessoa comum como eu e você: com dúvidas, inseguranças, incertezas e frustrações. É exatamente este lado humano que o documentário What Happened, Miss Simone?, dirigido por Liz Garbos, produzido pelo Netflix e disponibilizado para seus assinantes nesse final de semana, aborda com tanto respeito. Com relatos de seu ex-marido, sua filha, amigos de banda e de vida, o documentário narra a vida de Nina desde sua infância pobre na Carolina do Norte – quando ainda se chamava Eunice Waylon – a ascensão e queda de sua carreira na década de 60, até o fim de sua vida na França. O retrato é de uma artista brilhante, inteligente, criativa e altamente sensível a tudo que acontecia a sua volta. Nina Simone era conhecida por ser uma mulher independente, decidida e de pulso firme, com uma personalidade marcante q…

FingerFingerrr (São Paulo, Brasil)

Imagem
FingerFingerrr (São Paulo, Brasil)

Em algum lugar entre o esporro e o senso estético apurado, está o FingerFingerrr. A dupla faz um som sujo e lindo. Visualmente impecáveis (no pior sentido) e com dois anos de bagagem, eles já realizaram algumas rondas pela América, incluindo ai o SxSW – maior festival de musica independente do mundo, realizado em Austin, Texas. Para 2015, o FingerFingerrr planeja mais uma turnê pelos EUA, com passagem por diversas cidades, além de gravar seu disco de estreia.

Foto por Daniela Ometto (https://www.facebook.com/Daniela-Ometto-Fotografia-241286915936258/)
Confira 'Buck You';



Mais informações;
http://fingerfingerrr.bandcamp.com/ https://www.facebook.com/fingerfingerrr
https://soundcloud.com/fingerfingerrr

Discoteca Básica; 'Every Picture Tells a Story', Rod Stewart (1971)

Imagem
Discoteca Básica; 'Every Picture Tells a Story', Rod Stewart  (1971)
Poucos cantores de rock fizeram jus ao adjetivo "visceral" tanto quanto Rod Stewart. Mais que Robert Plant, Paul Rodgers ou Mick Jagger, ele soube absorver a urgência e o feeling de mestres negros americanos - como Sam Cooke - em um estilo pessoal, forjando uma voz fuliginosa e imediatamente reconhecível.
Hoje, quem o vê colecionando Lamborghinis talvez não suspeite de suas origens. Nascido em uma típica família working class londrina, mas orgulhosa da ascendência escocesa, ele se virou como pôde na adolescência: foi jornaleiro, coveiro, ergueu cercas e até jogou futebol. Mas sua paixão era mesmo a música. Foi por causa dela que Rod passou dois anos vagando como busker pela Europa, ocasião em que aprendeu a tocar banjo e a cantar.
De volta à Inglaterra, em meados dos anos 60, com a ascensão da cena do rhythm'n'blues, integrou bandas como Jimmy Dowell And The Five Dimension, The Hoochie Coochie …

Discoteca Básica; 'Rocks', Aerosmith (1976)

Imagem
Discoteca Básica; 'Rocks', Aerosmith (1976)
O ano de 76 foi um divisor de águas no calendário do rock. Os primeiros acordes do punk marcaram a ruptura com o passado de um gênero que evoluiu além de suas medidas. Mas nem todos os grupos que surgiram no início da década ou antes, haviam virado dinossauros ou então trocado a rebeldia por aquelas soníferas progressões sinfônicas.  Herdeiro direto do passado do Led Zeppelin e dos Rolling Stones, o Aerosmith estava disposto a manter viva a tradição, com sua orgia de rock/adrenalina unindo seus amplificadores envenenados a distorções nos últimos limites.

O grupo surgiu em 70, como o trio Chain Reaction, em New Hampshire, EUA. Era composto por Steven Tyler (que na época era o baterista), Joe Perry (guitarra) e Tom Hamilton (baixo). ComTyler assumindo os vocais e a adição de Brad Whitford (segunda quitarra) e de Joey Kramer (bateria), eles encontraram a formação definitiva, que foi modelar seu som numa base que unia rock, blues, country,…

O maravilhoso mundo das capas de disco; 'The Beatles' ('The White Album'), The Beatles (1968)

Imagem
O maravilhoso mundo das capas de disco; 'The Beatles' ('The White Album'), The Beatles (1968)


Há muitos rumores em torno desta capa desde o seu lançamento em novembro de 1968, Muitas delas, distorcidas. Mas, mesmo passado tantos anos, há muito o que se saber sobre essa capa limpa e, aparentemente, sem sentido.
O disco é um álbum duplo, com uma capa gatefold totalmente em branco, com o nome "The Beatles" em alto-relevo em Helvetica. Todos os exemplares foram contados com um selo, os quatro primeiros exemplares pertemcem aos membros da banda. Meio contrariada, a gravadora EMI acabou aceitando essa imposição da banda, especialmente de Paul McCartney, pelo menos nas primeiras prensagens.
Na parte interna, quatro fotos minimalistas, em perto e branco, dos quatro integrantes da banda, separados. Cada um na sua. As fotos sugerem claramente o estágio que o Fab Four se encontrava na época; Quatro indivíduos que não formavam mais uma banda. Esse é o espírito que permeia o…

U.S. Girls (Toronto, Canada)

Imagem
U.S. Girls (Toronto, Canada)
Bem falada no circuito Indie canadense, Meg Reimy, a mulher por trás do projeto U.S. Girls, está prestes a sair do anonimato e trilhar um caminho que, provavelmente, será comparado ao Grimes, Tune Yards e St. Vincent.

Ela assinou com a icônica gravadora 4AD (Pixies, My Bloody Valentine) e vai destilar seu som estranho e angustiante.
Vamos com 'Damn That Valley' , faixa de estréia pelo selo.


Mais informações;
https://usgirls.bandcamp.com/

Discoteca Básica; "Black and White", The Stranglers (1978)

Imagem
Discoteca Básica; "Black and White", The Stranglers  (1978)
Tenho a mania de fuçar nos sebos de discos usados. E também de revirar ofertas nas chamadas "lojas populares". É um hábito antigo, que já me rendeu descobertas inesperadas. A inaugural foi nos idos de 74, num desses "saldões". Entre duplas sertanejas e galãs bregas, encontrei duas coletâneas de Velvet Underground! Eram da série Pop Giants (com medonhas capas-padrão), do selo Polyfar - da atual PolyGram. Um "encalhe" que valia outro, pois até então nenhum outro trabalho do grupo tinha sido editado no Brasil.

Dei de cara com achado semelhante alguns anos depois, ao me deparar outras duas jóias raras, disfarçadas de artigos em liquidação: "No More Heroes" e, especialmente, "Black And White", do quarteto inglês The Stranglers - que não se sabe pôr que cargas dÕágua foram lançados aqui pelo selo Copacabana, logo após as edições originais. O som dos caras já impressionava n…