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Mostrando postagens de Março, 2015

Discoteca Básica; 'A Night at the Opera', Queen (1975)

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Discoteca Básica; 'A Night at the Opera', Queen (1975)
Rock como objeto de culto. Disco como conceito, grande arte. Foram desvios inesperados - e, pensando bem, um pouco ridículos - para um tipo de música desencanada que começou animando bailinhos teen.

Mas os anos 70 foram mesmo inesperados, e todo mundo que cresceu nessa época é meio esquisito. Não vejo a hora de elegrmos nosso primeiro presidente da República... alguém que saiba quem é o Space Ghost e tenha sonhado com uma calça Topeka.

De qualquer forma: se essa pretensão roqueira toda se justificou alguma vez, foi na primeira metade dos 70. Dark Side Of The Moon, Physical Graffiti, Ziggy Stardust - naquela época gigantes caminhavam sobre a Terra, ou assim parecia.

Dentre esses inesquecíveis pedaços de plástico, nenhum alcançou a sobrevida de A Night At The Opera. Porque o Queen nunca parou de produzir, porque mudou de estilo, porque eles eram imensos no palco, porque Freddie Mercury foi o primeiro superastro a morrer de Ai…

Especial SXSW; 30 bandas novas para prestarmos atenção em 2015

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Especial SXSW; 30 bandas novas para prestarmos atenção em 2015
A menos que você está vivendo sob uma rocha agora você provavelmente já ouviu falar do festival South by Southwest (SXSW), em Austin, Texas. O festival aconteceu essa última semana e várias bandas chamaram a atenção. Milhares delas migram para lá todo ano em buscar de causar uma boa impressão. Além disso, filmes também são exibidos. É uma orgia dos bons sons.
A página da NME listou trinta bandas que tem tudo para se destacar nesse mar sonoro, e montou um playlist bacanudo, que vai do Punk ao Pop grudento. Do eletrônico cabeça ao acústico delicado. Algumas bandas ainda vão ter mais destaque aqui no blog, como o Hippo Campus, que saiu por aqui no ano passado.
Confira e mergulhe no novo!


Mais informações
sxsw.com/ https://www.facebook.com/SXSWFestival
en.wikipedia.org/wiki/South_by_Southwest

Discoteca Básica; 'I Never Loved a Man the Way I Loved You', Aretha Franklin (1967)

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Discoteca Básica; 'I Never Loved a Man the Way I Loved You', Aretha Franklin (1967)

O grande Otis Redding balança os braços e reclama com o vice-presidente da Atlantic Records, Jerry Wexler: "Acabo de perder a minha música. Essa garota a roubou de mim." 
Essa "garota" de 24 anos chamava-se Aretha Franklin, e Otis tinha razão de se sentir mordido. Dois anos antes, "Respect", de sua autoria, chegara ao 35° posto do Hot 100 da Billboard. Agora, abril de 67, na voz de Aretha, a canção ocupava pela segunda semana o primeiro lugar. Mas não era a isso que ele se referia.


O original esparso e seco de Redding havia sido virado do avesso, como se não passasse de um simples rascunho. Uma levada venenosa de guitarra e metais atravessava toda a música, puxada por um delirante transe gospel de chamada-e-resposta. A letra - Otis reclamando de sua vida conjugal - ganhava uma nova ênfase com as vozes de Aretha e sua irmã Carolyn acrescentando todo tipo de imprecação …