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Mostrando postagens de Agosto, 2014

Discoteca Básica; 'Live at The Apollo', James Brown (1963)

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Discoteca Básica; 'Live at The Apollo', James Brown (1963)

Se o verdadeiro e único Godfather é o "haaaaaardest working man in the show business" - como anunciam seus mestres de cerimônia há três décadas - "Live at the Apollo" é o melhooooooooor LP ao vivo na história do show business. Mas qual deles? Todos. Sim, porque existem três. O primeiro é absoluta lenda: gravado em dezembro de 62, saiu pela King, em janeiro de 63, e relançado pela Solid Smoke em 80. O segundo é um LP duplo, gravado em junho de 68; saiu pela King dois meses depois e foi relançado em 86 pela Rhino, da Califórnia, como dois LPs separados ("Live at the Apollo volume 2", parts 1 and 2). O terceiro também é um LP duplo, gravado em 21 e 22 de julho de 71, e lançado em dezembro do mesmo ano pela Polydor. 
Qualquer brownnófilo sério precisa ter os três, claro (como a negada, que já o transformou no "the most sampled man in show business"). O terceiro é fácil de s…

Eu Vi... "Os Descendentes", "A Pele Que Habito", "Não Tenha Medo do Escuro" e "Drive"

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"A Pele que Habito", de Pedro Almodovár 

Vendido como o "Thriller" de Almodovár, o filme é sim bizarro. Sem estragar surpresas finais, mas as descobertas que fazemos durante o filme podem até causar riso dada a necessidade do absurdo no roteiro. Mas funciona. Não faz pensar nem torcer. É cinema. E ponto.







"Os Descendentes", de Alexander Payne 

Perda e falta. Descobertas e redescobertas. Um tradicional filme doído, pero no mucho, americano. George Clooney está bem, mas no piloto automático dele mesmo. A história convence e quase faz chorar. Não é um soco no estomago nem um alívio de domingo a tarde. É um bom filme. Só.



"Não Tenha Medo do Escuro", de Guillermo del Toro 

Tentando manter a trilha de "O Orfanato" e "O Labirinto de Fauno", Del Toro erra a mão; Não é infantil o suficiente para ser exibido em uma sessão da tarde e nem desperta o medo interior que todo adulto tem. É terror que não assusta e um conto de fadas que não cativa.





Woman's Hour (Londres, Inglaterra)

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Woman's Hour (Londres, Inglaterra)
O quarteto londrino Woman's Hour foi formado em 2011 por Fiona Jane (vocais), William Grant (guitarras), Nick Blow (baixo) e Josh Hedmond (teclados). A banda, que faz um som que mistura o Trip-Hop dos anos noventa, de bandas como Massive Attack, Portishead e Tricky, com uma levada mais Pop, de gente como Goldfrapp e the XX, vem lançando singles desde sua formação. O mais recente, 'Her Ghost', saiu essa semana e é sensacional.
Vale muito pra quem gosta de vozes femininas e climas soturnos. Confira o vídeo do mais recente single e outras músicas na página da banda no Soundcloud.



Mais informações;
https://www.facebook.com/womanshourband http://www.womanshour.co.uk/ www.twitter.com/womanshourband

Discoteca Básica; 'The Who Sell Out', The Who (1967)

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Discoteca Básica; 'The Who Sell Out', The Who (1967)
Na definição de Pete Townshend, eles eram no começo "meramente caras com narizes grandes e genitais pequenos tentando estar nas manchetes". OK, mas eram mods, com suas roupas impecáveis e ar invocado, membros de um grupo da juventude britânica que afirmava sua personalidade através de um modo estilizado de se vestir, de um comportamento intempestivo, das gírias e, é claro, das preferências musicais - o soul da Motown e Stax.
Foi nesse ambiente onde circulavam no final de 63, ainda com o nome The High Numbers, que foram descobertos pelos então cineastas Kit Lambert e Chris Stamp. A dupla decidiu empresariá-los e, para isso, trocou seu nome pelo que usavam anteriormente - The Who. O próximo passo foi realçar a aura da rebeldia e violência que impregnava suas apresentações. Assim, Townshend - que já impressionava por suas incríveis peripécias no palco - passou a deixar um rastro de guitarras destruídas por o…