DoP! Playlist 145; As Músicas de 2016 (Parte 2)

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DoP! Playlist 145; As Músicas de 2016 (Parte 2)

Buenas!

Vamos a segunda parte da nossa lista de cem músicas do ano!

Tracklist;

01. 'Beautiful Thing', The Stone Roses
02. 'Lost All Day', Dinosaur Jr.
03. 'Shut Up and Kiss Me', Angel Olsen
04. 'Gardenia', Iggy Pop
05. 'Love and Hate', Michael Kiwanuka
06. 'If I Ever Was a Child', Wilco
07. 'Don't Be Denied', Norah Jones
08. 'Three Packs a Day', Courtney Barnett
09. 'Miss Fortune', The Coral
10. 'Hinterland', The Cult
11. 'Transient Program for Drums and Machinery', Soulwax
12. 'New Song', Warpaint
13. 'The Noisy Days Are Over', Field Music
14. 'Freedom', Beyoncé feat. Kendrick Lamar
15. 'Come Near Me', Massive Attack feat. Ghost Poet
16. 'Open Your Eyes', School of Seven Bells
17. 'Flori Dada', Animal Collective
18. 'Adore', Savages
19. 'Lazarus', David Bowie
20. 'Daydreaming', Radiohead






Músicas Para Salvar Sua Vida; 'Life On Mars?', David Bowie (1971)

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Músicas Para Salvar Sua Vida; 'Life On Mars?', David Bowie (1971)

Faixa 4 do lado A do álbum 'Hunky Dory',
Lançado em dezembro de 1971 (RCA Records)
Lançada como compacto em junho de 1973
Composta por David Bowie e Produzida por Ken Scott

A letra de 'Life on Mars?' geralmente é classificada como enigmática e obscura mas, na verdade, é apenas uma coleção de imagens de alienação e confusão que criam uma impressão bem clara do que David Bowie pretendia com ela; A sensação de se estar á deriva no mundo moderno, saturado pela mídia. Isso ainda em 1971!

Porém, há outra referência escondida na letra. 'A garota de cabelos sem vida' mencionada era Hermione Farthingale, com quem Bowie, ainda então David Jones, se relacionou no início de sua carreira e que o acompanhou durante sua primeira transmutação, em 1969, quando ele participou de um filme de vanguarda feito para divulgar suas canções. Nesse filme, está a primeira versão de 'Space Oddity', outro clássico. Para este vídeo, Hermione fez o papel da sedutora donzela espacial. Logo após a gravação deste filme, os dois se separaram devido, segundo relatos, por ela não aceitar a bissexualidade do cantor. 


A Letra

It's a God awful small affair
To the girl with the mousey hair,
But her mummy is yelling, "No!"
And her daddy has told her to go,
But her friend is no where to be seen.
Now she walks through her sunken dream
To the seats with the clearest view
And she's hooked to the silver screen,
But the film is sadd'ning bore
For she's lived it ten times or more.
She could spit in the eyes of fools
As they ask her to focus on
Sailors fighting in the dance hall.
Oh man!
Look at those cavemen go.
It's the freakiest show.
Take a look at the lawman
Beating up the wrong guy.
Oh man!
Wonder if he'll ever know
He's in the best selling show.
Is there life on Mars?
It's on America's tortured brow
That Mickey Mouse has grown up a cow.
Now the workers have struck for fame
'Cause Lennon's on sale again.
See the mice in their million hordes
From Ibeza to the Norfolk Broads.
Rule Britannia is out of bounds
To my mother, my dog, and clowns,
But the film is a sadd'ning bore
'Cause I wrote it ten times or more.
It's about to be writ again
As I ask you to focus on
Sailors fighting in the dance hall.
Oh man!
Look at those cavemen go.
It's the freakiest show.
Take a look at the lawman
Beating up the wrong guy.
Oh man!
Wonder if he'll ever know
He's in the best selling show.
Is there life on Mars?



Curiosidade; Em 1999, Bowie revisitou algumas de suas canções no projeto 'Storytellers', do canal VH1, onde o artista, em um clima parecido com  os especiais acústicos da MTV, além de tocar, ele contou algumas histórias sobre cada uma das músicas executadas. Em 'Life On Mars?', que abre o show numa versão espetacular de piano e voz, ele conta que em 1968 escreveu "Even a Fool Learns to Love", canção com letras de Bowie e música de uma canção francesa de 1967 ("Comme d'habitude"). Esta canção nunca foi lançada, mas Paul Anka comprou os direitos do original em francês e o reescreveu como "My Way," que tornou-se famosa na voz de Frank Sinatra em 1969 quando ele a gravou em seu álbum de mesmo nome. O sucesso da versão de Anka fez com que Bowie escrevesse "Life on Mars?" como paródia da gravação de Sinatra. Bowie ainda brinca que teve sua cota de vergonha quando Barbra Streisand regravou sua canção em uma de suas piores fases.


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Disco da semana; 'Out Of Season', Beth Gibbons & Rustin' Man (2002)

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Disco da semana; 'Out Of Season', Beth Gibbons & Rustin' Man (2002)

Este é a estréia solo da 'Billie Holiday' do novo milênio', Beth Gibbons é somente um 'Portishead sem barulhinhos eletrônicos'? Não, é muito mais.

Indo totalmente contra a fórmula que a consagrou á frente de uma das mais cultuadas bandas dos últimos anos, onde a mistura entre Jazz, Hip Hop, Eletronica e melancolia davam a tônica, ela resolveu deixar toda a modernidade e voltar para o início de sua carreira; A trovadora cinza e triste. Violão, teclados e muita, mais muita tradução de desespero em notas baixas.


Tudo é calmo e baixo. Ás vezes, ensolarado, como na cabaré 'Tom The Model', mas a luz só entra numa frestinha, descuidadamente. 'Mysteries' e seu dedilhado sutil, 'Show' e sua letra corta-pulsos. Uma evolução e uma involução ao mesmo tempo. Mais Portishead e Menos Portishead, impossível.


Mas como isso é possível?

A conclusão óbvia é que não haveria pra onde o Portishead ir sem soar datado naquele momento e, nesse disco, o passo era dado á direção certa. Funciona sim como um novo disco da banda, as faixas 'Funny Time Of The Year', conta com a participação de Adrian Utley, guitarrista envolvido em nove a cada dez projetos de trip-hop britânico e membro oficial do Portishead, em 'Romance' provam o que eu digo, mas agora a responsabilidade é menor.


Tire a melancolia do armário e acenda um cigarro.

Tracklist;

01. "Mysteries" – 4:39

02. "Tom the Model" – 3:41

03. "Show"  – 4:26

04. "Romance" – 5:09

05. "Sand River"  – 3:48

06. "Spider Monkey" – 4:10

07. "Resolve" – 2:51

08. "Drake" – 3:54

09. "Funny Time of Year" – 6:48

10. "Rustin Man" – 4:20
 

 

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O Mundo Maravilhoso das Capas de Disco; 'Sticky Fingers', The Rolling Stones (1971)

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O Mundo Maravilhoso das Capas de Disco; 'Sticky Fingers', The Rolling Stones (1971)

'Sticky Fingers' é um ícone da cultura das capas de álbums. Se tornou quase tão famosa quanto a famosa ilustração 'Tongue & Lips', que acompanha a banda há décadas.

Recriando o conceito usado por Andy Warhol no álbum 'The Velvet Underground & Nico', de alguns anos antes, o disco trazia uma capa dupla que proporcionava uma espécie de 'interatividade' com o ouvinte. Se no primeiro, podíamos descascar uma banana, nesse abaixávamos um zíper das calças de Mick Jagger ,revelando (olhem só!) cuecas brancas por debaixo, assinadas por Warhol.

 
Obviamente, os Stones queriam forçar ainda mais sua reputação de bad boys, tendo a banda recusado várias outras propostas para a capa em prol da ideia de Warhol. Porém, curiosamente, a foto não é dele, e sim de Billy Name. E não, não era Jagger na foto. Não é certo quem era, mas presumidamente Joe d'Alessando, um dos atores/modelos da Factory é o dono da cintura.


A capa se tornou um objeto de veneração, primeiro, pelo óbvio aspecto sexual provocativo e em segundo, pelo sub-texto de invasão de privacidade que a fama proporciona. Fama que transforma artistas em bens de consumo. Esta foi uma declaração bastante crítica na verdade, que ainda ressoa fortemente hoje em dia. Em um período em que a venda de si mesmo tornou-se cada vez mais alienante, tanto quanto artisticamente inútil: estrelas atuais estão oferecendo seus corpos para os seus seguidores, mas sem a "desculpa" de empurrar as fronteiras em prol da libertação sexual, ou por algum avanço artístico da sociedade. A maioria deles só o faz por fama e dinheiro. Mas, ao mesmo tempo, alguns deles não concordam em se tornar um objeto de curiosidade na mídia ... um fato paradoxal que esta capa enfatizou de forma inteligente, só que em 1971!A capa, obviamente, sofre censura nas lojas, principalmente nos Estados Unidos. Houveram inclusive capas alternativas na Espanha, Itália e Alemanha.


Espanha, aliás, que durante a ditadura militar, proibiu não só capas, mas canções como 'Sister Morphine' e 'Let It Rock'




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Favoritos da Casa; The Velvet Underground (Nova Iorque, USA)

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Favoritos da Casa; The Velvet Underground 

A história do Velvet Underground é uma das mais singulares da música. Banda de Art rock, no início dos anos sessenta, ela foi apadrinhada pelo artista plástico Andy Warhol, que a transformou na sua trilha sonora viva. Vendeu pouco e foi muito pouco reconhecida na época. Porém, que ouviu/assistiu, principalmente os futuros artistas, mudaram sua visão sobre o que faziam. Uma dessas pessoas foi David Bowie, como citado na sua biografia escrita por Mark Spitz, até tremeu ao conhecer Lou Reed, cérebro por trás do VU. 

A banda lançou três discos seminais e puf,  desapareceu. Entre algumas indas e vindas desde os anos setenta, Lou Reed e John Cale desenvolveram carreiras solo sensacionais. A apadrinhada Nico também. Porém, nada se igualou ao que eles produziram juntos nos anos sessenta e setenta.

'The Velvet Underground & Nico', de 67 é um clássico (logo mais, na nossa sessão discoteca básica); 'White Light/White Heat', de 68, influenciou todo mundo que foi alguém no rock britânico dos anos setenta e oitenta. 'The Velvet Underground', de 69; 'Loaded', de 70 e 'Squeeze', de 73 são atemporais. Cada um terá o seu preferido. 

Vamos a um playlist com as principais músicas pra você mergulha no lado selvagem; 




Discoteca Básica; 'Highway to Hell', AC/DC (1979)

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Discoteca Básica; 'Highway to Hell', AC/DC (1979)


A introdução deste texto é destinada a quem ainda não era nascido em 1979. Naquele ano, ser fã de rock era missão para gente perseverante. Afinal, o furacão punk (que nem foi tão furacão assim) já definhava, restando apenas o Clash e sua peregrinação rítmica por jazz, ska, rockabilly e  musicais da Broadway, que resultaria nos ótimos London Calling e Sandinista!. 

O som dominante, porém, ainda era disco. ABBA, Boney M. e Bee Gees brigavam pelo topo das paradas. De rock mesmo, só Queen, Van Halen e AC/DC. O Queen havia passado por sua fase mais criativa e o Van Halen era uma ótima banda, mas sem um ótimo álbum. Sobrou ao AC/CD a incumbência de fazer o melhor disco de rock da temporada. E Highway To Hell tem muitos predicados para merecer todas as honras. 

O grupo dos irmãos Young (Malcolm, guitarra base, e Angus, guitarra-solo) vinha de uma série de turnês consagradoras, bem registradas no filme Let There Be Rock e no CD ao vivo If You Want Blood (You’ve Got It). A formação era a melhor que a banda já teve: Bon Scott nos vocais, Angus e Malcolm Young nas guitarras, Phil Rudd na bateria e Cliff Williams no baixo. Só que os álbuns anteriores tinham grandes clássicos ("Whole Lotta Rosie", "Problem Child"), mas estavam longe de ser uma obra completa. Até chegar a Highway To Hell. 

O quinteto trabalhou novamente com John "Mutt" Lange na produção. Apoiado na popularidade do AC/DC, Lange ousou. No lugar da massa sonora habitual do rock pesado, preferiu gravar pistas de guitarra limpas, sobrepostas com sutileza suficiente para ressaltar o lado blues da banda. O produtor burilou o agudo do vocal de Bon Scott e usou todos os membros do grupo no coro de apoio. O resultado é mais peso e menos barulho, passando muito longe do padrão tosco das bandas da época. 

O grupo inovou o gênero sem abrir mão de seus preceitos básicos: as letras machistas e fanfarronas, enclausuradas no binômio mulheres/bebida, a busca de uma melodia básica ao extremo, com uma batida quase marcial, e os solos alucinantes de Angus Young, o guitarrista das calças curtas que toca como se estivesse ligado à corrente que passa no fio do instrumento. 

O álbum inteiro soa como um greatest hits, embora "Walk Over You" e "Shot Down In Flames" se destaquem como as peças mais elaboradas. A pegada mais blueseira de "Beating Around The Bush" e "Love Hungry Man" ajudou a banda a ganhar um público mais adulto. E se todas essas qualidades não bastassem para garantir a Highway To Hell um lugar em qualquer boa discoteca de rock, há ainda o fato de ser o último registro de Bon Scott, morto meses depois, sufocado pelo próprio vômito. 

Highway To Hell é o flagrante da melhor fase de uma banda única, um guitarrista infernal e um vocalista que é uma lenda. 

Tales de Menezes (Revista Bizz, edição 154, Maio de 1998) 

Tracklist:

01. 'Highway to Hell'
02. 'Girls Got Rhythm'
03. 'Walk All Over You'
04. 'Touch Too Much'
05. 'Beating Around the Bush'
06. 'Shot Down in Flames'
07. 'Get it Hot'
08. 'If You Want Blood  (You've Got It)'
09. 'Love Hungry Man'
10. 'Night Prowler'

DoP! Playlist 144; As músicas de 2016 (Parte 1)

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DoP! Playlist 144; As músicas de 2016 (Parte 1)

Buenas!

Vamos começar nosso resumo do ano! Serão cinco playlist com as cem músicas do ano. Começando hoje, dia dois de dezembro, até dia trinta. Cinco sextas-feiras repassando o ano a limpo. E aqui vão as primeiras;

Tracklist;

01. 'Burn the Witch', Radiohead
02. 'I Exhale', Underworld
03. 'Girl Loves Me', David Bowie
04. 'This Is How It Feels', Richard Ashcroft
05. 'Evil', Savages
06. 'Empty', Garbage
07. 'The Spoils', Massive Attack feat. Hope Sandoval
08. 'Your Best American Girl', Mitski
09. 'The Wheel', P.J. Harvey
10. 'Wow', Beck
11. 'My Kind of Woman', Mac DeMarco
12. 'Drunk Drivers Killer Whales', Car Seat Headrest
13. 'Kevin', Cabbage
14. 'Charlemagne', Blossoms
15. 'Chasing the Tail of a Dream', The Coral
16. 'A 1000 Times', Hamilton Leithauser + Rostam
17. 'Sunday Love', Bat for Lashes
18. 'Chico Buarque Song', Céu
19. 'Drone Bomb Me', Anohni
20. 'Treaty', Leonard Cohen