MOJO PRESENTS… Out Of Time: 15 Tracks From The Golden Age Of Alternative Rock (Playlist)

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MOJO PRESENTS… Out Of Time: 15 Tracks From The Golden Age Of Alternative Rock (Playlist)

Buenas!

Retomando com as playlists baseadas nos CDs brinde que a revista MOJO encarta todos os meses em suas edições, teremos hoje a da edição de dezembro de 2016, sobre o rock alternativo nos anos noventa. Confira!

Tracklist;

01. Superchunk, 'Seed Toss' (3:00)
02. Big Dipper,
 'All Going Out Together' (2:58)
03. Dinosaur Jr.,
 'Repulsion' (3:03)
04. Miracle Legion, 
 'All For The Best' (5:07)
05. Dumptruck, 
'Island' (4:15)
06. Galaxie 500,
 'Tugboat' (3:53)
07. Pavement, '
Unseen Power Of The Picket Fence' (3:51)
08. Gumball,
 'Light Shines Through' (2:59)
09. Urge Overkill,
 'Ticket To L.A.' (2:15)
10. Bitch,  'Magnet
 Motor' (3:47)
11. Alice Donut,
 'My Boyfriend’s Back' (2:19)
12. The Lemonheads,
 'If Only You Were Dead (Early Mallo Cup)' (2:53)
13. The Feelies, 
'The High Road' (4:21)
14. Beat Happening,
 'Indian Summer' (3:02)
15. Slint,
 'Washer' (8:46)


As Favoritas de... Joseph Mount (Metronomy)

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As Favoritas de... Joseph Mount (Metronomy)Joseph Mount, vocalista do Metronomy, tem,  musicalmente, uma dívida de gratidão para com sua irmã mais velha, Alice. Na escolha de seis das canções que moldaram a sua vida até agora, eleadmite que muitas vezes era Alice que iria passar em seu conhecimento de música ao mesmo tempo novo e ... bem, não tão legal. Mas a troca criativa não estava completamente unilateral. 'Consegui me redimir depois', confirma.

Os comentários sobre as canções, em Inglês, podem ser conferidos aqui.

Para completar a playlist original, adicionamos algumas versões originais de covers que o Metronomy fez ao longo da carreira. Confira;

Tracklist;

01. 'The Locomotion', Kylie Minogue
02. 'Down by the Water', PJ Harvey
03. 'El Scorcho', Weezer
04. 'Blue Flowers' Dr. Octagon
05. 'Needles & Pins', The Ramones
06. 'The Jungle Line', Joni Mitchell
07. 'Hypnose (part 2)', Jean-Michel Jarre & Dominique Webb
08. 'Fascination Street', The Cure
09. 'Corinne', Benoit & Sergio
10. 'Here Comes the Sun', The Beatles


Favoritos das Casa; Roxy Music (Londres, Inglaterra)

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Favoritos das Casa; Roxy Music (Londres, Inglaterra)

O Roxy Music é uma das bandas mais sensacionalmente cafonas e criativas da história da música. 

Tudo começou com o estudante de arte Bryan Ferry, em 1970. Recém demitido de uma escola onde ensinava cerâmica (?!?!), ele resolveu juntar alguns músicos para montar um tipo diferente de banda. Uma que colocava o visual e a interpretação cênica em primeiro lugar. “Fazer música como se pintava quadros”, como diz no documentário o tecladista Brian Eno.  Junto dos dois “Brians” estavam o guitarrista Phil Manzanera, o baixista Graham Simpson, o baterista Paul Thompson e o saxofonista Andy Mckay, formação já fora dos padrões do rock feito na época, onde Hippies psicodélicos criavam o rock progressivo e o Hard Rock começava a estourar, com Led Zeppelin e afins. 

Em seus dois primeiros discos, “Roxy Music”, de 1972, e “For Your Pleasure” de 1973, a banda desenvolveu um som único, impossível de ser classificado se observarmos do ponto de vista da época; Pré-Disco, pré-Glam Rock e pré-Punk Rock. Sim, o Roxy Music influênciou esses três gêneros. E muito!


Um dos atrativos do documentário citado acima  é, já de cara, vermos Bono, do U2, resumindo como foi assistir a apresentação da banda no programa “Top Of The Pops”, em 1972, tocando a clássica “Virginia Plain”; “Imagine que você é um adolescente do norte de Dublin e alguns alienígenas chegassem na TV”. Era um pedaço da Pop-Art de Andy Warhol viva, ali, no meio da careta sociedade britânica da época.

No documentário, produzido pela BBC, vemos, além de Bono, gente como Steve Jones (ex-guitarrista dos Sex Pistols), Siouxie Sioux (ex-vocalista do Siouxie & The Banshees), Andy Taylor (baixista do Duran Duran), gente do Human League, Goldfrapp e Chic simplesmente ovacionando os caras. Reparem que eu mencionei gente de estilos musicais completamente diferentes. Isso é o que, em dois discos, o Roxy Music conseguiu fazer. Não existia nada fora do lugar; Música, arte, letra, conceito, moda… Tudo estaria perfeitamente encaixado hoje em dia se fosse necessário. “Há personagens e cenas. É como “Casablanca”!” diz Bono no documentário.

Até as capas da banda eram diferentes. A idéia, segundo Ferry, era trazer um universo sexy que não era visto no mundo Pop.

 
Dessa fase, músicas como “Bitters End”, “Ladytron”, “2HB”, “Do The Strand”, “In Every Dream Home a Heartache” e, claro, a melhor de todas, “Virginia Plain”, simplesmente soam atemporais. 
Ainda em 73, Brian Eno deixou a banda, o que os libertou para um caminho mais Pop. Eno, com seu jeito cerebral de fazer música, impedia que a banda chegasse a plenitude de sua capacidade popular. Se por um lado era o gênio que compartilhou com Bryan Ferry todo o conceito artístico inicial, os dois dividiam também o controle criativo e, naquele momento, os caminhos se separaram.

Nos três álbuns seguintes, “Stranded”, também de 1973, “Country Life”, de 1974 e “Siren”, de 1975, a banda gerou uma mini-beatlemania na Inglaterra. A banda passou de estranha e conceitual a uma das fábricas de hits da década; “Street Life”, “A Song For Europe”, “All I Want Is You”, “The Thrill Of It All”, “Bitter-Sweet”, “Both Ends Running” e a maior de todas, “Love Is The Drug”. 

A banda se separou no final da turnê em 1975 e se dedicou a uma série de projetos solo, mas quando voltou a se reunir para mais três discos (“Manifesto”, de 1979; “Flesh and Blood”, de 1980; e “Avalon”, de 1982), o som da banda passou a ser influenciado pelo o que eles haviam inspirado em primeiro lugar. A música passou a ser mais dançante e menos preocupada com experimentação. As faixas dessa época, como “Trash”, “Angels Eyes”, “Dance Away”, “Over You”, “Avalon” e, especialmente, “More Than This”, fizeram a banda emplacar nos Estados Unidos, pavimentando uma bem sucedida carreira solo de Bryan Ferry durante todos os anos oitenta, com as clássicas “Slave To Love” e “Don’t Stop The Dance”, que podem ser ouvidas na rádio cafona mais perto de você (rss).


  

Música + Cinema; 'Anton Corbijn : Inside Out' (2013) (Download + Playlist)

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Música + Cinema; 'Anton Corbijn : Inside Out' (2013) (Download + Playlist)

Para os escritores famosos, a solidão é praticamente um pré-requisito para a fama, enquanto os fotógrafos são geralmente consideradas como criaturas  mais sociais. Isso não é o caso de Anton Corbijn, embora ele tenha estado no centro das atenções com algumas das celebridades mais notáveis do nossos tempos.

No documentário dirigido por Klaartje Quirijns, 'Anton Corbijn: Inside Out', vemos como Corbijn leva uma vida de solidão auto-imposta. O interessante aqui é que ele parece querer o contrário.

Gravado entre 2008 e 2011, o filme entrecorta narrativa, sets de fotografia e filmagem e fala com sua família, na Holanda

Uma das bandas que ais está associada a ele é o U2, com quem Corbijn tem colaborado  desde início dos anos 80. Bono é entrevistado brevemente, e menciona por que ele acha que a banda encontra tal harmonia com Corbijn.

"Nós dois estamos interessados em luz, e tentando capturá-la ... refleti-la", disse ele. "No seu caso como um fotógrafo, que é o seu meio, no nosso caso, é um outro tipo de iluminação que vem através da música."

O que é fascinante para contemplar é como um homem tão socialmente desajeitado em ambientes tradicionais, podem ser tão poderosamente preciso em tirar  humor de uma personalidade em um assunto que ele está fotografando ou dirigindo.

Além do U2, o relacionamento de longa data com o Depeche Mode e com o Joy Division também é longamente mostrado.

Há um momento delicado, doloroso, quando Corbijn conversa com sua mãe já idosa e descobre que ela foi apaixonada por outro homem antes de casar-se com seu pai como segunda opção.

O que vale nesse documentário, é o retrato intrigante da ansiedade humana oculta pelo glamour. 

Download;

RMVB Legendado: Uploaded – Download – Rockfile – Download  Bitshare – Download – Oboom – Download

Torrent – Download

MKV Legendado




A trilha;

Obviamente, não há trilha sonora para esse documentário. Porém, montamos uma playlist no You Tube com alguns dos principais vídeos que ele dirigiu, para bandas como Depeche Mode, U2, Metallica, Nirvana, Joy Division, Echo & The Bunnymen, Front 242, Grant Lee Buffalo, Rollins Band, Travis, Nick Cave e, mais recentemente, Arcade Fire.

Confira!


Mais informações

Discoteca Básica; 'Songs the Lord Taught Us', The Cramps (1980)

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Discoteca Básica; 'Songs the Lord Taught Us', The Cramps (1980) 


Rockabilly, psicodelia dos grupos de garagem dos anos 60 e microfonia, temperado pelo que a cultura pop já produziu de mais podre: este é o universo de Lux Interior e Poison Ivy, do Cramps.

Os dois se conheceram na Califórnia em 1972, adoravam rock primitivo, pessoas estranhas e alucinógenos. Casaram-se e se mudaram para Nova York, dispostos a montar uma banda. Ali conheceram Bryan Gregory, louco de pedra, fanático por misticismo e vodu - que mal sabia tocar guitarra. Depois,  recrutaram o baterista Nick Knox. Estava formada a gangue.

Os Cramps batizaram seu som de psychobilly - rockabilly psicodélico -  e fizeram fama. Na Inglaterra, Stephen Morrissey (mais tarde, vocalista dos Smiths) fundou o primeiro fã-clube do grupo. Nos EUA, atraíram a atenção de Alex Chilton, líder do lendário grupo pop Big Star, que produziu Songs The Lord Taught Us por um cachê de fome. Chilton exigiu que a maioria das faixas fossem gravadas ao vivo no estúdio. Lux tratou as gravações como show: se jogava no chão, destruía cadeiras e pulava sobre os amplificadores.

Songs... abre com a clássica "TV Set", com sua batida marcial de bateria e um riff maravilhosamente imundo. "Sunglasses After Dark" tem aquela microfonia linda e um solinho new wave que só os Cramps teriam a cara-de-pau de fazer. "What’s Behind The Mask" tem uma letra hilariante ("Por que você não tira essa máscara?/ É problema de pele/ Ou um olho a mais?"). "Garbageman" é obra-prima. "Zombie Dance" goza da platéia mo-dernosa de  Nova York, que ficava parada vendo a banda se matar no palco; "The Mad Daddy" é uma homenagem a Pete "Mad Daddy" Myers, um DJ de Ohio que Lux idolatrava; e "Mystery Plane" resumia a filosofia da banda na frase "Eu não consigo me identificar com este mundo, então nem tento." Incluindo covers dos Sonics, grupo de garagem dos anos 60 ("Strychnine"), do pioneiro do rockabilly Johnny Burnette ("Tear It Up") e "Fever" (a mesma gravada por Madonna), de Little Willie John, o disco não envelhece.

Os Cramps não abraçaram o passado do rock’n’roll por oportunismo, eles vivem no passado. Para Lux e Ivy, o mundo acabou em 1965. Sua missão é mostrar como ele era mais divertido e irresponsável.

André Barscinsky (Revista Bizz, edição 159, Outubro de 1998)

Tracklist;

01. TV Set    3:22
02. Rock On The Moon    1:43
03. Garbage Man    3:32
04. I Was A Teenage Werewolf    3:05
05. Sunglasses After Dark    3:47
06. The Mad Daddy    3:16
07. Mystery Plane    3:40
08. Zombie Dance    1:53
09. What's Behind The Mask    2:06
10. Strychnine    2:25
11. I'm Cramped    2:36
12. Tear It Up    2:31
13. Fever    4:16


Desconstruindo o Pop! Playlist 149; As 20 Músicas de 2016

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Desconstruindo o Pop! Playlist 149; As 20 Músicas de 2016

Buenas! Feliz ano novo!

Depois de cinco playlists com as as 100 preferidas do ano, vamos com um resumo das 20 preferidas do blog... Confira!

01. 'Lazarus', David Bowie
02. 'Daydreaming', Radiohead
03. 'This Is How It Feels', Richard Ashcroft
04. 'Decks Dark', Radiohead
05. 'Empty', Garbage
06. 'Adore', Savages
07. 'You Don't Get Me High Anymore', Phantogram
08. 'Shut Up and Kiss Me', Angel Olsen
09. 'The Wheel', PJ Harvey
10. 'Perfume do Invisível', Céu
11. 'Rule the World', Michael Kiwanuka
12. 'Beautiful Thing', Stone Roses
13. 'Three Packs a Day', Courtney Barnett
14. '33 God', Bon Iver
15. 'Drone Bomb Me', Anohni
16. 'If I Ever Was a Child', Wilco
17. 'Varanda Suspensa'. Céu
18. 'Gardenia', Iggy Pop
19. 'The Spoils', Massive Attack
20. 'Drunk Drivers/Killer Whales', Car Seat Headrest

Música + Cinema; 'O Lixo e a Fúria - Um Filme sobre os Sex Pistols', de Julian Temple (2000)

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Música + Cinema; 'O Lixo e a Fúria - Um Filme sobre os Sex Pistols', de Julian Temple (2000) (Documentário Online, Legendado)


Tá certo. Todo mundo sabe quem foram os Sex Pistols. E muito já foi falado sobre o documentário O Lixo e a FúriaEntão, por que apesar de tudo isso, o documentário do cineasta Julien Temple  é um programa obrigatório pra quem viu, não viu, conhece, não conhece, tem ideia ou não tá nem aí pra quem foram aqueles quatro trombadinhas nascidos na classe operária londrina? Exatamente porque, melhor que muito filmeco em cartaz, conta no seu enredo com quatro moleques (cinco com a entrada de um tal de Sid Vicious), com a alta estima lá em baixo, desprovidos de qualquer perspectiva - empurrados mais pro buraco por um estado caótico, desgastado, de miseráveis desempregados -, que subitamente, de forma bem simples, revolucionaram o mercado musical da época e catapultaram a palavra punk para todo o planeta.

O Lixo e A Fúria desfere seus primeiros embates com um pequeno preâmbulo do estado em que se encontrava a Inglaterra em pleno governo trabalhista: greves, caos, tumultos, desemprego em massa, racismo e tudo de pior que você possa imaginar. Um cenário perfeito para Johnny RottenSteve JonesPaul Cook e Glen Matlock catarem seus instrumentos roubados e iniciarem, com o empurrãozinho do falastrão empresário e estilista de plantão Malcon McLaren, a banda que conseguiu juntar música, marketing pessoal e uma baita atitude.



Com imagens fantásticas, tomadas inéditas, entrevistas recentes, colagens e edição bem ágil, o filme é um deleite para os amantes da banda. A hilária participação do Pistols no programa inglês de grande audiência Today, em que Steve Jones, sem saber aonde estava de tão bêbado, quase parte pra porrada com o apresentador - isso depois de proferir palavrões à vontade -, o famoso show no rio Tâmisa no dia do Jubileu da Rainha, quando God Save the Queen foi vomitada pela primeira vez ao vivo, os vai e vens com as gravadoras (com direito a grande comitivas à frente do palácio de Buckingham), até a turnê final pela América do Norte, que culminou com um último show em que Joãozinho Podre, cansado de tudo e todos, decide cantar uma só música (não por acaso No Fun) são algumas das mais excitantes passagens da história do rock.

Não bastasse, imagens raríssimas de uma entrevista com Sid Vicious em que o figura, caindo de sono, loucura e levando a tira colo sua Courtney Love da época, Nancy Spurgen, não consegue concatenar uma frase se quer. Assistir a O Lixo e a Fúria provocará o mesmo efeito que escutar pela enésima vez Never Mind The Bollocks, o clássico álbum dos Pistols. Impossível não se empolgar com aqueles acordes toscos, sabidos de cor, mas que sempre fazem do mundo, um lugar mais legal pra se viver.

O Trailer;


Curiosidade; Julian Temple dirigiu outros dois filmes sobre os pistols. O primeiro foi ainda em 79, no auge do final do Punk Rock, com 'The Great Rock'n'Roll Swindle', e o segundo em 2008, 'There'll Always Been An England'. 



A Trilha;

Tracklist;



  1. "God Save the Queen (Symphony)" - The Sex Pistols
  2. "Shang-A-Lang" – Bay City Rollers
  3. "Pictures of Lily" – The Who
  4. "Virginia Plain" – Roxy Music
  5. "School's Out" – Alice Cooper
  6. "Skinhead Moonstomp" – Symarip
  7. "Glass of Champagne" – Sailor
  8. "Through My Eyes" – The Creation
  9. "The Jean Genie" – David Bowie
  10. "I'm Eighteen" – Alice Cooper
  11. "Submission" - The Sex Pistols
  12. "Don't Gimme No Lip Child" - Dave Berry
  13. "What'cha Gonna Do About It" - Dorys Troy
  14. "Road Runner" (Live) - Jonathan Richman & The Modern Lovers
  15. "Substitute" - The Who
  16. "Seventeen" - The Sex Pistols
  17. "Way Over In Dub" - Tapper Zukie
  18. "Looking For a Kiss" - The New York Dolls
  19. "No Fun" - The Stooges



Mais informações;


http://en.wikipedia.org/wiki/The_Filth_and_the_Fury#Soundtrack