Desconstruindo o Pop! Playlist 46; 'Since I Was Born I Started To Decay...'

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Desconstruindo o Pop! Playlist 46; 'Since I Was Born I Started To Decay...'

Tracklist;

01. 'The Party Line', Belle and Sebastian
02. 'Seasons (Waiting on You)', Future Islands
03. 'Being Beige', The Smashing Pumpkins
04. 'Powder', Gengahr
05. 'Get It Daddy', Sleeper Agent
06. 'Thief', Chamberlin
07. 'Sleep For You', Nikki Lane
08. 'I've Been Thinking', J. Mascis
09. 'Dreaming', Mayer Hawthorne
10. 'Red Right Hand', PJ Harvey
11. 'Storm', Soundgarden
12. 'Buzzkill(er)', The Dead Weather
13. 'Rebellious JUkebox', The Fall
14. 'We Are The 21st Centiry Ambassadors of Peace and Magic', Foxygen
15. 'I'll Be Yours', Those Dancin' Days
16. 'Especially Me', Low
17. 'Don't Play With Guns', The Black Angels
18. 'Demons to Lean On', Wavves
19. 'Miranda' (School Of Seven Bells Remix), Surfer Blood
20. 'All The Sand in All The Sea', De Votch Ka


Favoritos da Casa; Elbow (Manchester, Inglaterra)

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Favoritos da Casa; Elbow (Manchester, Inglaterra)
O embrião da banda data ainda de 1990, quando, ainda no colegial, o vocalista Guy Garvey encontrou com o guitarrista Mark Potter, ambos aos 16 anos, decidiram montar uma banda. Oriundos de Ramsbotton, nos arredores de Manchester, viviam á sombra da cena ‘Madchester’, de Stone Roses, Happy Mondays e Soup Dragons. Depois de alguns encontros e jams, se juntaram o baterista Richard Jupp e o baixista Pete Turner. Estava formada a Mr. Soft. Péssimo nome, por sinal.
Depois de alguns ensaios e shows para meia dúzia de pessoas, o nome foi reduzido para Soft e o tecladista Craig Potter entrou para a banda. Formação que se sustenta até hoje. 
Em 97, depois de percorrerem o circuito alternativo britânico, mais uma mudança de nome; Elbow, tirado de um programa da BBC, onde um dos personagens dizia que a palavra (cotovelo, em português) era a palavra mais sensual da língua inglesa (?!?!). Pode até não ter uma ótima explicação, mas soa bem, no final das contas.
A partir daí, a banda começou a lançar singles e EP’s. Com destaque para o seu primeiro ‘pseudo-hit’, “Any Day Now”, faixa coma qual eu os conheci, ainda em 2000. 
O primeiro álbum veio logo em seguida; Em 2001, saía “Asleep in Black”, o disco é uma jóia escondida; Enigmático, climático e sensual (não como o nome da banda, rs), teve ótima acolhida de crítica e público, e gerou um hit; “Newborn”, uma das minhas preferidas. 
Com um álbum e um single rodando nas rádio britânicas (quem já foi pra lá sabe; O que chamamos de ‘música alternativa’, lá é o que toca no rádio), começaram os circuitos dos festivais; V, Reading, Glastonbury… Nesse último, inclusive, aconteceu algo inusitado… Durante a faixa “Grace Under Pressure”, a banda puxou um coro, com o refrão da canção e a gravou; “We still believe in love, so fuck you!” (“Nós ainda acreditamos no amor, então foda-se!”). Deste ‘coral’, saiu a inspiração para o título do segundo disco, “Cast Of Thousands”, de 2003. Elogiadíssimo pela crítica, porém, não emplacou nenhuma faixa nas rádios. A que acabou mais conhecida foi o seu primeiro single, “Fallen Angel”. 
Na turnê de divulgação de “Cast Of Thousands”, a banda resolveu ir até Cuba tocar e rodar um mini-documentário que foi exibido nos circuitos dos festivais ingleses mas nunca foi lançado comercialmente.
Depois de concorrerem aos prêmios de música britânica, como o Mercury e o Brit Awards, a banda se enfurnou em estúdio para o terceiro álbum; “Leaders of the Free World”, lançado em 2005, foi inteiramente produzido por eles e traz um som mais leve, introspectivo. Muito progressivo rococó para o meu gosto. Para esse álbum, a banda se uniu ao conglomerado The Soup Collective, produtores de vídeo, para um filme integrado ao disco. 
Novamente, o disco foi elogiadíssimo pela crítica inglesa, mas ignorado pelos americanos. O álbum rendeu apenas dois singles, apesar de ter vendido muito no país. 
Depois da turnê e um ano de descanso, a banda voltou com “The Seldon Seen Kid”, seu melhor álbum e de maior sucesso também, lançado no final de 2007. Além disso, este é o disco  despertou a curiosidade do U2. É o favorito de Edge e Bono, que foram vistos em alguns shows da banda pela Europa. 
O disco é vívido e com melodias lindas. Várias faixas se destacam, mas as minhas preferidas são “Ground For Divorce”, “The Fix” e, em especial, a melhor música deles na minha opinião, “One Day Like This”. 
A banda ganhou vários prêmios por esse disco e pela canção. Em especial, o Mercury Music Awards e o Ivor Novello Awards, para melhor canção contemporânea.
Depois de algum tempo de férias, a banda passou o resto de 2010 gravando seu quinto álbum, que saiu em Março deste ano; “Build a Rocket, Boys!”, que estreou diretamente no segundo lugar da parada britânica, feito inédito até então. Porém, nos EUA, continuam sendo ignorados.
Eles deram uma ampliada no leque de influências; Podemos ouvir muito de David Bowie, Manic Street Preachers e, porque não, U2 neste último disco. Eles deixaram um pouco de lado a temática mais progressiva e lenta. Talvez tenha sido esse o motivo do sucesso. Mais uma vez, todas as revistas inglesas deram boas críticas. A NME, que costuma ser bem chata para reviews, disse “Uma força inovadora”. 

E vamos com uma playlist pra fechar.

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Disco da Semana; 'No Line On The Horizon', U2 (2009)

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Disco da Semana; 'No Line On The Horizon', U2 (2009)
Imagine só; Você tem 48 anos, trabalhou duro a sua vida inteira e já conseguiu uma independência financeira que te permite comprar o que quiser e curtir a vida em locais paradisíacos. Você está bem casado, tem filhos lindos e mais, desenvolveu atividades paralelas que te permitem aposentar sem ficar coçando o dia inteiro. Ter prazer, ter uma atividade produtiva e ainda viver do jeito e aonde quiser.
Esse é o retrato do U2 em 2008.
Todos nós sonhamos com isso. Independência financeira e experiência de vida. E além de tudo, reconhecimento profissional. Eu, sinceramente, teria ligado um foda-se pra tudo e faria o que quisesse quando quisesse, e não me desafiar á algo que poderia colocar em risco muito do que eu construí com o tempo.
Mas esse não é Bono. Não é Edge. Ok, Larry e Adam são um pouquinho, mas não é tão difícil de convencê-los á embarcar em uma viagem. Musical e pessoal.
Marrocos / Dublin. Brian Eno / Daniel Lanois. “No Line On The Horizon”.
A inquietude. O desafio. A vontade de mostrar que não há linhas que não possam ser quebradas. A vista da casa de Bono. O tempo. África como terra-mãe. Momentos de rendição. James Joyce. Deus. Maomé. Jah. Estados Unidos.
De tempos em tempos ele se desafiam. Foi assim com “The Unforgettable Fire”, onde uma banda pós-punk, baixo/guiatarra/bateria se meteu com dois produtores cabeça para tentar tirar algo maior. Com “Rattle And Hum”, onde tentaram virar ícones. Com “Achtung Baby!”, quando disseram que não eram aquilo que nós pensávamos e todos acreditaram, até “Pop”, onde para muitos a piada perdeu a graça.
All That You Can’t Leave Behind” foi a reinvenção “Best Of”. Pegaram tudo o que fazia U2 o U2 e colocaram num pacote pronto para sem consumido e digerido. Os trouxe de volta para as paradas de sucesso, para aMTV depois de tantos anos no espaço sideral.
Seria um contra-senso justamente quando conseguiram tudo aquilo que perderam de volta, atirar de novo para a desconfiança.
Mas, porque não?
Mas com um pé no breque, por favor…
E isso é “No Line On The Horizon”. Um disco rico em beleza e pobre em sucessos. Belo por dentro e estranho por fora. Conceitual e supérfluo. Corajoso e covarde.
Foi corajoso lançar “Get On Your Boots” como primeiro single? Num primeiro momento, sim, mas ao ouvirmos o disco, percebemos a sua covardia.
A beleza do conteúdo está no conceito. Para muitos, o que impede da banda ser amada por inteiro. Todos esperam deles hits. Sempre. Hinos. Querem deles o que eles fazem de melhor. Anos após ano. E eles sempre evitaram isso. Sabiam que era um tiro no pé da história se render ao que se espera de você. A imprevisibilidade é sua amiga quando a rotina está por vencer. Esse é um disco de conceito. Com um buraco no meio. E o buraco são os singles.
E dessa vez, eles ficaram no meio do caminho. Conceito e singles não bateram. Assim com em “Pop”, em 1997.
Na abertura temos o tema. “No Line On The Horizon” é viva, energética, moderna e nostálgica ao mesmo tempo. Bono olhando pela janela, vendo o mar, o horizonte, sua mulher e seus filhos. A paixão pela vida. A hora certa de arriscar. Uma música que muitos passam anos tentando em vão compor. Representa o disco assim como “Zoo Station”, “Zooropa”, e “Beautiful Day” foram para os seus. A síntese de uma idéia.
Magnificent” é um clássico. Uma faixa que resume tudo feito pela banda. Dos gritos de “War” á guitarra misteriosa de “Achtung Baby!”. Do tema messiânico de “October” ao ritmo dançante e sincopado de “Pride”. Deus, Maomé… Amor como cura. Religião como descoberta.
Moment Of Surrender” te conquista com o tempo. Confesso que não me pegou de cara, mas hoje, sou do time do Brian Eno; É o primeiro single de um disco como esse. É a música que traria a atenção para o que o ele tem de melhor. Um hino dolorido, marcado por uma grande interpretação de Bono.
Unknown Caller” é outra que sintetiza a intenção do disco. “Restart and reboot yourself… You’re free to go” Como palavras de ordem. Somos adultos, mas ainda temos medo. Medo da morte. De o tempo passar rápido demais. Medo de nos esquecermos de algo importante. De que se esqueçam de nós… Um homem sentado ouvindo as ordens de Deus. Ouvindo sua consciência despertar.
São temas muito profundos para um moleque de 20 anos que comprou “Vertigo”. Eles deveriam saber disso… Ou não se importar.
Mas eles se importaram… “I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight” e “Get On Your Boots”, os carros chefes do álbum, seus singles, as que ficarão nos futuros “Best Of” da vida, são dispersas, divertidas somente para nós, fãs radicais, que consumimos até duetos com Tony Bennet, Wyclef Jean e Rihanna.

Quando Bono quis ligar conceito com pop errou. Foi covarde. Foi medroso. Esse era um disco para afundar nas vendas? Então que seja! Não tentem dar uma maquiada, jogar uma purpurina num senhor de 50 anos com dúvidas existenciais.
Essa escorregada custou muito caro. O disco afundou nas vendas do mesmo jeito e todo mundo só tem essas duas faixas na cabeça. Acabam perdendo “Stand Up Comedy” e sua guitarra zeppeliana. Um mix de “Bullet The Blue Sky” e “Mysterious Ways”… A balada de guerra “White As Snow”, umas das coisas mais belas e difíceis que já compuseram, com uma cadência crescente porém delicada e diferente de tudo que veio antes… “Breathe”, um clássico Dylaniano pungente, ácido, gritado e rock n’roll até a medula, com letra difícil e inspirada… “Todos os dias eu morro e renasço de novo”… “Nascemos no som e as canções são seus olhos…”. “Eu corro pelas ruas como eletricidade”… Um grito de liberdade inesquecível…
E pra fechar, “Cedars Of Lebanon”. Lou Reed + Leonard Cohen. Um observador. Crooner. Uma das melhores coisas feitas pela banda… Marcada pra ser esquecida.
Tudo isso que eu disse acima só se confirmou com a “360 Tour”. Um monstro do tamanho da “Popmart”, mas sem sua coragem. Trouxeram coisas como “The Unforgettable Fire” e “Ultra Violet” de volta… Fizeram uma versão corta pulsos de “Your Blue Room”… Mostraram os conceitos… Meteram cinco musicas novas na abertura… Remixaram “Crazy Tonight” e a transformaram em tudo que “Discothéque” não conseguiu ser… Mas na hora de bancar, de dizer foda-se, o mostro falou mais alto e aos poucos, a coragem foi substituída pelo medo de estádios vazios e críticas negativas.
Por isso que a chamada ‘Era-Pop’ foi a mais importante da carreira da banda. Porque matou os culhões… Colocou a aposentadoria á frente da arte… “Ahhh, mas como fazer shows em estádios e não tocar hits?” alguns diriam… “E quem precisa de estádios?” Eu digo… Diminuam de tamanho e abracem o seu público. Foi assim que escaparam de virar dinossauros em 89 para a glória em 91. Abraçando o seu público em arenas pra vinte mil pessoas. O que veio depois foi conseqüência.
De uma fase que tinha tudo para ser marcada pra sempre, tiramos que coragem de velho é atravessar a rua nesses tempos violentos. E olhe lá!
Mas se você entendeu um pouquinho, já tem trilha sonora para a crise dos trinta que virá… Acredite, aqui estou eu!
Tracklist;
01. No Line On The Horizon
02. Magnificent
03. Moment of Surrender
04. Unknown Caller
05. I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight
06. Get On Your Boots
07. Stand Up Comedy
08. FEZ/Being Born
09. White As Snow
10. Breathe
11
. Cedars of Lebanon


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http://pt.wikipedia.org/wiki/No_Line_on_the_Horizon

Show Completo + Downloads; 'From The Basement', Radiohead (2008) (FLAC)

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Show Completo + Downloads; 'From The Basement', Radiohead (2008) (Online + Audio FLAC)

Este árquivo é a transmissão HD de 'In Rainbows - From the Basement',  programa  filmado em 2008 por David Barnard na  The Hospital Club em Covent Garden de Londres para o programa de televisão de Nigel Godrich "From the Basement". 

O canal VH-1 estreou In Rainbows - From the Basement em um sábado, 3 de maio de 2008 e alem de conter as canções do então novo álbum, a apresentação ainda trouxe as faixas "Myxomatosis", "Where I End and You Begin" e "The Gloaming" de o álbum anterior, 'Hail To The Thief'.

Tracklist;

01 Weird Fishes-Arpeggi 

02 15 Step 
03 Bodysnatchers
04 Nude
05 The Gloaming 
06 Myxomatosis
07 House of Cards
08 Bangers & Mash
09 Optimistic
10 Reckoner 
11 Videotape 
12 Where I End and You Begin 
13 All I Need
14 Go Slowly 





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Gengahr (Londres, Inglaterra)

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Gengahr (Londres, Inglaterra)

Quanto tempo faz desde que nós tivemos um novo guitarrista realmente emocionante pela frente? 

Como qualquer um que já tenha visto Gengahr irá atestar, o guitarrista John Victor é algo de especial em seu instrumento. Eles apareceram seis meses atrás, com 'Fill My Gums With Blood', uma sanguinolenta faixa que poe medo nos fãs de Alt-J - Mas são só quatro moleques com língua afiada. Um ótimo primeiro single. E agora temos 'Powder', que é ainda melhor. A canção empurra a guitarra de Victor para a frente, o que a torna irremediavelmente urgente.

Confira o vídeo.


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Discoteca Básica; 'Trout Mask Replica', Captain Beefheart & His Magic Band (1969)

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Discoteca Básica; 'Trout Mask Replica', Captain Beefheart & His Magic Band (1969)



"O Capitão Coração-de-Boi" - nome verdadeiro: Don van Vliet - nasceu em Glendale, Califórnia (em 1941) e formou sua primeira Magic Band em 64. Sua música é única e de importância histórica já reconhecida. Na lista de "100 melhores LPs de todos os tempos" - publicada no New Musical Express, em 85 -, Beefheart recebeu votos para oito de seus discos, perdendo apenas para os Beatles (com onze) e Bob Marley (dez). 

O Trout Mask Replica, "Réplica de Máscara de Truta" - um álbum duplo e seu terceiro lançamento - partiu de um convite de Frank Zappa, o produtor, para que Beefheart gravasse em seu selo Straight. O Capitão recebeu controle artístico total e tempo de estúdio praticamente ilimitado. Muita gente o considera a conquista mais importante na música desde que o homem primitivo bateu, pela primeira vez, duas pedras uma na outra. 
As principais influências e a inspiração de Beefheart foram os blues e o jazz de vanguarda - evidentes em toda a sua obra. Os resultados que atinge, porém, a partir desta matéria-prima são tão ricos e soltos - e, ainda assim, contagiantemente rítmicos - que desafiam qualquer descrição. 

Beefheart nunca foi um músico formal. Ele apresenta as diferentes partes a seus músicos de vários jeitos - entre eles o assobio - e trabalha diretamente com eles até obter exatamente o som desejado. O resultado é um trabalho em conjunto altamente organizado que soa como se estivesse sendo composto ali, no ato. 

O fluxo criativo de Beefheart é espontâneo: tudo o que ele tem a fazer é abrir uma torneira interna para vir jorrando. Consta que compôs todas as 28 faixas deste disco em oito horas e meia, utilizando um piano e um gravador. Ele diria, depois, que só demorou tanto porque tinha apenas um conhecimento superficial do teclado! Levou, então, os músicos ao isolamento quase total de sua casa no deserto de Mojave e instruiu-os ali por oito meses, antes de entrarem no estúdio. O efeito final é galvanizante.


A formação básica consistia em Antennae Jimmy Semens (Jeff Cotton) na guitarra e Drumbo (John French) na bateria - ambos de formações anteriores da Magic Band - com Zoot Horn Rollo (Bill Harkleroad) na segunda guitarra e Rockette Morton (Mark Boston) no baixo. Estes dois eram, nessa época, desconhecidos que tocavam em bares. Beefheart os chamou porque queria gente sem idéias preconcebidas, a quem pudesse ensinar desde a estaca zero. Seu primo, The Mascara Snake, tocava clarineta barítono, assim como o próprio Capitão, também nos sax tenor e soprano.

Beefheart foi abençoado com a voz de Howlin' Wolf, meio Nelson Cavaquinho - com o alcance de uma multi-oitava. Algumas faixas são cantadas sem nenhum acompanhamento e permanecem entre suas canções mais populares. Ele canta em cima de dissonâncias ou ritmos pulsantes - na maioria das vezes, ambos simultaneamente intervêm com os mais lúcidos solos de sax free imagináveis.

Trout Mask... não envelheceu quase nada, tanto que muita gente ainda está tentando assimilá-lo. Nenhum instrumento ocupa um papel secundário. Todos os músicos de Beefheart estão sempre solando e sempre tocando tangencialmente. Em torno de um penetrante e profundo som de baixo, o baterista elabora padrões rítmicos complexos de extraordinária fluidez e habilidade. A base do som de guitarra é um toque de slide fantástico - Jimmy Semens e Zoot Horn parecendo dois cachorros loucos brigando - mas, ainda assim, de um lirismo sublime. As letras do Capitão partem de uma livre associação e jogos de palavras alucinatórios: o verbo encarnado entre a loucura total e a lucidez absoluta.

Com a exceção de algumas canções de Ian Anderson e de uma banda londrina chamada Screw, que fazia covers, foi apenas durante o punk que as pessoas realmente começaram a seguir os caminhos musicais mapeados pelo Capitão. O NME chamou 1978 de "O Ano de Captain Beefheart". Os mais afetados foram Pere Ubu, Devo, The Pop Group, Clock DVA e Gang of Four. Peter Murphy e Mick Karn batizaram seu trabalho em conjunto com o título de uma das faixas de Trout Mask..., "DaliÕs Car". Desde então, o "Fator Beefheart" reaparece constantemente - mais recentemente no trabalho dos grupos Stump e World Domination Enterprises. 



Peter Price (Revista Bizz, Edição 32, Março de 1988) 

Track List 


1. Frownland 0:01 - 1:41
2. The Dust Blows Forward n' the Dust Blows Back 1:42 - 3:34
3. Dachau Blues 3:35 - 5:56
4. Ella Guru 5:57 - 8:23
5. Hair Pie: Bake 1 8:23 - 13:21
6. Moonlight on Vermont 13:22 - 17:21
7. Pachuco Cadaver 17:21 - 22:00
8. Bills Corpse 22:02 - 23:50
9. Sweet Sweet Bulbs 23:51 - 26:11
10. Neon Meate Dream of a Octafish 26:12 - 28:37
11. China Pig 28:38 - 32:40
12. My Human Gets Me Blues 32:41 - 35:26
13. Dali's Car 35:27 - 36:53
14. Hair Pie: Bake 2 36:53 - 39:19
15. Pena 39:20 - 41:50
16. Well 41:51 - 43:58
17. When Big Joan Sets Up 43:59 - 49:16
18. Fallin' Ditch 49:17 - 51:25
19. Sugar 'n Spikes 51:26 - 53:55
20. Ant Man Bee 53:56 - 57:52
21. Orange Claw Hammer 57:53 - 1:01:27
22. Wild Life 1:01:28 - 1:04:36
23. She's Too Much For My Mirror 1:04:37 - 1:06:17
24. Hobo Chang Ba - 1:06:18 - 1:08:19
25. The Blimp (Mousetrapreplica) 1:08:20 - 1:10:24
26. Steal Softly Thru Snow 1:10:25 - 1:12:43
27. Old Fart at Play 1:12:44 - 1:14:34
28. Veteran's Day Poppy 1:14:35 - 1:19:05




Mais informações;

Desconstruindo o Pop! Playlist 45; 'The Ghost of Love Haunts This Place'

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Desconstruindo o Pop! Playlist 45; 'The Ghost of Love Haunts This Place'

Tracklist;

01. 'Something From Nothing', Foo Fighters
02. 'In The Heat of the Moment', Noel Gallagher's High Flying Birds
03. 'Impressions of a City Morning', Brown Recluse
04. 'Day Off', Freelance Whales
05. 'Can We Go Inside Now?', Blood Orange
06. 'Rooms', Heat
07. 'All It Takes', Cut Off Your Hands
08. 'Telephone', Merchandise
09. 'Is It Raining In Your Mouth?', Fat White Family
10. 'Vessel', Zola Jesus
11. 'Lazy Bones', Wooden Shjips
12. 'Radiation', Dynasty Electric
13. 'I Don't Get That', Kelley Stoltz
14. 'Tryin' To Be Cool' (Live On Late Night With Jimmy Fallon), Phoenix
15. 'Coming Down', Dum Dum Girls
16. 'Sugar Water', Cibo Matto
17. 'Hello, I'm In Delaware', City and Colour
18. 'Mirror of Time', Twin Peaks
19. 'Painted Eyes', Hercules & Love Affair
20. 'So Sofia', The Musgraves