Antarctigo Vespucci (Brooklyn, NYC, USA)

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Antarctigo Vespucci (Naples, Floria/Brooklyn, NYC, USA)

A Antarctigo Vespucci é composta por Chris Farren e Jeff Rosenstock, ambos são músicos célebres da cena bem subterrânea indie americana; Farren fachada Faked Problemas e Rosenstock ainda é um membro da Bob The Music Industry! 

Embora vivam em estados diferentes, contexto comum nas bandas de hoje em dia, os dois começaram a colaborar em 2014, e durante esse dois anos, a parceria tem sido bastante prolífica.

O som é Indie 90's da melhor qualidade. Superchunck, Lemonheads, Weezer e Hüsker Dü, filtrado por uma sensação ensolarada da Califórnia fase Beach Boys.

O primeiro álbum completo tem um título metido a engraçadinho; 'Leavin' La Vida Loca', mas apesar do mal gosto, é divertidíssimo.

Confira 'Impossible to Place';




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Discoteca Básica; 'Anthology 1964 - 1973', The Temptations (1973)

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Discoteca Básica; 'Anthology 1964 - 1973', The Temptations (1973)

Mais de um leitor já escreveu reclamando do "excesso" de coletâneas nesta seção da revista. Ora, assim como existem LPs "básicos", há uma quantidade infinitamente superior de singles abençoados. O velho e bom compacto simples é o veículo pop por excelência. E os Grandes Artesãos do gênero têm de ser caçados em antologias.
 
Os Temptations são um caso extremo e seus "melhores momentos" só caberiam mesmo num disco triplo como este. Não surpreende que, em pesquisa feita este ano pela revista Entertainment Weekly, o grupo tenha sido eleito o quinto "melhor de todos os tempos" - atrás apenas de Beatles, Stones, Beach Boys e Led Zeppelin. Obviamente, são eles os "Beatles" da população negra dos EUA.
 
Não é só a quantidade de hits clássicos que torna um disco pequeno para estes monstros do soul. Existem pelo menos dois diferentes "sons" sob a marca registrada Temptations. Um é doce, enxuto, aerodinâmico e mortalmente romântico - forjado entre 63 e 66, quando 99% do material era composto e produzido pelo laureado poeta (e vice-presidente da Motown) William "Smokey" Robinson. "My Girl" diz tudo.
 
O outro é áspero e explora as possibilidades de um estúdio com megalomania maior que a de Phil Spector - é a fase 67-72, sob o comando de Norman Whitfield. Culmina com a inesquecível introdução em cinemascope de "Papa Was a Rolling Stone". Os puristas preferem, claro, a era Smokey, mas (1) os puristas são sempre um saco; (2) em Whitfield, sob influência de Curtis Mayfield e Sly Stone, estão os embriões de toda a transição soul/disco do início dos 70: Isaac Hayes, Barry White, Gamble & Huff.
 
Essa simples divisão funcionaria perfeitamente, não fosse bagunçada pelas mudanças na formação do quinteto. Inicialmente batizados de Primes, se anunciavam como o único grupo vocal com cinco solistas: os fundadores Eddie Kendricks (tenor) e Paul Williams (barítono), mais Otis Williams (barítono/segundo tenor), Melvin Franklin (baixo) e Eldridge Bryant (barítono). Com essa formação, gravaram quatro compactos - os dois últimos já pela Motown.
 
Os passo decisivos vieram com a entrada da David Ruffin no lugar de Bryant e a entrega do grupo aos cuidados de Smokey Robinson. Lançado em janeiro de 64, "The Way You Do The Things You Do" - o terceiro compacto com Ruffin - chegou ao 11° posto do Hot 100 dando os arremates finais na fórmula mágica. Piano e palmas reforçando o bumbo, leveza e alegria na melodia e letra típicas de Smokey, a cama macia dos vocais para o célebre falsete de Eddie Kendricks planar até o Olimpo.
 
Como em toda a era de ouro da Motown, nunca é demais enfatizar a genialidade de sua banda cativa, os Funk Brothers. Earl Van Dyke (piano), Marv Taplin e Robert White (guitarras), Benny Benjamin (bateria) e James Jamerson (reconhecido hoje como o inventor da "linha de baixo") tinham uma sólida formação jazzística que jamais transparecia: só importavam os ganchos rítmicos e melódicos, em canções que pareciam compostas exclusivamente de refrãos. Isto, claro, até Norman Whitfield subverter completamente o "som Motown", já com a segunda geração dos Funk Bros, marcada pela guitarra de Melvin Ragin, mais conhecido como Wah-Wah Watson.
 
Outro ingrediente essencial era a voz rouca de David Ruffin, um dos grandes cantores soul. Logo após seu maior momento com o grupo "Just My Imagination" (71), saiu e se deu bem, principalmente com o megahit "Keep On TruckinÕ". Mas a linha de montagem da Motown era mais sólida. Damon Harris cantava igualzinho a Kendricks, assim como Dennis Edwards substituíra Ruffin à altura, em 68. Os Temptations só perderam a graça quando Whitfield perdeu o interesse pelo grupo. 

José Augusto Lemos (Revista Bizz, edição 76,Novembro de 1991) 



Tracklist (1995 CD remastered Edition)


  1. "The Way You Do The Things You Do"
  2. "I'll Be In Trouble"
  3. "The Girl's Alright With Me"
  4. "Girl (Why You Wanna Make Me Blue)"
  5. "My Girl"
  6. "It's Growing"
  7. "What Love Has Joined Together"
  8. "Who's Lovin' You"
  9. "Since I Lost My Baby"
  10. "You've Got to Earn It"
  11. "Nobody But You"
  12. "My Baby"
  13. "Don't Look Back"
  14. "Ol' Man River" [live]
  15. "Get Ready"
  16. "Ain't Too Proud To Beg"
  17. "You'll Lose A Precious Love"
  18. "Beauty Is Only Skin Deep"
  19. "(I Know) I'm Losing You"
  20. "All I Need"
  21. "You're My Everything"
  22. "(Loneliness Made Me Realize) It's You That I Need"
  23. "I Wish It Would Rain"
  24. "I Could Never Love Another (After Loving You)"
  25. "Please Return Your Love To Me"
  26. "Lullaby Of Love"
  27. "The Impossible Dream"


  1. "Cloud Nine"
  2. "I'm Gonna Make You Love Me"
  3. "Runaway Child, Running Wild"
  4. "Don't Let The Joneses Get You Down"
  5. "I Can't Get Next To You"
  6. "Psychedelic Shack"
  7. "Ball Of Confusion (That's What The World Is Today)"
  8. "Just My Imagination (Running Away With Me)"
  9. "Superstar (Remember How You Got Where You Are)"
  10. "Papa Was A Rollin' Stone"
  11. "Masterpiece"
  12. "Hey Girl (I Like Your Style)"
  13. "Let Your Hair Down"
  14. "Shakey Ground"
  15. "A Song for You"
  16. "Power"
  17. "Standing On The Top"
  18. "Treat Her Like a Lady"
  19. "Lady Soul"

Link do playlist no spotify (ouça e tenha um dia melhor)



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Desconstruindo o Pop! Playlist 112; '...And watch them fade out'

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Desconstruindo o Pop! Playlist 112; '...And watch them fade out'

Tracklist;

01. 'The Wheel', P.J. Harvey
02. 'Gardenia', Iggy Pop feat. Josh Homme
03. 'Bones', Moriaty
04. 'Resvala', Jair Naves
05. 'Empty Head', Screaming Females
06. 'Van Gogh', Skating Polly
07. 'King of the Beach', Wavves
08. 'It's You', Jonathan Richman
09. 'Dirt', Wu Lyf
10. 'Constructive Summer', The Hold Steady
11. 'Retrograde' (Live On KEXP), James Blake
12. 'The Same Thing', Cass McCombs
13. 'Bird of Prey', Natalie Prass
14. 'When I Was Young', Nada Surf
15. 'Sight of a Tear', Gipsy & The Cat
16. 'Punksy', FingerFingerrr
17. 'I Exhale', Underworld
18. 'Blue Sea', Le Roy
19. 'Do Things', Sea Moya
20. 'Learning', Perfume Genius

Videodrome; 'All Is Full Of Love', Björk (1999)

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Videodrome; 'All Is Full Of Love', Björk (1999)

Robôs também têm sentimentos . Nós ouvimos os seus lamentos , de replicantes que querem mais vida aos drones e máquinas em linhas de montagem que ponderam suicídio. Mesmo R2 -D2 tinha bips distintamente tristes e felizes. Mas antes de WALL-E cortejando EVE na animação genial da Pixar, nenhum robô tinha expressado a sensualidade que o diretor Chris Cunningham conseguiu de uma robô-Björk no vídeo para a belíssima 'All is Full of Love', de 1999. 

Ele cobre o rosto angelical de Björk em um máscara branca polida. Seus membros robóticos, vísceras e partes inferiores são criados diante de nossos olhos com precisão industrial, os toques finais floreiam com as harpas metálicas da música. Hoje em dia, fazer esse tipo de animação por computador é seria bastante rotineiro, mas para Cunningham e sua equipe , em 1999 , foi um marco. Há uma emoção desconfortável para o espectador quando os beijos e carícias robóticos acontecem. Cunningham chamou de " kama sutra atende a robótica industrial". Além de braços, pernas e tendões de aço, a letra promete que 'se der amor você sera bem cuidado'. Perfeito para um enigma islandês chamado Björk.


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Mojo Magazine Apresenta... 'Sticky Soul Fingers - A Tribute to The Rolling Stones' (+ Bonus Tracks) (Playlist)

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Mojo Magazine Apresenta... 'Sticky Soul Fingers - A Tribute to The Rolling Stones' (+ Bonus Tracks) (Playlist)

Continuando com a nossa série de playlists especiais com material retirado dos CD's encartados na revista britânica MOJO (confira aqui o primeiro, com um tributo ao clássico 'Abbey Road', dos Beatles), vamos direto para janeiro de 2012, quando a a revista trazia como matéria de capa a transformação épica dos Rolling Stones durante a década de setenta e, prioritariamente, a influência que a música negra americana tinha sobre a banda. E para celebrar, uma compilação maravilhosa com versões feitas por bandas de Soul, Blues e Southern Rock para as canções da banda. Um achado dos bons sons.



Pra completar, adicionamos algumas bônus tracks matadoras. Confira;

Tracklist

01. Alice Russell – Brown Sugar (3:03)
02. Black Joe Lewis & The Honeybears – Sway (4:24)
03. Sharon Jones & The Dap Kings – Wild Horses (5:32)
04. The Bamboos – Can’t You Hear Me Knocking (3:42)
05. Naomi Shelton & The Gospel Queens – You Gotta Move (2:59)
06. The Sugarman 3 – Bitch (2:17)
07. Aloe Blacc & Joel Van Dijik – I Got The Blues (4:10)
08. Ren Harview – Sister Morphine (2:32)
09. Anthony Joseph & The Spasm Band – Dead Flowers (5:50)
10. Lee Fields – Moonlight Mile (3:39)
11. Beta Hector – Angie (3:44) (Bonus Track)

12. Merry Clayton - Gimme Shelter (3:32) (Bonus Track)
13. Otis Redding - (I Can't Get No) Satisfaction (2:48) (Bonus Track)
14. The Phoenix City All-Stars - Paint it Black (2:52) (Bonus Track)
15. The Dynamics - Miss You (4:02) (Bonus Track)




Radiation City (Portland, Oregon, USA)

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Radiation City (Portland, Oregon, USA)

Este quarteto americano, formado por dois casais (o que poderá ser um problema no futuro) faz um som que prima pela beleza melódica Pop, porém, atualizados para um contexto Indie atual.  Seu mais recente álbum, 'Synesthetica', certamente soa como se eles canalizassem um Fleetwood Mac através de um sintetizador vintage. Com vocais hora masculinos, hora femininos. Carregue ai um pouco de Stereolab, Hip-Hop e melodias de Soul e boom, Aqui está o Radiation City!

Desconexo? Pode parecer, mas não é. É fluído e extremamente coeso. 

Confira a página da banda no Soundcloud




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Discoteca Básica; 'Hooker 'n' Heat', Canned Heat & John Lee Hooker (1971)

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Discoteca Básica; 'Hooker 'n' Heat', Canned Heat & John Lee Hooker (1971)

Aqui o blues não tem os tradicionais doze compassos. Trata-se de uma levada mântrica, hipnótica, que flui livremente ao sabor dos riffs de guitarra e das profundas modulações vocais de John Lee Hooker. 
O inventor do boogie "de-uma-nota-só" foi para o blues de Detroit o que Muddy Waters e Howlin' Wolf representaram para o de Chicago. Como eles, vindo do Mississippi, Hooker partiu das raízes rurais para iniciar-se no processo de eletrificação do estilo que originaria o rock'n'roll. A essência da coisa toda já estava na interpretação/guitarra/footstomp e na expressividade da voz de Hooker sempre temperada com as tiradas sacanas das letras e os impagáveis "hey, heys" e "yac, yacs".
Não é à toa que suas canções foram revisitadas por tantos: dos Stones e dos Animals até Nick Cave e Cowboy Junkies. A aproximação de Hooker com o rock veio desde 59, quando se apresentou pela primeira vez no festival folk de Newport. Foi seu passaporte para ser reverenciado por toda uma geração de músicos americanos e ingleses. Durante os sixties, ele expandiu sua influência pela Europa, com várias excursões e ocasionais gravações. Mas o ápice desta associação viria em 70, seu antológico registro com o quinteto californiano Canned Heat.

Encabeçado pelo gaitista/vocalista Bob "Bear" Hite e pelo multi-instrumentista Alan "Blind Owl" Wilson, o grupo era um "estranho no ninho" na cena psicodélica de Los Angeles. A começar pelas figuras de seus frontmen, chamados de "Urso" (pela obesidade) e "Coruja Cega" (pelos óculos fundo-de-garrafa que usava). Mas era o som o que os diferenciavam das bandas psicodélicas: um blues rock básico, de uma eficiência à toda prova, muito mais para bourbon do que para ácido lisérgico. Sob estas condições, projetaram-se com louvor nos festivais de Monterey (67) e Woodstock (69).

Com uma posição consolidada em 70, o grupo foi encontrar Hooker vivendo na Califórnia, na época sem excursionar. Foi daí que surgiu a ideia de gravarem juntos. O espírito no qual rolaram estas sessões foi perfeitamente expresso nas notas da capa interna de "Hooker'n'Heat", o álbum duplo lançado no ano seguinte: "Uma vez no estúdio, experimen
tamos cerca de oito amplificadores antigos, até encontrarmos o som real de Hooker - um som que não se ouvia em seus discos havia muito, muito tempo... Um microfone no amplificador, outro para a voz e um para captar as batidas de seu pé - ele nunca pára de batê-los! Não muito longe, uma garrafa de Chivas Regal e um copo d'água para torná-lo mais suave."

A partir deste esquema, Hooker gravou sozinho o primeiro disco do álbum: uma sucessão de clássicos como "Messin' With The Hook", "The Feelin' Is Gone", "You Talk To Much" e "Bottle Up And Go", envoltos em interpretações emocionadas. Como bons discípulos, os membros do Canned Heat foram aparecendo aos poucos só no outro disco: das discretas intervenções do piano e da guitarra de Alan Wilson em "The World Today" e "I Got My Eyes On You", respectivamente, até sua gaita comandando o resto do grupo para acompanhar o mestre na catarse de "Boogie Chillen Nr. 2".

O álbum também foi o epitáfio musical de Wilson, que morreu de overdose pouco depois de gravá-lo. Em 81 surgiu um disco homônimo, documentando novo encontro (ao vivo) de Hooker e o Canned Heat, já nas mãos de Bob Hite. Um belo registro, claro que sem a genialidade do anterior, mas igualmente fatídico: Hite sofreria um ataque cardíaco mortal no mesmo ano. Triste sina a da conjunção "Hooker N' Heat". 

Celso Pucci (Revista Bizz, Edição 75, Outubro de 1991) 

Tracklist;
 1. Messin' With The Hook

  2. The Feelin' Is Gone
  3. Send Me Your Pillow
  4. Sittin' Here Thinkin'
  5. Meet Me In The Bottom
  6. Alimonia Blues
  7. Driftin' Blues
  8. You Talk Too Much
  9. Burnin' Hell
10. Bottle Up And Go
11. The World Today
12. I Got My Eyes On You
13. Whiskey And Wimmen'
14. Just You And Me
15. Let's Make It
16. Peavine
17. Boogie Chillen No.2