Desconstruindo o Pop! Playlist 71; 'I Don't Even Worry About The State I'm In'

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Desconstruindo o Pop! Playlist 71; 'I Don't Even Worry About The State I'm In'

Tracklist:

01. 'We Will Spin Forever', Echelon Effect
02. 'Into the Wilderness', Burning Hearts
03. 'Push the Clouds Away', People Like Us
04. 'Never Understand', The Jesus & Mary Chain
05. 'You, Me & The Boatman', Quiet Company
06. 'Promisses, Promisses', Pocketbooks
07. 'Outdoor Miner', Wire
08. 'The Cigarette Duet', Princess Chelsea
09. 'Lovers', Kisses
10. 'Pipe Dreams', Letters
11. 'A Vanishing Act', Snowman
12. 'This is Our City', Taken By Cars
13. 'Malachite', Division Day
14. 'Enormous Pop', Wendy Darlings
15. 'What We Are Eating Tonight', My Cousin' I Bid you Farewell
16. 'Helsinki', Damon & Naomi
17. 'All Lights On', Who Are You?
18. 'Summer Lake', The Fair Oh's
19. 'Sometimes I Feel So Deserted', The Chemical Brothers
20. 'Open the Wormhole in Your Heart', Warm Ghost


Disco da Semana; 'International Velvet', Catatonia (1998)

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Disco da Semana; 'International Velvet', Catatonia (1998)

Você conhece alguma coisa do País de Gales?
Gente famosa? Bem, conhece sim. Anthony Hopkins, Catherine Zeta Jones, Tom Jones... e.... bem, só. Na música O Manic Street Preachers e o Super Furry Animals...
Mas em 1998, você poderia ter se apaixonado por uma banda de lá. Uma banda Pop; O Catatonia.

Com melodias estridentes cantadas pela deusa cachaceira Cerys Mathews e um instrumental que misturava rock experimental com tradicionalismo celta, quase resultando numa espécie de Pato Fu, a banda tinha tudo para conquistar o mundo. Bom, pelo menos durante alguns meses isso aconteceu. E, bem... No mundo chamado Inglaterra.



Com 'Mulder & Scully' e 'Road rage', os dois hits desse disco, a banda ensaiou uma invasão americana, que nunca aconteceu é claro. Mas o disco sobrevivia sem essas músicas, e isso é o que chamava a atenção
Os lindos violões de 'Game On' e 'Johnny Come Lately', a fúria contida na voz de Cerys em 'I Am The Mob' e 'International Velvet', essa última em especial, que é uma música pop cantarolável, mas em galês!Tudo funciona perfeitamente. Pena que afundou.

Tracklist;

1. Mulder And Scully 
2. Game On 
3. I Am The Mob
4. Road Rage 
5. Johnny Come Lately
6. Goldfish And Paracetamol 
7. International Velvet 
8. Why I Can't Stand One Night Stands 
9. Part Of The Furniture 
10. Don't Need The Sunshine 
11. Strange Glue 
12. My Selfish Gene

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Música para sentir; 'Unknown Caller', U2 (2009)

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Música para sentir; 'Unknown Caller', U2 (2009)
A vida é uma janela aberta. Á fechamos quando nos dá vontade.

Olá! Sou eu aqui! Casado num casarão. Ouvindo música, pessoas, coisas e segundos. Um coração em suspensão.

Escolhi uma vida que nunca pensei em escolher e estou me divertindo muito com ela. É fácil pra mim. Acho que é mais fácil pra mim do que pra maioria, e talvez isso, tenha me colocado onde estou hoje... Com a janela fechada.

Passamos a vida inteira ouvindo o quanto o casamento é ruim, que enjoamos da pessoa, que sexo se torna uma droga, que todos os defeitos dela vão aparecendo, blá, blá, blá... Quer saber; O problema é seu. Só seu. Olhe pro próprio umbigo.

Esperamos tudo de alguém e não estamos dispostos a dar nada em troca. Fidelidade, carinho, compreensão... E isso é tudo? Não.

Amizade, organização, parceria, loucura, riso, sonho, comida, roupa lavada, correria... Tudo isso é o casamento... E um príncipe ou princesa vestidos de branco não dão conta de tudo isso.

Mas no meu caso, eu não encontrei uma princesa vestida de branco. Encontrei uma mulher inteligente, disposta e, acima de tudo, valente, pra encarar o desafio que é viver junto de alguém.

Se estou realizado hoje pessoalmente, devo tudo á ela.

E isso é tudo? Não.

Estou muito chateado também.

Chateado com as pessoas. Chateado com a inveja, distância, pouca importância, descompromisso, falta do que dizer, pensar... Essa inoperância complexa que o mundo é hoje pra mim.

Agradar. Ser agradado. Esse parece ser o final de tudo.

A importância de tudo é relativa. Infelizmente, supervalorizada. E eu sempre fiz isso. Sempre coloquei todos em um pedestal. Da minha maneira grossa, irriquieta, rude, sincera, honesta, exagerada, chata e passional de ser. Mas hoje, nada de tudo o que fiz ou disse faz mais sentido.

Na verdade, tenho muita sorte. Tenho uma pessoa. Pra sempre. Muitos não tem nada. Muitos não conseguem ter alguém. Ou tem, e não sabem ser felizes com isso.

Casa na praia... Feriado no parque... Rir do que antes não se ria... É... Isso é uma tentativa. Uma parte do caos que estava quieta. Ser ridículo é um direito que todos nós temos.

A vida vai seguir. Com certeza. Sempre segue. E eu sei que não estou sozinho.

"Honestidade? Cale-se agora. Não se mexa ou diga algo... Recomece e reinicie-se"


Spring King (Manchester, Inglaterra)

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Spring King (Manchester, Inglaterra)

O Spring King, originário de Manchester lançou um novo EP, 'They're Coming After You', o segundo após a estréia de 2014,  'Demons', e está em turnê no Reino Unido.  - next week and it shows a new side to the group. O novo trabalho abre com duas faixas divertidíssimas e frenéticas, com um Indie-Punk muito influênciado pelo Grunge de Seattle, mas com alma britânica.

Confira o EP na íntegra;



Mais informações;

https://www.facebook.com/springkingmusic
https://soundcloud.com/springkinghttps://twitter.com/springkingband

Discoteca Básica; 'É Proibido Fumar', Roberto Carlos (1964)

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Discoteca Básica; 'É Proibido Fumar', Roberto Carlos (1964)

Na história da música brasileira não há nada tão pitoresco. Aos seis anos de idade, um garoto pobre de Cachoeira do ltapemirim é colhido por um trem e perde a perna direita. Quem o socorre é um madeireiro, que o leva para o hospital local após ter improvisado um garrote com seu próprio terno. E o madeireiro quem arca com as despesas do hospital mais tarde ele seria homenageado pelo garoto com um convite para ser seu padrinho de batismo. Mais uma peculiaridade; até os vinte anos, Roberto Carlos ainda não tinha sido batizado. 

No final dos anos 50, Roberto inicia sua carreira, tocando violão e cantando músicas de bossa nova na boate Plaza, no Rio de Janeiro. Em 61, grava seu primeiro LP, Louco Por Você. Sem sucesso imediato, algumas de suas canções começam a ser executadas em programas como Peça Bis Pelo Telefone e Hoje É Dia De Rock. Surgem os primeiros convites para apresentações, mas até aí nada de excepcional. 

Os primeiros sucessos vêm com seu segundo LP, lançado em 63, que traz "Parei Na Contramão" e "Splish Splash". Com estas músicas, Roberto Carlos começa a ser conhecido em todo o Brasil, via programas de TV. O grande estouro e a "coroação" já se esboçam, mas só chegam de fato após o álbum Roberto Carlos Canta Para A Juventude (65). Motivada pela explosão mundial da beatlemania, a Tv Record cria um programa de auditório voltado exclusivamente para o público jovem, convocando Roberto CarIos para comandá-lo - ao lado de Erasmo Carlos e Wanderléia. A Jovem Guarda rapidamente vira uma febre. Bate todos os recordes de audiência. Girias como "é uma brasa, mora?", "bicho" e "carango" são incorporadas ao linguajar dos aficionados pelo programa, que também usam roupas e adereços à maneira do ídolo, A coisa rola como uma bola de neve. O cineasta Roberto Faria transforma o LP Em Ritmo De Aventura (67) num filme que vira paixão nacional. Em 68, na Itália, o "rei" vence o festival de San Remo. A coroa está definitivamente conquistada. 

A história mais recente, dos anos 70 para cá, dispensa comentários, Mas nada disso teria acontecido se, em 64,a frase fixada em ônibus, trens e elevadores não tivesse parado na capa de um LP; E Proibido Fumar, obra-prima que deu à música brasileira moderna seu maior mito. 

O disco estava em sintonia com a música jovem do mundo todo e contou com várias colaborações, Rossini Pinto, o tradutor dos grandes sucessos internacionais (inclusive "Hey Jude", gravada por Kiko Zambianchi). contribuiu com uma canção de seu próprio punho, "Um Leão Está Solto Nas Ruas", Roberto verteu dois sucessos; "Unchain My Heart" (originalmente gravada por Ray Charles) que virou"Desamarre o Meu Coração", e "Amapola", de Lacalle, continuou com o título original. Erasmo, mais dois: "Bom To Cry", de Dion DíMucci ("Nasci Para Chorar"). e aquela que marcaria para sempre a carreira de Roberto. "O Calhambeque" ("Road Hog"), de Gwen e John Loudermilk. A dupla Roberto e Erasmo compôs, além da faixa-título e "Louco Não Estou Mais", a primeira surf music destas praias: "O Broto Do Jacaré", A vertente romântica também aparece em É Proibido ... nas músicas "Rosinha" (Oswaldo Audi e Athayde Julio), "Jura-me" (Jovenil Santos), "Meu Grande Bem" (Helena Santos) e "Minha História De Amor" (José Messias). É curioso que a maior parte do repertório não seja de Roberto (ou Erasmo). Como intérprete ele também não é nenhum "rei da voz". Mas é o "rei". Para entender as razões que lhe garantiram o trono, ouça É Proibido Fumar. 


Celso Masson (Revista Bizz, edição 61, Agosto de 1990) 

Tracklist;

01. "É Proibido Fumar"
02. "Um Leão Está Solto Nas Ruas"
03. "Rosinha"
04. "Broto Do Jacaré" 
05. "Jura-Me" 
06. "Meu Grande Bem" 
07. "O Calhambeque" 
08. "Minha História De Amor" 
09. "Nasci Para Chorar"
10. "Amapola"
11. "Louco Não Estou Mais"
12. "Desamarre O Meu Coração" 



Mais informações;

Desconstruindo o Pop! Playlist 70; 'Magic Mixed With Mud'

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Desconstruindo o Pop! Playlist 70; 'Magic Mixed With Mud'

Tracklist;

01. 'Long Way South', JJ72
02. 'My Boo', Friends
03. 'Alleyway', Life in Film
04. 'Doce', Boogarins
05. 'Heaven Sent', Best Coast
06. 'Under a Rock', Waxahatchee
07. 'Carry Me Over', Anna Calvi
08. 'How Could You Babe?', Tobis Jesso Jr.
09. 'Waking Light', Beck
10. 'There Are Too Many Of Us', Blur
11. 'Need You Now', Hot Chip
12. 'Universal Everything', Leftfield
13. 'Winter Beats', I Break Horses
14. '2020' (Live on KEXP), Suuns
15. 'Love Is To Die' (Studio Sessions), Warpaint
16. 'Don't Tell Me', The View
17. 'Vice', The Black Clouds with Mark Arm
18. 'Anxiety's Door', Merchandise
19. 'The Wylde Boys', I Was a King
20. 'Avalanche', Nick Cave




Disco da Semana; 'Uh Huh Her', PJ Harvey (2004)

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Disco da Semana; 'Uh Huh Her', PJ Harvey (2004)

Depois do alívio pop que foi 'Stories from the city, stories from the sea', de 2001, 'Uh Huh Her' funciona como um espinho de peixe que para na garganta. Sua digestão não é fácil e os instrumentos parecem enterrados em toneladas de fumaça.

Mas isso acaba sendo um obstáculo só para o ouvinte de primeira viagem, já que o disco é como um condensado de todos os outros que ela já fez. A faixa de abertura 'The life & death of Mr. Badmouth', uma das melhores, lembra muito 'I think i'm a mother', de 1994. 'Shame', que emenda a sequência, é tão pop quanto qualquer uma do álbum anterior. Até o esquecido e deprimido 'Is this desire?', de 98, tem o seu momento na climática 'The Slow Drug'.


Já nas letras, o que antes era depressão, agora parece raiva, frustração. 'Tudo está envenenado!', canta ela na já citada 'The life & death...', 'Se você disser uma mentira, eu tomarei a culpa' em 'Shame'. A agrura feminina transcendeu o sexo e caminha para o inconformismo. Nada de política, economia ou engajamento. A política é o amor. A economia é a da lágrima. O engajamento é com o coração.

Mas o que mais intriga é como a combinação guitarra+voz que ela imprime em sua música consegue transcender essa raiva que ainda faz parte da sua alma, e alcança a sensualidade. É um de seus discos mais sexy, mesmo sem ter nenhuma intenção. Ou uma mulher suja, rasgada e falando palavrão é sexy pra você? 

O disco me fez sentir em 93. Grunge e rasgado. Retrocesso? Não... Ela é assim; Bluesy, azul, olhar cansado e poesia efêmera. Ingleses não sabem sorrir. E ela é só mais uma.

Tracklist;

1 - The Life & Death of Mr. Badmouth 
2 - Shame
3- Who The Fuck?
4 - Pocket Knife .
5 - The Letter
6 - The Slow Drug
7 - No Child of Mine
8 - Cat on the Wall
9 - You Come Through
10 - It's You
11 - The End 
12 - The Desperate Kingdom of Love
13 - Seagulls
14 - The Darker Days of Me and Him




Mais informações;


en.wikipedia.org/wiki/Uh_Huh_Her_(album)