Videodrome; 'Let Forever Be', The Chemical Brothers feat. Noel Gallagher (1999)

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Videodrome; 'Let Forever Be', The Chemical Brothers feat. Noel Gallagher (1999)

Há muito possivelmente mais idéias malucas do diretor Michel Gondry (do filme 'Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças') contidas no vídeo de 'Let Forever Be' dos Chemical Brothers do que você vê em muitos filmes (incluindo alguns do próprio diretor). A reivindicação sublime? Vá até o minuto 3 e 42. Você assistiu? Impressionante, não é? Ele coloca você no coração do pesadelo de uma jovem (ou será que tudo está realmente acontecendo?), que começa com seu despertador atrasado. A partir dai, o vídeo descamba para uma série de esquisitices do bem, como dançarinas a lá Busby Berkeley, bateristas mendingos e viagens por câmeras granuladas em próprio punho. Quando o vídeo terminar, você vai estar se escondendo atrás de seu sofá com medo de que a mesma viagem psicodélica pode acontecer com você.


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E no blog...

Músicas Para Salvar Sua Vida; 'Life On Mars?', David Bowie

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Músicas Para Salvar Sua Vida; 'Life On Mars?', David Bowie

Faixa 4 do lado A do álbum 'Hunky Dory',
Lançado em dezembro de 1971 (RCA Records)
Lançada como compacto em junho de 1973
Composta por David Bowie e Produzida por Ken Scott

A letra de 'Life on Mars?' geralmente é classificada como enigmática e obscura mas, na verdade, é apenas uma coleção de imagens de alienação e confusão que criam uma impressão bem clara do que David Bowie pretendia com ela; A sensação de se estar á deriva no mundo moderno, saturado pela mídia. Isso ainda em 1971!

Porém, há outra referência escondida na letra. 'A garota de cabelos sem vida' mencionada era Hermione Farthingale, com quem Bowie, ainda então David Jones, se relacionou no início de sua carreira e que o acompanhou durante sua primeira transmutação, em 1969, quando ele participou de um filme de vanguarda feito para divulgar suas canções. Nesse filme, está a primeira versão de 'Space Oddity', outro clássico. Para este vídeo, Hermione fez o papel da sedutora donzela espacial. Logo após a gravação deste filme, os dois se separaram devido, segundo relatos, por ela não aceitar a bissexualidade do cantor. 


'Life on Mars?'
It's a God awful small affair
To the girl with the mousey hair,
But her mummy is yelling, "No!"
And her daddy has told her to go,
But her friend is no where to be seen.
Now she walks through her sunken dream
To the seats with the clearest view
And she's hooked to the silver screen,
But the film is sadd'ning bore
For she's lived it ten times or more.
She could spit in the eyes of fools
As they ask her to focus on
Sailors fighting in the dance hall.
Oh man!
Look at those cavemen go.
It's the freakiest show.
Take a look at the lawman
Beating up the wrong guy.
Oh man!
Wonder if he'll ever know
He's in the best selling show.
Is there life on Mars?
It's on America's tortured brow
That Mickey Mouse has grown up a cow.
Now the workers have struck for fame
'Cause Lennon's on sale again.
See the mice in their million hordes
From Ibeza to the Norfolk Broads.
Rule Britannia is out of bounds
To my mother, my dog, and clowns,
But the film is a sadd'ning bore
'Cause I wrote it ten times or more.
It's about to be writ again
As I ask you to focus on
Sailors fighting in the dance hall.
Oh man!
Look at those cavemen go.
It's the freakiest show.
Take a look at the lawman
Beating up the wrong guy.
Oh man!
Wonder if he'll ever know
He's in the best selling show.
Is there life on Mars?


Curiosidade; Em 1999, Bowie revisitou algumas de suas canções no projeto 'Storytellers', do canal VH1, onde o artista, em um clima parecido com  os especiais acústicos da MTV, além de tocar, ele contou algumas histórias sobre cada uma das músicas executadas. Em 'Life On Mars?', que abre o show numa versão espetacular de piano e voz, ele conta que em 1968 escreveu "Even a Fool Learns to Love", canção com letras de Bowie e música de uma canção francesa de 1967 ("Comme d'habitude"). Esta canção nunca foi lançada, mas Paul Anka comprou os direitos do original em francês e o reescreveu como "My Way," que tornou-se famosa na voz de Frank Sinatra em 1969 quando ele a gravou em seu álbum de mesmo nome. O sucesso da versão de Anka fez com que Bowie escrevesse "Life on Mars?" como paródia da gravação de Sinatra. Bowie ainda brinca que teve sua cota de vergonha quando Barbra Streisand regravou sua canção em uma de suas piores fases.


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Shows Completos + Downloads; PJ Harvey Ao Vivo no Festival Eurockéennes, Paris, França - 03-07-2004

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PJ Harvey Ao Vivo no Festival Eurockéennes, Paris, França - 03-07-2004 (Fonte - Mesa de Som);

Hoje, a musa Polly Harvey está em uma fase mais calma e serena, mas até o meio da década passada, ela ainda estava na onda de sentar a mão nas guitarras sujas ao lado do atual Red Hot Chili Peppers Joshua Klinghoffer na turnê que promovia o álbum 'Uh Huh Her', de 2004. Turnê aliás que passou por aqui no mesmo ano, no extinto TIM Festival.

Show imperdível para as viúvas dessa fase de PJ Harvey;

Setlist

01. 'Uh Huh Her'
02. 'The Whores Hustler and the Hustler's Whore'
03. 'Who The Fuck?'
04. 'The Letter'
05. 'Dress'
06. 'Evol'
07. 'A Perfect Day Elise'
08. 'Victory'
09. 'You Come Through'
10. 'The Darker Days of Me & Him'
11. 'Down By The Water'
12. 'The Life & Death of Mr. Badmouth'
13. 'Good Gortune'
14. 'Meet Ze Monsta'
15. 'Cat On The Wall'
16. 'Harder'
17. 'Taut'

18. 'Big Exit'




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Apoie seus artista comprando seus discos e indo aos seus shows.

Download; PJ Harvey - Live @ Eurockéennes Festival, France, 03-07-2004 320kbps mp3

Phox (Baraboo, Winconsin)

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Phox (Baraboo, Winconsin) 

O Phox é um quinteto da cidade de Baraboo, Winconsin, que faz um som Indie extremamente delicado e calmo para se ouvir. A primeira referência automatica que temos é 10.000 Maniacs, banda que teve certa popularidade nos anos noventa. Formada por Jason Krunnfusz (guitarra), Monica Martin (vocal), Matthew Holmen (baixo), Zach Johnston (guitarra e vocais), Matteo Roberts (teclados) e Davey Roberts (bateria), a banda lançou seu primeiro disco, auto-intitulado, saiu em junho último e já vem recebendo elogios. Confira o vídeo do single de 'Slow Motion' e uma apresentação em estúdio com a faixa 'Evil'.




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Discoteca Básica; 'In the Court of the Crimson King', King Crimson (1969)

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Discoteca Básica; 'In the Court of the Crimson King', King Crimson (1969)

É noite de 3 de julho de 1969, e o corpo de Brian Jones, o inconformado fundador dos Rolling Stones, é encontrado boiando na piscina da sua mansão. O início do fim de uma era: dali a dois anos exatos, morreria também Jim Morrison, em sua banheira. E, entre os dois, Jimi e Janis... 

De volta a 69. 5 de julho, Hyde Park, Londres. Realiza-se um show dos Stones (o primeiro em dois anos), marcado havia tempos, em homenagem a Brian. Seiscentos e cinqüenta mil fãs presentes. E, no entanto, quem rouba a cena é uma banda nova. Nem por isso menos pretensiosa. King Crimson, rei rubro de sangue, o som da nova era. Um som reflexivo, "autoconsciente", na definição do guitarrista, um certo Robert Fripp. Um sujeito que tinha sido cumprimentado pelo próprio Hendrix ("Toca aqui com a esquerda, cara, que é a mão mais próxima do meu coração") É após uma apresentação. 

A Island Records não descuidou dos rapazes. Muito rápido, a 10 de outubro, o LP "In the Court of the Crimson King" estava gravado e distribuído. Sucesso pleno de crítica e de público. E nem eram tão originais assim - as faixas longas, amarradas por um único tema, os flertes com o jazz e com a música erudita (principalmente com os autores românticos, mas com espaço até para pinceladas de música concreta, em "Moonchild") não eram propriamente novidade. Moody Blues (quanto às suítes românticas), Soft Machine (quanto à fusões com o jazz), Pink Floyd (quanto à música esparsa e climática), entre outros, já se lançavam nesses caminhos. De resto, abertos pelos Beatles desde "Revolver" e "Sargeant Pepper's". Tudo bem, "In the Court" atirava em todas as direções. E a capa, essa tornou-se uma das images mais marcantes do rock. Mas o fio que costurava aquilo tudo era uma corda de guitarra. 



O time era simpático, eficiente, e freqüentemente inspirado: o jovem baterista de conservatório Michael Giles; o tecladista e soprista Ian McDonald, o mais experiente deles; o garotão Greg Lake, colega de Fripp, no baixo e na voz. E as más letras de Peter Sinfield, de um surrealismo ingênuo e chocho. Seria a vez do desinibido rock classe média sucedendo a pauleira proletária? 

Não. Havia Fripp, e a guitarra de Fripp alimentava-se de um fluxo subterrâneo, obcecante, capaz de eletrizar mesmo as passagens mais líricas. Confira-se, pela negativa, no LP (anterior) de Giles, Giles & Fripp, onde o monopólio dos irmãos continha o guitarrista. Ou no LP (posterior) McDonald & Giles, com a dissidência do Crimson. Superficialmente a música se parece, e no entanto é.

O disco abre às pauladas com "21st Century Schizoid Man", um tema guitarrístico, heavy mesmo. Um, dois versos cantados por uma voz embutida na mixagem, claustrofóbica, e o instrumental rouba a liberdade do jazz, derramando-se por várias passagens sem tirar o pé. Os metais soam como uma big band enlouquecida, em meio à tempestade de texturas providenciadas por todos os ancestrais dos sintetizadores. Mais um verso, e conclui com uma explosão, retrato sonoro do tal esquizóide, uma prévia do que há hoje entre o hardcore e a no wave. Puff. O resto é belo. Ponto. 

Pecam, às vezes, e é pela pompa excessiva da voz de Lake e dos trechos mais melosos. O retrato do que viria a ser o rock progressivo, com todas as virtudes e, já, alguns vícios. Aqui, os inúmeros movimentos ainda formavam um todo orgânico, com crescendos, solos coletivos e finais falsos como alternativa ao formato-canção. Depois, o próprio Crimson se confundiria - fazendo "trilha para anúncio de desodorante íntimo", segundo a revista Rolling Stone. Mas até se recuperaria: o LP "Larks Tongues in Aspic" é assunto para outra "Discoteca Básica". 

Alex Antunes (Revista Bizz edição 6, Janeiro de 1986) 

Curiosidade; A famosa capa de BARRY GODBER, um programador de computador que fez o desenho a pedido de FRIPP. Em uma dessas mórbidas coincidências, essa seria a única obra do artista, uma vez que o mesmo faleceu no ano seguinte, vítima de um ataque cardíaco. A visão da esquizofrenia é retratada em tons fortes e com um ângulo de profundidade único. Segundo FRIPP: “Se você cobrir o rosto sorridente, os olhos revelam uma tristeza incrível. O que se pode acrescentar? Ele reflete a música.”

Tracklist;

1. 21st Century Schizoid Man 00:00
2. I Talk to the Wind 07:23
3. Epitaph 13:30
4. Moonchild 22:15
5. The Court of the Crimson King 34:31


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Show Completos; Portishead, Ao Vivo no Festival de Coachella - 26-04-2008

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Show Completos; Portishead, Studio 104, La Plaine Saint Denis, Paris, França -03-05-2008

O Portishead é uma das bandas mais singulares do planeta; Ficaram exatos dez anos sem material inédito, e quando voltaram, como o hipnótico 'Third', surpreenderam a todos com uma guinada absurda no seu som.

Este show no festival de Coachella em 2008 mostra bem essa diferença no repertório; Cool e jazzístico, quando remonta o passado e denso e surreal nas faixas do últim álbum. Uma verdadeira experiência sonora. Aliás, estão até hoje devendo uma apresentação por essas bandas. A vocalista Beth Gibbons veio em 2003 com seu projeto solo, mas a banda toda, nada ainda.

Setlist;

01. Silence
02. Mysterons
03. The Rip
04. Glory Box
05. Wandering Star
06. Machine Gun
07. Over
08. Sour Times
09. Cowboys
10. Threads
11. Roads
12. We Carry On

Desconstruindo o Pop! Playlist 31; 'I Was Reading Ingredients. Asking Myself 'Shoul I Eat This?'... I Was So...'

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Desconstruindo o Pop! Playlist 31; 'I Was Reading Ingredients. Asking Myself 'Shoul I Eat This?'... I Was So...';

Tracklist;

01. 'L'Estat (Acc To The Widow's Maid)', Ariel Pink's Haunted Graffiti
02. 'Jamie My Intention Are Bass', !!!
03. 'Coming Up For Air', Philip Selway
04. 'Catholic Pagans', Surfer Blood
05. 'Morning', Balthazar
06. 'Gold On The Ceiling' (Live), The Black Keys
07. 'Hey Boy!', The Magic Kids
08. 'This Is What I Said', The Cloud Control
09. 'It Happened Before Our Time', Jeremy Jay
10. 'Dreaming of Another World', The Mystery Jets
11. 'Ghost Train', Summer Camp
12. 'Breezeblocks' (Live), Alt-J
13.  'Caroussel', Younghusbands
14. 'Texico Bitches', Broken Social Scene
15. 'Go Between', The Modern Superstitions
16. 'Hunger', Frankie & The Heartstrings
17. 'Waterfall', The Fresh & Onlys
18. 'Carry On', Rose Elionor Dougall
19. 'R U Mine?' (Live), Arctic Monkeys
20. 'Fever Dreaming', No Age