Desconstruindo o Pop! Playlist 53; 'I believe in manicures. I believe in overdressing. I believe in primping at leisure and wearing lipstick' (Some more of 2014's greatest)

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Desconstruindo o Pop! Playlist 53; 'I believe in manicures. I believe in overdressing. I believe in primping at leisure and wearing lipstick' (Some more of 2014's greatest)

Buenas!

Vamos com mais uma playlist celebrando algumas das coisas mais legais do ano. Confira!

Tracklist;

01. 'The Selfish Giant', Damon Albarn
02. 'New York Kiss', Spoon
03. 'Your Love Will Set You Free', Caribou
04. 'Nobody's Empire', Belle & Sebastian
05. 'New York Manning', Elbow
06. 'Fall In Love' (Live at SXSW 2014), Phantogram
07. 'Green Lady', Merchandise
08. 'A Dream of You and Me', Future Islands
09. 'Hollow', Alex G
10. 'Country Down', Beck
11. 'Fever to the Form', Nick Mulvey
12. 'So Blonde', EMA
13. 'Lost Weight, Perfect Skin', Lower
14. 'Europa Geht Durch Mich', Manic Street Preachers
15. 'Passing Out the Pieces', Mac DeMarco
16. 'Make It Easy', We Are Scientists
17. 'The Birds of St. Mark', Jackson Browne
18. 'Milly's Garden', Steve Gunn
19. 'Fever' (Live at Glastonbury 2014), The Black Keys
20. 'Driver', The Perfect Pussy


Disco da Semana; 'Fatherfucker', Peaches (2003) (Torrent Download)

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Disco da Semana; 'Fatherfucker', Peaches (2003)
Em “Fatherfucker”, segundo álbum da insana Peaches, o som dela cresceu nitidamente. Mais sujo, mais sexy, mais eletrônico, mais rock e mais cheirado, se é que vocês me entendem. Um pulo de qualidade muito grande.
De cara, com a quase vinheta “I don’t give a fuck’, o resultado mezzo Joan Jeet (sampleada nessa musica) mezzo Courtney Love já aparece. As letras, diferentemente do álbum anterior, o extremamente eletrônico “Teaches of Peaches”, continuam obscenas, mas mais fluentes e divertidas agora, como na bissexual “I U She”. A parceria com Iggy Pop é felicíssima e mostra definitivamente o talento dela; Tudo que tem cara de putaria, sexo, drogas e punk, entra no caldeirão.
A hilária e divertidíssima “Shake Yer Dix” é mais um exemplo; Batida marcada e pesada e letra insana. Funk carioca pra gringo ver. A Melhor do disco, pelos dois motivos. Mais um exemplo disso é “Operate”, com aquela batidinha a lá MC alguma coisa. Aqui, não vemos nenhum hit fácil, como "Set It Off" e "Fuck The Pain Away", mas, se perde em facilidade, ganha em potência.

O que fica faltando com o som, ainda mais depois do show, é a imagem, a aparência, aqui só contemplada com a capa provocativa e hilária, com dua foto grotesca e suas letrinhas heavy metal. Aliás, ela esta sempre entre esses dois termos. Suja e tosca, fugindo da marca do electroclash, aqui claramente ela dá uma passo á frente, tornando o disco não tão esquecível quanto o interior. Se o outro você só tinha vontade de ouvir numa pista chapado, esse já dá pra ouvir no carro também. Chapado, também... É Óbvio...
Tudo toscamente produzido (mesmo sendo melhor nesse quesito que o primeiro, que era muuuuito caseiro mesmo), toscamente tocado (as guitarras nunca tem mais que uma nota e meia) e toscamente sexual (bem, ele é bem feinha, né...). É como se uma pessoal pegasse os princípios básicos de cada estilo e fizesse só o que há de mais básicos neles. Exemplo; Ouça "Rock And Roll", música que abriu o show no Brasil e que é tudo o que o nome diz. Alias, o show todo foi praticamente desse disco.
Primal Scream? Bastante... Madonna? Pegue o ‘Erótica’ e multiplique por mil.... Miss Kittin? Beeem melhor... ElectroClash? O que é isso mesmo?... Ah, esquece e bota no talo... Chapado ou não.
Tracklist;


01. I’m The Kinda
02. I U She
03. Kick It
04. Operate
05. Tombstone, Baby
06. Shake Yer Dix
07. Rock ‘N’ Roll
08. Stuff Me Up
09. Back It Up, Boys
10. The Inch
11. Bag It


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Favoritas da Casa; Sunny Day Real Estate (Seattle, Washington)

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Favoritas da Casa; Sunny Day Real Estate (Seattle, Washington)
Vamos lá;
Você tem uma banda que soa redondinha nos ensaios e tem canções poderosíssimas. E mais, é da meca musical do momento e está pronta para o sucesso. Tem tudo para dar certo, confere?
O ano é 1994 e a cidade é Seattle. A banda é o Sunny Day Real Estate. O disco, o clássico 'Diary'
Mas, o que aconteceu?
É incrível que com o auge do grunge da época, eles não tenham estourado. Tudo é assobiável e melancólico. Lindo. Tente ouvir e esquecer 'Seven', 'The blankets were the stairs', 'Song about an angel' e a maior de todas, 'In circles'.
Muito se conjecturou do porque a banda implodiu logo após o lançamento do seu álbum de estréia, em 1994. Mas a resposta é basicamente uma; Religião.

Jeremy Enigk, vocalista, guitarrista e compositor da banda se converteu em católico fervoroso e a coisa implodiu no meio das gravações do segundo disco, simplesmente chamado de 'LP2' (ou 'The Pink Album', carinhosamente chamado pelos fãs), que acabou por ser lançado pela Sub Pop mesmo assim.
Logo após a quebra, o baixista Nate Mendel e o baterista William Goldsmith entraram para o Foo Fighters, inicialmente, como membros contratados, para logo após, serem efetivados na banda.
Quando o Sunny Day resolveu se reagrupar, Mendel optou pelos Foo's e a banda lançou 'How It Feels To Be Something On', em 1998, um trabalho que inicialmente nasceu como um álbum solo de Enigk.
Mais dois trabalhos foram lançados; o ao vivo 'Live', em 1999 e 'The Rising Tide', em 2000 .
Depois desse trabalho, a banda novamente entrou em hiato.
Recentemente, outra tentativa de reforma veio, mas infelizmente não aconteceu. Dessas sessões, um single para 'Lipton Switch' foi lançado no Record Store Day, sem muito alarde.
O sucesso não veio e nunca virá. O Sunny Day Real Estate continuará sendo para poucos sortudos.
Vamos a playlist;

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Música para Sentir; 'Pumpkin', Tricky & Alison Goldfrapp (1995)

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Música para Sentir; 'Pumpkin', Tricky & Alison Goldfrapp (1995)

Você esqueceu tão facilmente.
Todos à nossa volta estão sozinhos.
Em pouco tempo, teremos ido embora.
Estamos lado a lado, sem lugar para nos esconder.
Eu não te reconheço... Eu não te reconheço...
Voçe esqueceu tão facilmente.
É claro que quero conversar.
Mas ninguém está escutando.
Que erro estranho a se cometer!
Nunca esqueça facilmente.
Todos estão aqui.
Não olhe agora...
Eu não te reconheço...
Não mais...
Que erro eu fui cometer!

FKA Twigs (Londres, Inglaterra)

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FKA Twigs (Londres, Inglaterra)

FKA Twigs é Tahliah Debrett Barnett. Originária de Gloucestershire, porém radicada em Londres, ela é um dos nomes mais comentados e aclamados do circuito britânico e com seu álbum 'LP1', se tornou figurinha carimbada em quase todas as listas de melhores do ano em 2014.

Seu som é uma mistura do eletrônico vintage com a Soul Music dos anos sessenta, como um simbionte entre Björk, Tricky e Sade Adu.

Vale muito a pena conferir o álbum.

Confira o grande carro-chefe 'Two Weeks' em uma performance incrível no programa Later... With Jools Holland;



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Discoteca Básica; 'Here's Little Richard', Little Richard (1957)

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Discoteca Básica; 'Here's Little Richard', Little Richard (1957)


"A wop-bop-a-loo-bop-a-lop-bam-boom!... Tutti frutti, awrooty!"

O que exatamente quer dizer esta espécie de esperanto da selva, o mais célebre grito de guerra do rock'n'roll?

Exegetas atenciosos concordariam que tem algo a ver com o Poder Feminino, pelos parcos versos em inglês e suas referências a mulheres que jogam os quadris para o leste e oeste, garotas como "Sue... ela sabe exatamente o que fazer" e "Daisy... ela sempre me leva à loucura". Versos cuspidos como que por uma metralhadora encharcada de adrenalina, pelo homem que - ao trocar o rock'n'roll pelo gospel - declarou: "Eu era um homossexual descarado até Deus me transformar."

O compacto contendo "Tutti Frutti" surgiu do nada, em 1955, para vender mais de um milhão de cópias. Como a garotada poderia permanecer imune? O próprio Elvis parecia uma freira perto de Little Richard, com seu ritmo atropelador, cabelo armado num pompadour, rosto maquiado e dois faróis de pura ameaça no lugar dos olhos. Os limites estavam traçados: até hoje não apareceu nada tão selvagem ou brutal no picadeiro pop. O fato de o próprio Prince lembrar tanto a ambigüidade-com-bigodinho de Richard fala por si só. Assim como o gesto de seu conterrâneo James Brown - ambos, assim como Otis Redding, nasceram em Macon, Geórgia -, capturando os Upsetters, banda de apoio de Richard, quando este trocou palcos profanos pelos púlpitos do circuito evangélico.


Entre 55 e 58 (data e sua primeira conversão à igreja), a fórmula mágica do primeiro single rendeu uma saraivada de hits/clássicos. "Long Tall Sally" - apesar de posteriormente gravada por Elvis e pelos Beatles - consagrou-se como vítima de uma das maiores injustiças/ironias da civilização: a gravação mais vendida mundialmente foi a de Pat "Ser Bom Rapaz Foi O Meu Mal" Boone. Seguiram-se "Slippin' An Slidin", "Ready Teddy", "Jenny Jenny", "Good Golly Miss Molly" e "Lucille".

As últimas duas não foram incluídas neste LP, mas aqui estão gravações originais para o selo Specialty. Em 64, Little Richard as regravaria para a Vee-Jay, responsável pelo Greatest Hits disponível - lançado aqui, em 88, pela Som Livre, com o título Os Grandes Sucessos. Por outro lado, esta pseudocoletânea da Vee-Jay contém uma preciosidade que não pode ser desprezada, o único Little Richard pós-58 realmente fundamental: "I Don't Know What Got You But It's Got Me". Segundo o expert Peter Guralnick, "junto com 'The Dark End Of The Street', de James Carr, talvez a maior balada soul de todos os tempos" - com um detalhe: Jimi Hendrix na guitarra.

As outras faixas de Here's Little Richard apresentam um contraste interessante com a histeria de "Tutti Frutti" e derivadas, deixando à mostra o débito para com a tradição rhythm'n'blueseira de Nova Orleans - especialmente o boogie woogie preguiçoso de Fats Domino. Esta cidade, tão importante para a música negra americana, também foi sempre rica em excêntricos, extravagantes e aloprados como Professor Longhair - e duas figuras desta galeria são apontadas como fontes para a taquicardia sonora de Little Richard: Billy Wright (para o vocal) e Esquerita (piano, pompadour e bigodinho). Mas não há como compará-los à força bruta do "pequeno" Richard Penniman. Paul McCartney - que passou a vida imitando seu uivo em falsete - que o diga. 

José Augusto Lemos (Revista Bizz, Edição 72, Julho de 1991)

Tracklist;

01. Tutti Frutti
02. True Fine Mama
03. Can't Believe You Wanna Leave
04. Ready Teddy
05. Baby
06. Slippin and Slidin
07. Long Tall Sally
08. Miss Ann
09. Oh Why?
10. Rit It Up
11. Jenny, Jenny
12. She's Got It



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Desconstruindo o Pop! Playlist 52; 'If You Open a Window Sometime' (Some of the greatest 2014 tracks...)

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Desconstruindo o Pop! Playlist 52; 'If You Open a Window Sometime' (Some of the greatest 2014 tracks...);

Buenas!

A playlist de hoje começa celebrar o ano de 2014 com algumas das faixas preferidas da casa. Veja bem, 'algumas preferidas'. O Top 100 definitivo vai ao ar na última semana do ano. Aguardem.

Tracklist;

01. 'Jackson', Cymbals Eat Guitars
02. 'Another Night', The Men
03. 'The Faker', Ty Segall
04. 'Windows', Angel Olsen
05. 'Mahogany Dead', Hiss Golden Messenger
06. 'Class Historian', Broncho
07. 'Separate Songs', Restorations
08. 'Put Your Number In My Phone', Ariel Pink
09. 'Killer Bangs', Honeyblood
10. 'Just One Of The Guys', Jenny Lewis
11. 'Supernova', Ray Lamontagne
12. 'Stay a While', She & Him
13. 'Bury our Friends', Sleater Kinney
14. 'Chains', Bad Breeding
15. 'Drown With the Monster', White Lung
16. 'I Wanna Get Better', Bleachers
17. 'Shame', Mitski
18. 'There's a Girl In The Corner', The Twilight Sad
19. 'Low', Young Fathers
20. 'Red Eyes', The War on Drugs