Discoteca Básica; 'Tropicália ou Panis Et Circensis', Vários artistas (1968)

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Discoteca Básica; 'Tropicália ou Panis Et Circensis', Vários artistas (1968)

"A música não existe (...). Sei que alguma coisa nova se cria a partir daí e o resto não me interessa" (Rogério Duprat). "Ê bumba-iê-iê-boi" (Gilberto Gil & Torquato Neto). "Nara - Pois é... e o Ernesto Nazaré e Chiquinha Gonzaga... e Pixinguinha... Os Mutantes - Pois é... e os Jefferson's Airplane (sic) e os Mamas & the Papas... e..."

Maio de 68. Vietnã. Barricadas em Paris. Passeata dos cem mil, Rio de Janeiro. Primavera de Praga. Marthin Luther King. Flower power, 2001 - Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick. AI-5. Panteras negras. Arte Pop. Crimes, espaçonaves guerrilhas.

Não são absolutamente memórias pessoais. Fragmentos da iconografia da época. O primeiro passo quando a tarefa é falar de alguma obra emblemática de uma época (sobretudo se você não esteve lá) é pesquisar todo o material disponível para reconstituir o clima e os acontecimentos que foram desaguar naquele produto em particular. Mas um disco manifesto como o Tropicália ou Panis et Circencis fala por si só. E o que ele fala?

A capa apresenta os atores do carnaval tropicalista. Os Mutantes e suas guitarras elétricas. Tom Zé, Caetano com Nara Leão (os mais belos joelhos da bossa nova) no colo (numa fotografia). O Maestro Rogério Duprat prestando uma homenagem a Marcel Duchamp (que havia falecido em 67). Gal Costa com uma foto de Capinam. Torquato Neto (poeta e suicida). A contracapa descreve o roteiro e inscreve a data lendária: maio de 68. Os padrinhos despejam suas bençãos: Augusto de Campos e João Gilberto.


Tropicália ou Panis et Circencis era para ser o manifesto tropicalista. Vinte anos depois é um documento histórico. Se a música não existia mais, era preciso romper com as camisas de força que regiam a música popular, as falsas dicotomias participação popular x invenção, local x universal. Vicente Celestino se encontra com os Beatles. O tropicalismo, como um momento de efervescência cultural, comunica-se diretamente com o modernismo da Semana de 22. E dá-lhe antropofagia: as referências de parentesco são explícitas e encaixadas em contexto novos.

A qualidade documental da Tropicália não o transforma num disco datada. Uma colagem mantida unida com o cola-tudo privilegiado das musicalidades de Caetano Veloso e Gilberto Gil. A pérola do brega, "Coração Materno", é de Vicente Celestino. O beguin "Três Caravelas" ("um navegante atrevido saiu de Palos um dia/ ia com três caravelas/ a Pinta, a Nina e a Santa Maria") é uma versão de João de Barro, e a nota regionalista, "Hino ao Senhor do Bonfim da Bahia", que fecha com tom épico o LP, é de João Antônio Wanderley.
O humor é, sem dúvida, um conservante poderoso. "Lindonéia", um bolero na voz extra-suave de Nara, anuncia que há "cachorros mortos nas ruas/ policiais vigiando/ o sol batendo nas frutas/ sangrando, oh, meu amor, a solidão vai me matar de dor". Os primeiros acordes de "A Internacional" servem como arauto a Caetano convidando a um passeio nos Estados Unidos do Brasil, "debaixo das bombas/ das bandeiras/ debaixo das botas/ debaixo das rosas dos jardins/ debaixo da lama/ debaixo da cama". Em "Parque Industrial", o céu de anil e as bandeirolas saúdam o avanço industrial.

Rogério Duprat orquestrou esses estilhaços de modernidade com todos os ritmos, instrumentos, ruídos e técnicas que estavam à mão. Em vez do violão e voz da bossa nova, aqui entram sirenes, distorção de guitarra, efeitos de estúdio, canhões (enquanto Gil rima Brasil e fuzil, com todas as letras) e órgão de igreja. Os metais pontuam ora o violão, ora a guitarra e o baixo, criando texturas distintas de sons. A geleia geral brasileira teve sua polaróide, em sons e imagens, nítida e multifacetada. 


Bia Abramo (Revista Bizz, Edição 41, Dezembro de 1988) 

Tracklist (clique nos atalhos para ir direto na faixa que quiser)

1. 00:00 "Miserere Nobis" 

2. 03:38 "Coração Materno"
3. 07:55 "Panis et Circenses" 
4. 11:30 "Lindonéia" 
5. 13:45 "Parque Industrial" 
6. 17:00 "Geléia Geral"
7. 20:48 "Baby" 
8. 24:26 "Três Caravelas
9. 27:34 "Enquanto Seu Lobo Não Vem" 
10. 30:03 "Mamãe, Coragem" 
11. 32:28 "Bat Macumba" 
12. 35:03 "Hino ao Senhor do Bonfim"



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Desconstruindo o Pop! Playlist 49; 'You're not alone, waiting by the telephone'

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Desconstruindo o Pop! Playlist 49; 'You're not alone, waiting by the telephone'

Tracklist;

01. 'Someone's Got It In On Me', Lower
02. 'On Blue Mountain', Foxygen
03. 'Riot In My House', Mark Lanegan
04. 'Natural Disaster', Dante Vs. Zombies
05. 'Always and Never', Little Chords
06. 'Mexico Dear Blues', Vanguart
07. 'Freaking Out The Neigborhood', Mac DeMarco
08. 'No More Sorry', My Bloody Valentine
09. 'First Love, Late Spring', Mitski
10. 'White Lies', Max Frost
11. 'Deconstruction', Fanfarlo
12. 'Fade Into You', Stumbleine
13. 'Norman Bates' (Butthole Surfers Remix), The Burning of Rome
14. 'A Mere', The Sea and The Cake
15. 'Dance For Fools', Happy People
16. 'Hollow Gut', Lowlife
17. 'Little Grace', Hippo Campus
18. 'Song Against Sex', Neutral Milk Hotel
19. 'I'm Working at NASA on Acid', The Flaming Lips
20. 'Silver Lining', Guards

Música + Cinema; 'Twenty', Pearl Jam (2011) (Assistir Online Legendado)

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Música + Cinema; 'Twenty', Pearl Jam (2011) (Assistir Online Legendado)

Em tempos em que as bandas atuais seguem seu próprio caminho com cada um por si e fazem sucesso repentino lançando vídeos na web, houve uma época em que tudo era mais complicado, mas, a parceria era bem mais presente e cada um se ajudava. Talvez, o último grande movimento musical foi o grunge em Seattle que aconteceu no fim dos anos 80.
Após várias tragédias e dissoluções, uma única banda continua na ativa e completou neste ano 20 anos de carreira, o Pearl Jam. Para celebrar esta trajetória de sucesso, Cameron Crowe (Quase Famosos), que sempre acompanhou a banda, dá de presente para os fãs Pearl Jam Twenty, documentário com um material rico e inédito que retrata todos os momentos marcantes do quinteto.

O documentário começa com o início da amizade entre Stone Gossard e Jeff Ament, membros da extinta Green River, e agora guitarrista e baixista da banda Mother Love Bone, a primeira a ganhar um certo destaque no cenário grunge.

Liderada pelo talentoso e excêntrico Andy Wood, o grupo atingiu um sucesso meteórico, mas a trágica morte do vocalista por overdose mexeu com Gossard e Ament, fazendo-os repensarem sobre o futuro.

Depois de um período de luto, os dois amigos voltam a se encontrar e decidem formar um novo grupo. É quando surge Eddie Vedder, um jovem tímido de Chicago que conquista todos os integrantes por sua bela e impactante voz e, um segundo guitarrista, Mike McCready, amigo de infância de Gossard. A partir daí, surge o Pearl Jam, que logo chama a atenção por suas apresentações não demorando muito para atingir o estrelato.


Cameron Crowe, mostra a evolução da banda que antes apenas desejava ser um grupo comum de estrada, mas, se tornam a face de uma geração de jovens e, em todo show business, viram sinônimos de lucro para empresários e gravadoras.

Com um material de mais de 3000 horas de imagens e depoimentos, a edição de Crowe mostra o carinho e o respeito que o Pearl Jam tinha por seus fãs. Eddie Vedder e cia sempre se preocuparam em serem os mais próximos possíveis de seus verdadeiros admiradores. A rixa com a empresa de ingressos Ticketmaster e problemas com algumas a imprensa em geral, revelam que o grupo sempre se interessou mais em seguir estrada e tocar.

Pearl Jam Twenty tem um caráter intimista. Além de algumas apresentações nunca vistas pelos fãs, o documentário traz depoimentos atuais e antigos dos integrantes da banda que relembram de uma maneira emocionante toda a sua trajetória, como alguns trágicos acontecimentos: a morte de Andy Wood e o drama do Festival de Roskilde, na Dinamarca, em 2000, em que nove fãs morreram pisoteados pela imensa multidão.

Também merecem destaque os depoimentos de Chris Cornell, vocalista do Soundgarden e grande amigo da banda e, uma cena nunca antes vista de Kurt Cobain e Eddie Vedder em um momento de grande amizade que sempre foi questionada devido a alguns depoimentos ácidos de Cobain sobre Vedder.

Pearl Jam Twenty, é um presente para todo fã do quinteto de Seattle. Com 20 anos de carreira, Eddie Vedder, Stone Gossard, Mike McCready, Jeff Ament e Matt Cameron continuam mais interessados em ser uma banda de estrada do que conquistar Grammys e serem comerciais.





A Trilha;
Disc One – Pearl Jam Twenty
01. Release – Verona, Italy 9-16-06
02. Alive – Moore Theatre, Seattle 12-22-90
03. Garden – Zurich, Switzerland 2-19-92
04. Why Go – Hamburg, Germany 3-10-92
05. Black – MTV Unplugged, NYC 3-16-92
06. Blood – Auckland, New Zealand 3-25-95
07. Last Exit – Taipei, Taiwan, 2-24-95
08. Not For You – Manila, Philippines 2-26-95
09. Do The Evolution – Monkeywrench Radio, Seattle 1-31-98
10. Thumbing My Way – Chop Suey, Seattle 9-6-02
11. Crown Of Thorns – 10th Anniversary, Las Vegas, NV 10-22-00
12. Let Me Sleep – Arena di Verona Steps, Verona, Italy 9-16-06
13. Walk With Me (w/Neil Young) Bridge School Benefit, Mountain View, CA 10-23-10
14. Just Breathe – SNL, Rockefeller Center, New York City 3-13-10
Disc Two –
 Rarities and Inspiration
01. Say Hello 2 Heaven – Temple of the Dog Demo, 1990
02. Times Of Trouble – Demo 1990
03. Acoustic #1 – Demo 1991
04. It Ain’t Like That – Demo 1990
05. Need To Know – Demo 2007
06. Be Like Wind – McCready Score 2010
07. Given To Fly – McCready Instrumental 2010
08. Nothing As It Seems – Demo 1999
09. Nothing As It Seems – Seattle, 10-22-01
10. Indifference – Bologna, Italy 9-14-06
11. Of The Girl – Instrumental 2000
12. Faithfull – Pistoia, Italy 9-20-06 (Soundcheck)
13. Bu$hleaguer – Nassau, NY 4-30-03
14. Better Man – New York City 5-21-10
15. Rearviewmirror – Universal City, CA 10-1-09



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Shows Completos + Downloads; Arctic Monkeys, ao vivo no Personal Fest, Argentina - 08/11/2014

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Shows Completos + Downloads; Arctic Monkeys, ao vivo no Personal Fest, Argentina - 08/11/2014

De ressaca do excelente show dos macacos árticos no final de semana? Então vamos de repeteco.

Aqui vai, para assistir online ou para baixar, a apresentação completa da banda no festival Personal, na Argentina, pouco antes de desembarcarem por aqui.

Confira o set list;

1 – Do I Wanna Know?
2 – Snap Out of It (Extended intro)
3 – Arabella (Extended bridge)
4 – Brianstorm
5 – Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair
6 – Dancing Shoes(With ‘Money Maker’ snippet)
7 – Teddy Picker
8 – Crying Lightning
9 – Knee Socks (Extended intro)
10 – Fluorescent Adolescent
11 – Why’d You Only Call Me When You’re High?(Extended intro)
12 – All My Own Stunts
13 – I Bet You Look Good on the Dancefloor
14 – Library Pictures (Extended intro)
15 – Cornerstone
16 – No. 1 Party Anthem
17 – Mardy Bum (with failed start of 505 between verses)
18 – 505
Encore:
19 – One for the Road (Extended intro)
20 – I Wanna Be Yours (Extended outro)
21 – R U Mine?(Extended outro)




MP4 HD ( 1.7 GB)

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As Favoritas de... Thomas Mars (Phoenix)

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As Favoritas de... Thomas Mars (Phoenix)

Nascido em 1976, Thomas Mars cresceu em Versailles, na França e formou o Phoenix com colega de escola Chris Mazzalai no início dos anos 90. Com a adição do irmão mais velho de Mazzalai, Laurent Brancowitz, (cuja banda anterior tinha se dissolvido, e depois se reformado como o Daft Punk) e Deck d'Arcy, o quarteto francês lançou o debut em língua Inglesa, 'United',  em 2000.  O sucesso demorou um pouco, mas três álbuns depois, em 2009,  Wolfgang Amadeus Phoenix os colocou definitivamente mapa dos EUA, especialmente, com os hits '1901' e 'Lisztomania', que deram a banda um Grammy. Mars é casado com Sofia Coppola, e vive em Paris.

Na sua lista, conseguimos delinear perfeitamente as influências da sua banda. 

Para ler os textos originais, com comentários, em Inglês, clique aqui.

Além das oito citadas na lista, nós adicionamos cinco bônus de faixas que foram sampleadas pela banda. Confira!

Tracklist;

01. 'Jamais Content', Alain Souchon
02. 'Love Missile F1-11', Sigue Sigue Sputnik
03. 'Ob-La-Di, Ob-La-Da', The Beatles
04. 'No More Sorry', My Bloody Valentine
05. 'Ballade de Melody Nelson', Serge Gainsbourg
06. 'Untitled (How Does It Feel)', D'Angelo
07. 'Koyaanisqatsi', Phillip Glass
08. 'Heart-Shaped Box', Nirvana
09; 'Lament', Toshiyuki Honda
10. 'You're The Most Precious Thing In My Life', Love & Kisses
11. 'The Hell of It', Paul Williams
12. 'Play The Beat Mr. DJ', GLOBE & The Whiz Kid
13. 'Magic's Wand', Whodini


Hippo Campus (Minneapolis, USA)

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Hippo Campus (Minneapolis, USA)

Um dos perigos da juventude é que você não sabe o que você não sabe, mas o quarteto Hippo Campus (nome interessante, aliás) tem um argumento convincente de que a ingenuidade também pode ser um ativo altamente subestimado. "Souls", a primeira faixa do EP de estréia usa a ignorância como um distintivo de honra. Tem um quê de arrogância a lá Oasis, mas a sonoridade reflete ao Pós-Punk, New Wave modernizado por bandas como Vampire Weekend, Alt-J e Bombay Bicycle Club. Confira a página da banda no Soundcloud e ouça as quatro faixas disponíveis.


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Discoteca Básica; 'The 25th Anniversary Album', Eddie Cochran (1985)

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Discoteca Básica; 'The 25th Anniversary Album', Eddie Cochran (1985)

Um acidente de automóvel fixou a idade com que Eddie Cochran seria lembrado: 21 anos. Sempre jovem, com topete de brilhantina e guitarra em punho - o rocker clássico! Sua rebeldia começou aos 16 anos, quando abandonou a escola e caiu na estrada do rock'n'roll (com Hank Cochran, que não era seu parente, apesar do duo se chamar The Cochran Brothers). Aos 17 anos descobriu Elvis Presley (então em começo de carreira) e o rockabilly. Atropelou-se rumo a Memphis, tentou gravar na legendária Sun Records... Mas só conseguiu sua primeira sessão solo um ano depois (setembro de 1956) no pequeno selo Crest. O resto da lenda está registrada em vinil...

Como a maioria dos desbravadores, a carreira de Eddie Cochran é melhor abastecida de compactos do que de LPs originais. Não faltam, contudo, compilações. O presente álbum (duplo), além de trazer as faixas fundamentais, inclui takes alternativos, versões inéditas e duas raras gravações em estéreo. Foi lançado 25 anos após sua morte. É colocá-lo na eletrola e descabelar o topete! Seus hits se encarregam de afastar as cadeiras da sala. Especialmente "CÕmon Everybody", "Somethin' Else" (regravada pelos Sex Pistols) e o smash "Summertime Blues", hino atemporal às frustrações adolescentes, reinterpretado através das décadas por ex-mods como Who e novos rockers como Brian Setzer - o próprio Cochran no filme La Bamba. Apesar disso, costumavam causar mais furor na Inglaterra - onde eram cult - do que nos Estados Unidos. 

Sua velha guitarra carmim é sagrada - vide o instrumental "Eddie's Blues" e o incendiário billy "Teenage Cutie". Mas, além de exímio músico, rápido o suficiente para transformar três acordes em um milhão, Eddie dominava as técnicas de estúdio como ninguém em seu tempo. Gostava de experimentar com a voz e reverberação. E foi um dos pioneiros na utilização de overdubs na gravação de guitarras. Como seu amigo Buddy Holly, Eddie cultivava uma carreira múltipla de artista, compositor, produtor e arranjador.
Neste álbum ainda é possível acompanhar seu gosto por música negra, através de covers dos rhythm'n'blues "Little Lou" de Eddie Daniels e "Long Tall Sally" de Little Richards, sem esquecer o híbrido de Sleepy Joe Estes e Kokomo Arnold (também gravado por Elvis) "Milk Cow Blues" e o spiritual de Ray Charles "Hallelujah, I Lover Her So". Eddie, por sinal, tinha verdadeira paixão por doo-wop (vide "Cherished Memories"). Sua primeira gravação para a Crest, notadamente, foi um suporte vocal doo-wop para o cantor Jack Lewis.

Ele também interpretava baladas (como "I Remember" e "Love Again") no estilo dos Everly Brothers e Buddy Holly. Mais do que isso, não lhe faltava sequer a dose cinematográfica de romance na veia criativa. No melhor estilo boy meets girl, sua parceira de composições favorita, Sharon Sheeley - com quem escreveu "Somethin' Else" e "Think of Me", entre outras -, era também sua namorada!

Nenhuma de suas facetas, entretanto, sobreviveu melhor ao acidente fatal de junho de 1960, na Inglaterra, do que a do rocker ensandecido, imagem celebrizada no filme "The Girl Can't Help It" (sua primeira e mais marcante passagem cinematográfica), interpretando "Twenty Flight Rock".

Eduard Ray Cochrane nunca conheceu a fama devastadora que transformou seus companheiros em astros da noite para o dia. Mas, acima deles, foi quem se transformou em ícone, em estilo para muitas gerações. Nada expressa isso com mais propriedade do que sua própria música: "Se alguém lhes perguntar quem cantava esta canção, digam que era um batedor de guitarra de Oklahoma City metido num par de jeans" - a letra de "Boll Weevil Song"... 


Marcel Plasse (Revista Bizz, Edição 29,Dezembro de 1987) 

Tracklist;

Side 1: 

01 Summertime Blues 
02 Teresa 
03 Weekend 
04 Teenage Cutie 
05 Never 
06 Completely Sweet 
07 Sitting In The Balcony 
08 Think Of Me 


Side 2: 

01 Hallelujah, I Love Her So 
02 Am I Blue 
03 My Love To Remember 
04 Three Steps To Heaven 
05 Eddies Blues 
06 Little Lou 
07 Cut Across Shorty 
08 Long Tall Sally 


Side 3: 

01 Cmon Everybody 
02 Mean When Im Mad 
03 Pretty Girl 
04 Rock n Roll Blues 
05 Milk Cow Blues 
06 Boll Weevil Song 
07 Something Else 
08 Teenage Heaven 


Side 4: 

01 Twenty Flight Rock 
02 Love Again 
03 Jeannie, Jeannie, Jeannie 
04 Cherished Memories 
05 Little Angel 
06 Sweetie Pie 
07 My Way 
08 I Remember 




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