Disco da semana; 'Blue Lines', Massive Attack (1991)

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Disco da semana; 'Blue Lines', Massive Attack (1991)
No começo dos anos noventa, vivíamos tempos medíocres em relação a música. Era rock farofa de um lado, divas gospel do outro e muito embrião pra pouco óvulo aparecendo. A primeira cria eterna, o primeiro grande disco da década passada foi justamente um que ia contra tudo que viria nos próximos cinco anos.
Os ingleses do Massive Attack inventaram sua música.Criaram algo que foi copiado, e atravessaram uma década prevendo o que iria acontecer antes. Uma década que a homogeneidade seria o mote. Foram eletrônicos quando todos ouviam grunge. Foram climáticos quando todos queriam dançar. Foram épicos quando todos queria melodia. E agora, colocam peso quando todos querem calma para o novo milênio.
Ouvir 'Blue Lines' hoje não parece uma volta no tempo. E sim, uma previsão do futuro... E deles próprios.
Tracklist;
00:00 Safe From Harm 

05:18 One Love 

10:07 Blue Lines 

14:28 Be Thankful For What You've Got 
18:36 Five Man Army 
24:40 Unfinished Sympathy 
30:01 Daydreaming 
34:15 Lately 
38:41 Hymn Of The Big Wheel

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Shows completos; Foo Fighters, ao vivo no Lollapalooza BR, São Paulo, 07/04/2012

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 Shows completos; Foo Fighters, ao vivo no Lollapalooza BR, São Paulo, 07/04/2012

Buenas!

A partir de agora, a seção 'Shows completos' vai se focar em publicar apresentações aqui no Brasil, entre coisas mais recentes e raridades.

E vamos lá!

O show de hoje é a inesquecível segunda passagem (a primeira foi no Rock In Rio 2001) do Foo Fighters, no Lollapalooza Brasil de 2012. Um show épico de mais de duas horas e meia de duração! Pra dar play e alegrar o dia! Confira;

Set list (clique no atalho se quiser ir direto a canção preferida)

00:00:00 All My Life
00:07:00 Times Like These
00:11:23 Rope
00:15:45 The Pretender 
00:22:52 My Hero
00:31:00 Learn to Fly
00:35:20 White Limo
00:38:55 Arlandria
00:44:48 Breakout
00:59:17 Cold Day in the Sun 
01:03:16 Long Road to Ruin
01:07:02 Big Me
01:10:00 Stacked Actors 
01:21:40 Walk
01:26:44 Generator
01:30:39 Monkey Wrench
01:37:59 Hey, Johnny Park!
01:42:25 This is a Call
01:47:12 In the Flesh?
01:50:11 Best of You

02:06:13 Enough Space
02:08:20 For All the Cows
02:11:50 Dear Rosemary
02:20:10 Bad Reputation
02:24:13 I Love Rock 'n' Roll
02:28:40 Everlong



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Música para Sentir; 'Teardrop', Massive Attack (1998)

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Música para Sentir; 'Teardrop', Massive Attack (1998)
Tum... Tum... Tum...
Coração. De novo. De novo. Sangue acelerado tentando te aquecer. Dias frios. Vozes etéreas.
Hipnose pelo canto. Os ventos uivam sem direção e o meu corpo pára. Pára esperando pelo coração. Tum... Tum... Tum...
Esvaziado do medo, seguindo pelo caminho do amor. Escolhas e perdas. Encontros e desencontros. Dia vira noite num piscar. Mas o coração não para. Por quê não? Ás vezes, é melhor deixar tudo cair de uma só vez.
Tum... Tum... Tum...
Pare.
Justifique o seu dia. Pense em mim novamente. Lembre do que te faz chorar. Ás vezes, o vazio está aqui esperando, sentado ao lado da alegria. Olhe ao redor e lembre-se que você está sozinho. Sozinho. Descolorido e sem voz para gritar seu nome.
Meu coração nunca para. Será o amor? Será o calor? O veneno que escorre das minhas veias é saboroso. O tempo não pára pra mim. Corre como o vento. Corre como sangue. Tum... Tum... Tum...
Silêncio.
Um anjo me diz que cambaleando eu cairei... cambaleando eu cairei. Sim. E o coração não vai parar...

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Discoteca Básica; 'Appetite for Destruction', Guns n' Roses (1987)

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Discoteca Básica; 'Appetite for Destruction', Guns n' Roses (1987)

Coube a eles resgatar o romantismo de ser bad boy. Afinal, na segunda metade dos anos 80, faltava cara de mau no meio dos chorosos alternativos. E para combater isso não havia nada melhor do que a trilogia "sexo, drogas e rock’n’roll", revisada de tempos em tempos. O Guns assumiu a missão de devolver o gosto da subversão ao rock. Não foram poucos os que, inspirados pelas atitudes da banda, tiraram a jaqueta de couro do armário e compraram um Jack Daniels no primeiro boteco. Era de novo a hora e a vez de o cabelo crescer.

O grupo surgiu quando Axl Rose (nome artístico de William Bailey), um adolescente de passado problemático, fã de Queen e Eletric Light Orchestra, cruzou o caminho do guitarrista Izzy Stradlin. Corria o ano de 1985. O local do encontro foi a cidade de Los Angeles, uma espécie de templo do rock americano dos anos 80. O nome Guns N’ Roses foi tirado de duas antigas bandas da dupla, a L.A. Guns e a Hollywood Roses.

Os outros agregados da gangue foram mais que suficientes para alimentar a imagem punk do grupo. O guitarrista Slash (nome verdadeiro: Saul Hudson) era filho de figurões da indústria fonográfica; o baixista Duff McKagan se orgulhava de ter roubado 133 carros num passado não muito remoto e o baterista Steven Adler vivia chapado de álcool e heroína.

Essa turma preencheu uma lacuna de celebridades e entusiasmo no rock. Os requisitos? Shows viscerais, declarações politicamente incorretas e uma postura pra lá de arrogante.


Chegaram rapidamente ao status de banda grande e viraram capa de revista. O então carismático vocalista Axl Rose povoou sonhos adolescentes por todo o planeta. Depois de Appetite For Destruction, esse mesmo Axl virou um chato, esquecendo o rock’n’roll com baladas épicas entediantes. Porém, antes de seu ego sair do controle, o Guns lançou um clássico indiscutível. O sucesso resultou em comparações inevitáveis com o Aerosmith.

Appetite For Destruction acerta na mosca a massa roqueira, com suas músicas pegajosas com boas doses de pop. Hits instantâneos - como "Welcome To The Jungle", "Sweet Child O’Mine" e "Paradise City" - pegaram muito bem na época, agradando igualmente à menininha inocente e ao cervejeiro encrenqueiro.

O que marca o disco é a despretensão nas letras e na atitude. Axl demonstra personalidade nas melodias, abusando de sua voz rasgada. A sessão rítmica é eficaz. Mas cabe a Slash, porém, o merito de desequilibrar a receita. Em Appetite, se consagra com riffs certeiros e solos muito inspirados - como o de "Sweet Child O’Mine". Méritos também a Izzy Stradlin, um verdadeiro hitmaker, primeira grande baixa da banda.

O Guns N’ Roses ainda tem a chance de mostrar novamente suas armas no eventual novo álbum que Axl está preparando. Mas, com a confirmada notícia da demissão de Slash, a tendência é desandar a maionese de vez. 

Gastão Moreira (Revista Bizz, edição 146, Setembro de 1997)

Tracklist;

01. Welcome To The Jungle
02. It's So Easy
03. Nightrain
04. Out Ta Get Me
05. Mr. Brownstone
06. Paradise City
07. My Michelle
08. Think About You
09. Sweet Child O' Mine
10. You're Crazy
11. Anything Goes
12. Rocket Queen

Desconstruindo o Pop! Playlist 140; 'Slow Down My Beating Heart...' (One More Playlist To My Wife...)

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Desconstruindo o Pop! Playlist 140; 'Slow Down My Beating Heart...' (One More Playlist To My Wife...)

Tracklist;

01. 'God Only Knows', The Beach Boys
02. 'Always Alright', Alabama Shakes
03. 'I Need a Dollar', Aloe Blacc
04. 'Ain't No Sunshine', Bill Withers
05. 'Chain of Fools', Aretha Franklin
06. 'I'm a Good Woman', Barbara Lynn
07. 'Voices', Blundetto feat. Hindi Zahra
08. 'Out of Time', Blur
09. 'Rue De Mes Souvenirs', Orquestra Imperial
10. 'Taro', Alt J
11. 'Como Te Extraño Mi Amor', Café Tacuba
12. 'Chegar em Mim', Céu
13. 'Sacrilege', Yeah Yeah Yeahs
14. 'The Concept', Teenage Fanclub
15. 'Drive My Car', The Beatles
16. 'You've Lost That Love Feelig', The Righteous Brothers
17. 'Love Street', The Doors
18. 'Green Onions', Booker T & The MG's
19. 'Trust Me', Janis Joplin
20. 'In a Little While', U2


Shows Completos; Radiohead, Lollapalooza Chicago - 29/07/2016

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Shows Completos; Radiohead,  Lollapalooza Chicago - 29/07/2016

'Há toneladas de bandas que são únicas, mas nenhuma conseguiu atingir totalmente as conquistas de Radiohead. Por que? Porque isso diz respeito à música em si mesma.

E eu faço questão de grifar isso porque a música é um desses assuntos que infelizmente sofre dos terríveis efeitos do relativismo. Em outras palavras, sofre da noção ou da ideia de que tudo é relativo. De que o que significa uma canção do Radiohead e o significa uma canção de Justin Bieber depende da subjetividade do ouvinte. E isso não é verdade. A música existe do lado de fora do ouvinte – quando eu ouço a Nona Sinfonia de Beethoven, eu sei que se trata de uma obra-prima. Mesmo que todas as pessoas no mundo odiassem, continuaria sendo uma obra-prima. Mas as pessoas não odeiam. Por ser uma obra-prima.
O mesmo pode ser dito, em vários níveis, sobre cada álbum do Radiohead, especialmente sobre tudo a partir do Ok Computer até A Moon Shaped Pool, o mais recente e mais um tremendo feito deles. O motivo pelo qual a técnica musical e a estética do Radiohead são magistrais reside no fato de que eles entendem as sutilezas da escrita, do arranjo e da gravação, assim como a importância de se posicionar culturalmente. Eles acreditam em sua música e fazem declarações através dela.'
Inspirado por esse texto, que li no blog da revista Grito, onde Renata Arruda complementa o incrível artigo  escrito por Pasquale D'Alessio para o site The Sound Conference (link aqui), resolvi publicar mais um show da atual turnê do Radiohead.
Incrível e inspirador.
Set list;
01. Burn The Witch (A Moon Shaped Pool, 2016)
02. Daydreaming (A Moon Shaped Pool, 2016)
03. Ful Stop (A Moon Shaped Pool, 2016)
04. 2 + 2 = 5 (Hail to the Thief, 2003)
05. Myxomatosis (Hail to the Thief, 2003)
06. Iron Lung (The Bends, 1995)
07. Climbing Up The Walls (OK Computer, 1997)
08. No Surprises (OK Computer, 1997)
09. Pyramid Song (Amnesiac, 2001)
10. Bloom (The King of Limbs, 2012)
11. Identikit (A Moon Shaped Pool, 2016)
12. The Numbers (A Moon Shaped Pool, 2016)
13. The Gloaming (Hail To The Thief, 2003)
14. Weird Fishes/Arpeggi (In Rainbows, 2009)
15. Everything in Its Right Place (Kid A, 2000)
16. Ideoteque (Kid A, 2000)
17. There There (Hail to the Thief, 2003)
18. Let Down (OK Computer, 1997)
19. Present Tense (A Moon Shaped Pool, 2016)
20. Paranoid Android (OK Computer, 1997)
21. Nude (In Rainbows, 2003)
22. Bodysnatchers (In Rainbows, 2003)
23. Street Spirit (Fade Out) (The Bends, 1995)
24. Karma Police (OK Computer, 1997)



Disco da Semana; 'Antics', Interpol (2004)

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Disco da Semana; 'Antics', Interpol (2004)

Como uma banda tão boa, tão única e tão inteligente continua com pouco reconhecimento com o público?

Sim, eles tinham tudo para ser o próximo 'next big thing'. Tá certo que o padrão de próximo cavalo de guerra alternativo mudou muito depois que a nova maior banda do mundo foi decretada. O Radiohead não causou o furor mercadológico que o Nirvana causou, então hoje em dia, a qualidade e a inventividade são fatores muito mais importantes. E o Interpol têm essas duas qualidades, aliadas a um ritmo, uma pegada e melodias arrasadoras.
Calma, quando falo em melodia não pense no chororó de um Coldplay, e sim no canto soturno de Ian Curtis, do Joy Division. Essa aliás, que deveria receber direitos autorais todas as vezes que eles tocassem.
Não que eles sejam uma cópia. Definitivamente, não são. A voz lembra muito, principalmente nas músicas mais retas e sincopadas, como 'Evil' 'Narc'. Uma angústia, um desespero controlado. Letras sentimentais e suicidas  narradas, contadas. Poucas bandas conseguem o efeito que eles conseguem. Dândis meticulosos, á procura da química mais destrutiva possível, seja ela num hospício (na abertura 'Next Exit') ou numa pista de dança roqueira (na fantástica 'Slow Hands', a melhor do disco).

Pouco pra convencer á ouvir e se empolgar? Bem, se depois de ouvir as cinco primeiras você não pegar o espírito, vêm 'Public Pervert' pra conquista-lo. Agora, se mesmo assim ainda não, ouça 'Slow Hands' com um estrobo nas fuças e depois me diga.
O que não dá pra entender é a comparação com Strokes. As pessoas falam das guitarras retas, como se fossem eles que a tivessem inventado. Na boa, Strokes é papo de mercado perto do Interpol. Um dia, talvez, sejam uma das maiores bandas cult de todos os tempos. 
Tracklist;


01. "Next Exit" – 3:20
02. "Evil" – 3:35
03. "NARC" – 4:07
04. "Take You on a Cruise" – 4:54
05. "Slow Hands" – 3:04
06. "Not Even Jail" – 5:46
07. "Public Pervert" – 4:40
08. "C'mere" – 3:11
09. "Length of Love" – 4:06
10. "A Time to Be So Small" – 4:50
 

Mais informações;

en.wikipedia.org/wiki/Interpol_(band)