Strange Names (Minneapolis, USA)

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Strange Names (Minneapolis, USA)

O Strange Names é uma daquelas bandas pra te animar quando a noite cai e o telefone não toca. Eles são um trio de Minneapolis especializado em um pop ensolarado e dançante. Uma pitada de Avant-Garde Nw Wave de XTC, B-52's e Talking Heads com o pop descartável de Human League e Pet Shop Boys.


Confira a página da banda no Soundcloud, que inclui todo o EP de estréia da banda, lançado esse ano.




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Discoteca Básica; 'A Love Supreme', John Coltrane (1965)

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Discoteca Básica; 'A Love Supreme', John Coltrane (1965) 


Eleito "disco do ano" pela crítica especializada quando lançado, em 64, consagrado hoje por jazz rappers (na coletânea Red, Hot & Cool), A Love Supreme, a obra-prima de John Williams Coltrane (1926-1967), ultrapassa os limites de seu estilo e tem uma sintonia extraordinária com os anos 90. Talvez por ser um exemplo raro de expressão da espiritualidade na música moderna, Coltrane permanece a grande referência de todo músico interessado em desenvolver as técnicas de improvisação e, com isso, expressar "algo mais" por meio de seu instrumento.
   
Nos anos 50, John Coltrane cruzou seu sax tenor sucessivamente com os trompetes de Dizzy Gillespie e Miles Davis e com o piano de Thelonius Monk.Com o primeiro aprendeu a lidar com influências musicais do resto do mundo.Com o segundo,chegou à perfeição formal de sua expressão,enquanto o terceiro ensinou-lhe a ousadia.
Além de gravar discos tão importantes quanto Kind Of Blue (com Miles em 59), Coltrane forjou uma técnica musical revolucionária que lhe permitiu explorar tonalidades nas escalas altas e desencadear avalanches de harmonias em níveis inéditos.

Fruto do trabalho de aprimoramento em conseguir alcançar estados de puro transe obsessivo, essa técnica de execução: 1) levou o instrumentista a tocar solos cada vez mais longos; 2) fez com que os músicos de seu conjunto tocassem simultaneamente linhas melódicas diferentes, o que acabou desembocando no free jazz, movimento do qual Coltrane foi mentor; 3) facilitou as combinações de sua música com as escalas orientais, as texturas sonoras e os ritmos vindos da Índia e da África.

Alternando o sax tenor e o soprano a partir de 60, na busca de um leque maior de cores, Coltrane alcançou a plenitude artística ao formar seu quarteto definitivo: Elvis Jones (bateria), McCoy Tyner(piano) e Jimmy Garrison(baixo),algo expresso nas quatro peças de A Love Supreme,onde mescla a energia do bop e a suavidade do cool. Os temas criam uma nova ordem modal,onde silêncio,texturas e moods valorizam-se numa estrutura aberta,livre. Coltrane administra o caos para instaurar uma dimensão cósmica. Trinta anos depois, as possibilidades do disco ainda estão para ser exploradas, quando o pop enfrenta um tremendo impasse criativo.   

Jean Yves de Neufville (Revista Bizz, edição 118,Maio de 1995)

Tracklist;

01 - Acknowledgement.mp3 00:00:00
02 - Resolution.mp3 00:07:43
03 - Pursuance.mp3 00:15:03
04 - Psalm.mp3 00:25:46
05 - Introduction By Andre Francis.mp3 00:32:49
06 - Acknowledgement (Live).mp3 00:34:03
07 - Resolution (Live).mp3 00:40:15
08 - Pursuance (Live).mp3 00:51:52
09 - Psalm (Live).mp3 01:13:23
10 - Resolution (Alt Take).mp3 01:22:12
11 - Resolution (Breakdown).mp3 01:29:37
12 - Acknowledgement (Alt Take).mp3 01:31:50
13 - Acknowledgement (Alt Take).mp3 01:41:00


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Desconstruindo o Pop! Playlist 84; 'Romantic and Squared'

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Desconstruindo o Pop! Playlist 84; 'Romantic and Squared'

Tracklist;

1. 'Broken', Should
2. 'Honey', Matthew Dear
3. 'The Shade', Metric
4. 'Romantic and Squared', The Aswering Machine
5. 'Drug', White Denin
6. 'But I Do Mind', Ace Bushy Striptease
7. 'Threads', Evans the Death
8. 'Milkman', EMA
9. 'Easy Easy', King Krule
10. 'The Pronographer', Parenthetical Girls
11. 'Money bags', Mr. Dream
12. Into the Trees', Still Corners
13. 'Go', Wildhouse
14. 'Oh! What Have You Done?', Twisted Wheel
15. 'Bedroom Eyes', Dum Dum Girls
16. 'Put the Days Away', Sun Airway
17. 'Under my Nose', Fucked Up
18. 'Leaves me Cold', Ceremony
19. 'Analog or Digital', Wildlife Control
20. 'Horizon', The Drift


Disco da Semana; 'Born In Echoes', The Chemical Brothers (2015)

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Disco da Semana; 'Born In Echoes', The Chemical Brothers (2015)


É admirável que mesmo 20 anos após o lançamento de Exit Planet Dust (1995), primeiro álbum de estúdio do duo The Chemical Brothers, Tom Rowlands e o parceiro Ed Simons ainda sejam capazes de manter a mesma proposta que apresentou o projeto: fazer o público dançar. Oitavo disco de inéditas da dupla original de Manchester, Inglaterra, Born in the Echoes (2015, Virgin / EMI), não apenas preserva a essência dançante das antigas composições, como expande ainda mais a fluidez enérgica das melodias e batidas.


Com 52 minutos de batidas firmes e bases psicodélicas, Born In The Echoes é uma obra que prende o ouvinte sem dificuldades. Do momento em que tem início Sometimes I Feel So Deserted, hipnótica faixa de abertura, Rowlands e Simons criam um verdadeiro cercado de temas e arranjos sedutores, prendendo o espectador com naturalidade até a derradeira e “compacta” Wide Open. A mesma coerência ressaltada no antecessor Further (2010), como o presente disco, um álbum feito para ser apreciado do começo ao fim.

Ao mesmo tempo em que mantém firme a composição dançante, ritmo eufórico e rico acervo de hits, efeito típico dos comerciais Push the Button (2005) e We Are the Night (2007), nítido é o interesse da dupla em construir faixas marcadas pelo experimento. Contrapondo o som pegajoso, pop, de músicas como Go, uma seleção de faixas planejadas aos moldes de EML Ritual. Verdadeira coleção de batidas tortas, sobreposições instáveis e constante quebra, a canção é apenas a ponta do iceberg reforçado por Reflexion, Radiate ou mesmo a própria faixa de abertura.




Repleto de boas parcerias, em Born In The Echoes, a dupla britânica resgata o mesmo espírito criativo do clássico Dig Your Own Hole (1997). Mais do que “simples vozes”, o time de convidados formado por Beck (Wide Open), Q-Tip (Go), Cate Le Bon (Born In The Echoes), Annie Erin Clark (Under Neon Lights) e Ali Love (EML Ritual) interfere diretamente na construção do disco. Enquanto Under Neon Lights soa como um remix torto do último álbum de St. Vincent, Wide Open converte o mesmo sofrimento explorado por Beck no álbum Morning Phase (2014) em algo dançante.

Longe do seleto time de convidados, o acerto da dupla inglesa parece ser ainda maior. Basta a inaugural Sometimes I Feel So Deserted para perceber isso. Em pouco mais de cinco minutos de duração da faixa, Rowlands e Simons são capazes de ir mais longe do que qualquer gigante da EDM nos últimos cinco anos. Uma atenta colagem de texturas, sintetizadores letárgicos e ruídos que bagunçam a cabeça do ouvinte. O mesmo acerto se repete em Reflexion. Faixa mais extensa do disco, a composição de quase oito minutos arrasta lentamente o espectador para um domínio de forma instáveis, distorções e batidas precisas, como um verdadeiro delírio transformado em música.

Explícito em uma rápida passagem da enérgica Go, com o novo álbum “não há tempo para descanso”. Parte de um cenário hoje dominado por novatos e conterrâneos como Disclosure, Jamie XX e Totally Enormous Extinct Dinosaurs, Born in the Echoes é a prova funcional de que a dupla The Chemical Brothers ainda mantém firme seu próprio espaço.

(http://miojoindie.com.br/disco-born-in-the-echoes-the-chemical-brothers/)

Tracklist;


01 Sometimes I Feel So Deserted 
02 Go [ft. Q-Tip]
03 Under Neon Lights [ft. St. Vincent]
04 EML Ritual [ft. Ali Love]
05 I’ll See You There 
06 Just Bang 
07 Reflexion 
08 Taste Of Honey 
09 Born In The Echoes [ft. Cate Le Bon]
10 Radiate 
11 Wide Open [ft. Beck]




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Música + Cinema; 'Cássia', de Paulo Henrique Fontenelle (Download)

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Música + Cinema; 'Cássia', de Paulo Henrique Fontenelle (Download)
Em determinado momento do documentário Cássia Eller, de Paulo Henrique Fontenelle, o entrevistado Oswaldo Montenegro diz o seguinte sobre a cantora, morta em 2001, aos 39 anos e no auge da carreira: “Cássia desimplicou o Brasil”. O filme faz mais do que repassar as polêmicas e recuperar as nostalgias dos hits e contextualiza a obra de uma artista que conseguiu não só trafegar entre vários estilos como tornou frágeis as barreiras que existem entre a MPB, o rock, o samba de raiz, o pop radiofônico e outras categorias estanques.
Cássia foi um fenômeno até hoje incomparável no pop nacional: começou como uma artista de musicais para depois despontar como uma voz feminina de personalidade dentro do rock brasileiro. De personalidade extremamente tímida e avessa a bajulações, se transformava no palco quase como se baixasse um espírito. Era seu principal modo de comunicação, tanto com o público, quanto com si mesma.
O documentário recupera momentos emblemáticos de Cássia no palco, como o show histórico no Rock In Rio onde tocou “Smell Like Teen Spirit” do Nirvana, até o famoso Acústico MTV, que a tornou uma estrela de primeira grandeza no pop nacional. Mas a maior força do filme são os arquivos esquecidos, recuperados de diversas fontes que mostram a cantora no início da carreira e em muquifos pelo interior, já famosa, onde tocava para pequenas plateias por puro prazer.


É um retrato honesto da cantora e vai além dos clichês alimentados sobre ela. Um olhar que revela uma personagem agressiva e feroz nos palcos e nos discos, mas frágil e delicada no cotidiano. Uma estrela que não conseguiu lidar com sua própria ascensão.



O filme não é brilhante em sua narrativa, mas constrói com delicadeza a evolução musical de Cássia ao passo em que relaciona com sua vida pessoal. Ajudou bastante o fato do apoio que o diretor teve da família da cantora, sobretudo seu filho, Chicão, hoje na casa dos 20 anos. “Lembro de jogar bola com ela, andando de skate. Eu já procurei, essas coisas vão surgindo das minhas conversas com minha mãe (Eugênia) sobre a história. Eu nunca procurei o passado da minha mãe, eu só sei porque ela é minha mãe, as pessoas me contam, perguntam certas coisas, nunca fui pesquisar, acho que não preciso”, lembra ele em um dos momentos mais emocionantes do longa.

Esposa de Cássia, com quem ela viveu por 14 anos, Maria Eugênia Vieira, é peça fundamental no documentário e traz detalhes importantes sobre momentos da carreira da cantora. É sua participação que leva o filme a um outro patamar além do batido “doc musical”, dando uma dimensão humana que engrandece o filme como um todo. Em determinado momento estamos vendo na tela um longa sobre direitos LGBT no Brasil ao reviver o processo que deu a guarda de Chicão para Maria Eugênia. Foi a primeira vez no Brasil que isso aconteceu no Brasil em um contexto de relação homo afetiva. “Cássia foi justa antes da justiça”, lembrou Maria Eugênia.
(http://revistaogrito.ne10.uol.com.br/page/blog/2015/01/29/critica-filme-cassia-eller-de-paulo-henrique-fontenelle/)

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A trilha.
Não foi lançada uma trilha sonora oficial para o documentário. Segue uma playlist com algumas canções que abrangem bem o trabalho de Cássia Eller.

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Peluché (Londres, Inglaterra)

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Peluché (Londres, Inglaterra)


Peluché iniciou os trabalhos há um ano e ainda não se sentem completamente formada. Há ainda uma sensação de frescor que só se tem quando as possibilidade estão em aberto. O interessante do trabalho delas é que as fontes, que navegam pelo final dos anos setenta e início dos oitenta, abrem uma série de opções e permitem que nada seja definitivo.

O som poderia ser definido como uma retomada anos noventa da música de vanguarda oitentista com um frescor pós-internet.

Os dois singles lançados até agora, 'Ohio/Cinnamon' e 'Sin' atiram para diversos lados e acertam em cheio. Um Luscious Jackson para a geração sem MTV.

Confira o novo single, 'The Guy With the Grammy Eye'




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https://www.facebook.com/pelucheband

Discoteca Básica; 'Rocks', Aerosmith (1976)

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Discoteca Básica; 'Rocks', Aerosmith (1976) 

O ano de 76 foi um divisor de águas no calendário do rock. Os primeiros acordes do punk marcaram a ruptura com o passado de um gênero que evoluiu além de suas medidas. Mas nem todos os grupos que surgiram no início da década ou antes, haviam virado dinossauros ou então trocado a rebeldia por aquelas soníferas progressões sinfônicas. 
Herdeiro direto do passado do Led Zeppelin e dos Rolling Stones, o Aerosmith estava disposto a manter viva a tradição, com sua orgia de rock/adrenalina unindo seus amplificadores envenenados a distorções nos últimos limites.

O grupo surgiu em 70, como o trio Chain Reaction, em New Hampshire, EUA. Era composto por Steven Tyler (que na época era o baterista), Joe Perry (guitarra) e Tom Hamilton (baixo). ComTyler assumindo os vocais e a adição de Brad Whitford (segunda quitarra) e de Joey Kramer (bateria), eles encontraram a formação definitiva, que foi modelar seu som numa base que unia rock, blues, country, rhythm'n'blues e funk.

A discografia deles começou um tanto tímida com um par de álbuns: "Aerosmith" (72) e "Get Your Wings" (74), ficando promissora com "Toys In The Attic" (75). Mas foi em 76 que eles gravaram o álbum fundamental para seu vôo rumo ao estrelato. Unindo violência com sedução em doses arrebatodoras, Rocks produziu um efeito devastador na época de seu lançamento. Um disco pesado, mas bem balançado. O Aerosmith somava ótimas passagens melódicas e um punch vindo da música funk à selvageria explícita dos riffs.

A faixa de abertura, "Back In The Saddle" (com sua introdução ritualística, culminada pelos relinchos das guitarras), assim com "Sich As A Dog" tornaram-se clássicos.


Impossível apontar uma só música em todo o álbum que não atraísse o ouvinte a uma emboscada sem fuga de rock'n'roll. A voz esganiçada de Steven Tyler sugeria o grito de ordem de um sumo-sacerdote, comandando uma espécie de festival de imolações, angústias e tensões fulminantes.

A entrada macia de " Last Child" ameaçava uma balada, mas o baixo demolidor de Tom Hamilton confiscava a melodia inicial para os domínios do funk rock. Guitarras aceleradas davam a partida para o ritmo de "Rats In The Cella". A festa seguia quando "Combination" irrompia em uma levada sensual, com vocais à beira do gozo. "Nobody's Fault" entrava com a fúria de um touro no meio da arena e - no climax - a voz de Tyler cuspia uma seqŸencia de versos encadeados.

As tensões aquietavam-se no boogie de "Get The Lead Out", mas era retomada na floresta elétrica de "Lick And A Promise". Para encerrar, "Home Tonight" era uma última e desesperada tentativa de balada - desta vez bem sucedida. O que era uma descarga incessante de energia acabava em uma dilacerante canção de amor.

Um disco que celebrava o tempo todo o espírito de rebeldia e diversão juvenis numa voltagem tão intensa não poderia ter outro nome. Com "Rocks", o Aerosmith conquistou a fama de grande banda e conseguiu a forma definitiva para um som que iria seduzir multidões nos anos seguintes. 

Eduardo Bastos (Revista Bizz, Edição 103,Fevereiro de 1994)

Tracklist;

1. Back in the Saddle 0:00
2. Last Child 4:40
3. Rats in the Cellar 8:07
4. Combination 12:11
5. Sick as a Dog 15:51
6. Nobody's Fault 20:03
7. Get the Lead Out 24:28
8. Lick and a Promise 28:11
9. Home Tonight 31:16



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