Desconstruindo o Pop! Playlist 40; 'There's an empty space inside my head...'

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Desconstruindo o Pop! Playlist 40; 'There's an empty space inside my head...'

Tracklist;

01. 'Song for Zula', Phosphorescent
02. 'Defriended', Beck
03. 'Unreal', Hebronix
04. 'Together', the XX
05. 'The Root', Kim Deal & Moran Negler
06. 'Lucid Dreams', TVSC
07. 'All I Know', Washed Out
08. 'You Still Believe In Me', The Beach Boys
09. 'Choose You', Cambriana
10. 'The Irish Keep Gate Crashing', The Thrills
11. 'Just Make it Stop', Low
12. 'Modes of Transport', Astrid
13. 'Purple, Yellow, Red and Blue', Portugal The Man
14. 'She's a Mover', Big Star
15. 'Horse Heaven', Robin Guthrie
16. 'Someone is Waiting', Neutral Milk Hotel
17. 'Wakin' on a Pretty Day', Kurt Vile
18. 'Go Lady Go', Mojave 3
19. 'Tomele Tomele', Hurtmold
20. 'Bushwick Blues', Delta Spirit


Música para sentir; 'I Want You', Marvin Gaye (1976)

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Música para sentir; 'I Want You', Marvin Gaye (1979)


Estar solitariamente acompanhado.
A solidão é a mais perfeita demonstração da busca sem resultado. Explico;
Busca-se companhia num sábado á noite, mas o que se consegue, é uma mesa cheia de gente que, nem sempre, entende o que você diz.
Busca-se entretenimento social (banda, amigos para ir no cinema, vícios em comum com alguém), e o que encontramos, é compaixão pelos necessitados psicologicamente.
Busca-se sexo, não, carinho... NÃAAO... toque, e o que se consegue é o constrangimento por termos tentado...
"Nossa, mas esse cara deve ser feio pra caramba... Chato, mala, que ninguém aguenta... Sem assunto, duro e sem perspectiva de melhora...". Não diria tudo isso, mas só de pensar á respeito, me torna sensível a coisas que passam despercebido pelos outros.
Por quanto tempo você aguenta ouvir uma mulher falando? Sim, porque ou você já não aguenta mais as abobrinhas, ou está apaixonado por ela... No mínimo, querendo arrancar a roupa dela ali mesmo, no bar... E é isso que acaba acontecendo... Aah, vai, nem com tanta frequência assim, mas, nesse ponto, isso não é uma reclamação. Triste, não é?
Psicologia de boteco, enfim. Mas existe outra que funcione? Você já ouviu uma música do Marvin Gaye, chamada "I Want You"? Bom, mais ou menos diz que querer alguém não significa o contrário, e que isso é triste, e que as pessoas deveriam compartilhar suas vidas com mais facilidade. "Eu te quero, mas eu quero que você me queira também... Assim como eu te quero...". E eu quero o mundo... Difícil, não...
Lembro-me que, á pouco tempo atrás, o mais bacana de se conseguir, era o sexo diferente, movido por instintos, escuro, intenso e singular. Passado esse tempo, tudo o que eu quero é algo real, claro e vivo...
Com alma, entende?
Isso existe?


Mais informações 

www.marvingayepage.net/

E no blog...

Discoteca Básica; 'What's Going On?', Marvin Gaye (1971)

Videodrome; 'Praise You', Fatboy Slim (1999)

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Videodrome; 'Praise You', Fatboy Slim (1999)

O veterano diretor de videoclips Nigel Dick teve um choque quando assistiu pela primeira vez ao video de “Praise You” dirigido por Spike Jonze. Acostumado a trabalhar com grandes orçamentos para os luxos dos Guns N ‘Roses, Dick sentiu que Jonze, fazendo vídeos de baixo orçamento como este, estava arruinando seus trabalhos. (Ele disse isso por amor, não por amargura). Mas mesmo que o custo de “Praise You” tenha sido menos de US $ 1.000, sua genialidade escondida não tem preço.
 
O fictício grupo de dança Torrance Comunity vai a um cinema da Califórnia e começa a dançar – inclusive Jonze, que também interpreta o líder do grupo sob o pseudônimo de Richard Koufey – na frente dos espectadores atordoados em pé na fila. Detalhe: as gravações ocorreram sem a autorização dos mesmos.

Nem todo mundo entende a piada. Um homem chega a desligar o som, ao ponto de Jonze / Koufey imediatamente saltar em cima e abraçá-lo de uma forma que teria feito os Irmãos Marx orgulhosos.

O MTV Video Music Awards concedeu os prêmios de melhor direção e vídeo. Porem, “Praise You” não ganhou para a categoria de Melhor Vídeo de Dança. O prêmio foi para o hoje esquecido vídeo de Ricky Martin de “Livin ‘la Vida Loca”.


 

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Disco da Semana; 'Songs of Innocence", U2 (2014)

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Disco da Semana; 'Songs of Innocence", U2 (2014)

Ame ou odeie...

O U2 é um ícone musical relevante mesmo em tempos que ícones músicais não fazem necessariamente música. Uma banda 'a moda antiga', de quatro caras atrás de melodias perfeitas. É claro que com o passar dos anos, elas vão rareando, e nesse novo trabalho de estúdio, 'Songs of Innocence', elas se tornaram quase que uma obsessão.

Sucedendo o artisticamente interessante e contextualmente esquecido 'No Line On The Horizon', de 2009, onde conceitos e singles não combinaram, esse álbum chamou para si uma responsabilidade que a própria banda tem certeza ser quase impossível de superar; Trazê-los para esse novo mundo contemporâneo da música Pop, sem deixá-los com cara de senhoras de meia idade cheias de botox no rosto.

O primeiro passo nessa tentativa foi deixarem seu famoso trio de produtores para trás e trazer sangue novo, exatamente como no injustiçadamente abandonado 'Pop', que quase matou a carreira da banda em 1997. No lugar de Brian Eno, Daniel Lanois e Steve Lillywhite, Bono e Cia. optaram inicialmente por Danger Mouse (Gnarls Barkley, Black Keys e Norah Jones) e, logo após, chamaram Paul Epsworth (Adele) e Ryan Tedder (todo o pop descartável americano da última década e vocalista da desprezível banda One Republic) para 'arredondar' o som, que nitidamente, está diferente nas duas canções lançadas pela banda no início do ano, 'Ordinary Love' e 'Invisible'. O resultado? Bem...

O disco acerta e erra. Há boas ideias e boas canções, algumas salvas pelos engenheiros de som Declan Gaffney e o parceiro de longa data Flood (que trabalha com a banda desde o álbum 'The Joshua Tree', de 1987), mas o excesso de produção e a vontade de ganhar dos seus discípulos no novo Rock de arena tornou o disco aceitável, porem esquecível. Bem, como a música Pop o é, afinal.

 
O disco é temático. Ou 'meta-temático', já que revisita as histórias da banda em suas letras. Temas relativamente batidos, já que há mais de trinta anos, ouvimos Bono falando dos atentados na Irlanda do Norte, da morte da mãe e do amor a sua esposa. Dessa vez, dá pra sentir uma (perdão no trocadilho) inocência perdida. Como quando se quer resgatar algo que há muito se foi. 

Mesmo quando quer ser mais desafiador, como na sua fase mais eletrônica e Europeia nos anos noventa, a chamada 'fórmula U2' está sempre lá; Os vocais grandiloquentes de Bono; a cozinha segura e simples de Larry e Adam; E os riffs climáticos de Edge. E as melhores faixas do disco são as que essas caractrísticas se apresentam mais; 'Raised by Wolves', 'Cedarwood Road', a dançante 'Volcano' e as antêmica 'Iris (Hold Me Close)' e 'Every Breaking Wave'. Até na semi-eletrônica e sexy 'Sleep Like a Baby Tonight' consegue fazer-nos lembrar de algo que sentimos falta. Outra boa surpresa é 'The Troubles', talvez o grande momento 'novidade' do disco, cantada em dueto com a sueca Lykke Li.

A grande questão que fica é que a banda, e em especial Bono, desistiu, pelo menos aparentemente, de se desafiar em termos de sonoridade e aceitou que o seu maior objetivo é se manter relevante, que em seus conceitos, significa estar ao lado dos artistas que formam o panteão da música Pop atual. Renovar seu público. Não há nada de errado nisso. Não há nenhum problema em querer que sua música faça sentido para todas as idades. Manter velhos fãs e ganhar novos é a essência da música e o que mantêm muitos artistas vivos. Mas é, nessa altura da carreira, necessário?

É admirável que eles ainda queiram briga. Que ainda aguentem alguns socos. Mas sabemos que o público hoje é outro e alguns dos truques não podem ser simplesmente repetidos. É curioso pelo menos assistir a autoproclamada 'maior banda do mundo' ainda colocar seu coração e sua reputação em um punhado de canções Pop ao invés de simplesmente aceitar seu papel como atração de estádios, repetindo sucessos usando a nova tecnologia do momento como cenário. O que, no final das contas, é o que eles irão fazer nos próximos dois anos. Confesso que preferia vê-los simplesmente aceitando o envelhecimento e se divertindo com a coisa toda, como Bruce Springsteen, Elvis Costello ou até o Pearl Jam fazem.

O que fica desse trabalho, que deve sucedido por um disco-irmão, 'Songs of Experience' até o ano que vêm, é que o U2 ainda sabe fazer um disco divertido, pessoal e com canções com potencial para fazerem sentido em grandes arenas. E é isso que, em diferentes níveis, eles sempre fizeram.

Afinal, ame ou odeie.

Tracklist

01. 'The Miracle (Of Joey Ramone)'
02. 'Every Breaking Wave'
03. 'California (There Is No End To Love)'
04. 'Song for Someone'
05. 'Iris (Hold Me Close)'
06. 'Volcano'
07. 'Raised by Wolves'
08. 'Cedarwood Road'
09. 'Sleep Like a Baby Tonight'
10. 'This Is Where You Can Reach Me Now'
11. 'The Troubles'


Mais informações; 

 en.wikipedia.org/wiki/Songs_of_Innocence_(album)

John Paul Keith (Knoxville, Tennessee)

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 John Paul Keith (Knoxville, Tennessee)

O cantor e compositor John Paul Keith tem uma inclinação em direção ao pop/rock vintage de sotaque sulista. Um nativo de Knoxville, Tennessee, Keith cresceu cantando na igreja, aprendeu a tocar violão aos dez anos e herdou o amor pelo rock e blues artistas clássicos como Chuck Berry e BB King de seu pai, que era motorista de caminhão. Na adolescência, Keith era um membro do Vice Rays, banda underground de Alt-Country, mas deixou a banda para seguir carreira solo. 

Migrando para Nashville, berço do Country americano, lançou em 2009 seu álbum de estréia, 'Spills and Thrills', que recebeu significativos elogios da crítica, mas não foi obviamente um sucesso comercial. Por seu estilo, recebeu comparações com gente grande, como Buddy Holly, Creedence Clearwater Revival e Booker T . & the MGs. Migrou novamente, desta vez para Memphis, onde fincou novas raízes e desenvolveu mais dois álbuns. O mais recente,  'Memphis Circa 3AM', de 2013, é sensacional. Garageiro e melódico ao mesmo tempo. Viciante. 

Confira a sua página no Soundcloud e alguns links pra mergulhar no som do cara.

Discoteca Básica; 'Samba Esquema Novo', Jorge Ben (1963)

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Discoteca Básica; 'Samba Esquema Novo', Jorge Ben (1963)

O Brasil do início dos anos 60 era um país de grande efervescência cultural, onde o folclore e as artes populares não haviam ainda sido condicionados em frascos de formol e serviam de matéria-prima para as novas gerações. Nesse caldeirão quente cabiam tanto a reinvenção do samba, com a bossa nova, quanto os primórdios da sensibilidade pop e rock'n'roll da jovem guarda. E durante décadas estes extremos - na época, ideologicamente inconciliáveis - só se tocaram na música de Jorge Ben.

De nobre linhagem etíope, e musicalidade maturada na noite carioca, Jorge Ben trouxe para o samba pós-bossa um novo violão - tão original quanto o de João Gilberto. Foram os dois, aliás, mais Tom Jobim, os grandes artesãos do "samba híbrido", sincrético, desfolclorizado. Em comparação com a minuciosa dissecação harmônica de João Gilberto, o violão de Jorge Ben também fazia a festa nas síncopes e contratempos. A diferença estava justamente nesta costura: o bordão injetou tanto veneno rítmico que acabou dispensando qualquer tipo de contrabaixo para as gravações. A voz de Jorge recebe apenas um sedoso colchão formado por uma bateria mezzo jazzy, encorpada com chocalhos e tamborins e entrecortada por ocasionais frases de piano e do naipe de metais - além, claro, do violão alquímico de Ben.

Quando Samba Esquema Novo foi para as lojas, a fissura já estava devidamente instalada pelo sucesso do compacto que o antecedem: "Mas, Que Nada!", e "Chove Chuvaa". Tamanho impacto que dois anos depois Jorge estava nos EUA, desfrutando o status de hitmaker, ainda que através das pasteurizadíssimas versões de Sérgio Mendes para estas duas canções.


"Mas,Que Nada!" abre o disco embalando um êxtase de longos melismas para, no final, entrar em órbita com o scat singing. Nesse tipo de alucinação vocal - e em suas particularíssimas letras - Jorge Ben deu um salto poético enorme. Espécie de novo Noel Rosa, mandou para o espaço preciosismos, parnasianos, concretismos e entronizou uma fusão da gíria e da prosa malandra de esquina com um vocabulário próprio. Palavras como "saiubá" e "sacundin" talvez não signifiquem nada, mas moduladas melódica e ritmicamente podem explicar para nossos Olavos Bilac niu-uêive-pós-pânqui a fundamental diferença entre versos para ler e versos para cantar. "Por Causa De Você, Menina", que seria seu terceiro hit, radicaliza essa prosa intergalática ao pronunciar: "Voxê passa e não me olha! mas eu olho prá voxê".

Ao longo da década, enquanto João Gilberto isolava-se cada vez mais no resgate e copydesk dos anos dourados da MPB, Jorge Ben soltava todas as amarras para experimentar. Retomando dos EUA, encostou o violão e passou a tocar uma guitarra elétrica - só por essa foi expulso do pseudo-refinado, pseudo-revolucionário O Fino Da Bossa. Jorge foi jogar no time adversário, num outro programa chamado Jovem Guarda. O resultado dessa associação - o LP Bidú Silêncio no Brooklin (sic), de 67 - merece ser ouvido: tem baião psicodélico, muita eletricidade e efeitos de gravação de fazer inveja aos californianos da época. Daí para a confraria tropicalista foi um pequeno pulo, sinalizando uma safra sensacional que amarra o final dos anos 60 ao final dos 70. Basta citar "Que Pena", "Que Maravilha", "Charles Anjo 45" (talvez seu magun opus), "País Tropical", "Fio Maravilha" e '' Taj Mahal". Mesmo na década de 80, o alquimista entrou de sola com discos pioneiros na utilização de samplers - Dádiva (83) e Sonsual (84). O que veio depois não está à altura, infelizmente. Mas quem se arrisca a prever o que ainda vem por aí?


José Augusto Lemos (Revista Bizz
Edição 62,Setembro de 1990) 

Curiosidade; Foi em 1989, que ele mudou o nome artístico de Jorge Ben para Jorge Benjor, logo depois alterado para Jorge Ben Jor. Na época, foi dito que a mudança teria sido provocada pela numerologia, mas o mais plausível é que tenha ocorrido para evitar confusões com o músico americano George Benson, Jorge Bem estava começando a se tornar muito conhecido nos Estados Unidos na época. Com importância na música brasileira Jorge Bem incorpora elementos novos na suingue e na maneira de tocar violão, trazendo muito Rock,Soul e Funk Norte-americano e ainda com influencia Árabes e Africanas, que vieram através de sua mãe nascida na Etiópia.

Tracklist;

1 Mas, Que Nada 0:00
2 Tim, Dom, Dom 3:02
3 Balança Pema 05:23
4 Vem, Morena, Vem 6:53
5 Chove, Chuva 8:52
6 É Só Sambar 11:59
7 Rosa, Menina Rosa 14:05
8 Quero Esquecer Você 16:21
9 Uala, Ualala 18:43
10 A Tamba 20:52
11 Menina Bonita Não Chora 23:57
12 Por Causa de Você, Menina 26:05

Descontruindo o Pop! Playlist 39; 'If I'm to be your camera, then who will be your face'

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Descontruindo o Pop! Playlist 39; 'If I'm to be your camera, then who will be your face';

Tracklist;

01. 'I'm Aquarius', Metronomy
02. 'Digital Witness', St. Vincent
03. 'Fall In Love', Phantogram
04. 'Camera', R.E.M.
05. 'Nobody Asked Me (If I Was Okay)', Sky Ferreira
06. 'Man', Neko Case
07. 'Colours To Life', Temples
08. 'Me, You and Jackie Mittoo', Superchunk
09. 'Blue Eyed Hexe', Pixies
10. 'Paper Hearts', The Airplanes
11. 'Touchdown', Hurricane #1
12. 'Dressed in Dresden', The Hundred In The Hands
13. 'Born in a UFO', David Bowie
14. 'Swan Dive', Waxahatchee
15. 'He Gets Me High' Dum Dum Girls
16. 'You Forgot my Name', The Lollipops
17. 'Rumours', Exclamation Pony
18. 'Avant Gardener', Courtney Barnett
19. 'Sleigh Ride', Fuzz
20. 'Diamond Sea', Sonic Youth