As Favoritas de... Kevin Parker (Tame Impala)

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As Favoritas de... Kevin Parker (Tame Impala)

O Tame Impala é uma das poucas bandas nascidas pós-2010 que realmente importam e, por trás de tudo, está Kevin Parker, guitarrista, vocalista e cérebro da banda.

Nesta lista, ele cita várias surpresas, como Michael Jackson, como a primeira música que ouviu na vida, Silverchair, banda de pós-grunge que, segundo ele, o fez querer fazer música e Odd Future, banda de Hip-Hop que ele define como o último grande disco que ouviu.

Se quiser conferir os textos originais em Inglês, clique aqui.

Nessa playlist, reunimos todas as faixas citadas além da versões originais de algumas covers que a banda já fez. Confira!

Tracklist;

01. 'Smooth Criminal', Michael Jackson
02. 'Sleepwalk', The Shadows
03. 'Freak', Silverchair
04. 'Sunshine of Your Love', Cream
05. 'Cherry Blossom Girl', Air
06. 'Ballade de Melody Nelson', Serge Gainsbourg & Jane Birkin
07. 'Analog 2', Odd Future
08. 'Are You a Hypnotist?', The Flaming LIps
09 'Remember Me', Blue Boy
10. 'Prototype', Outkast
11. 'That's All For Everyone', Fleetwood Mac
12. 'Stranger In Moscow', Michael Jackson
13. 'Silver Trembling Hands', The Flaming Lips 


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Música para sentir; 'High Fidelity', Elvis Costello (1980)

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Música para sentir; 'High Fidelity', Elvis Costello (1980)

Num relacionamento, quando nos sentimos seguros, estamos sempre na beirada das coisas, quase explodindo.
Nunca, nada, pode dar errado, falhar, esquecer. Mulheres e homens (não 'formados', é verdade), são coisas extremamente engraçadas: olhe, mas não coma... Coma, mas não goste... Goste, mas não acostume!
É a piada do século, ficamos numa enrascada, nos equilibrando numa corda muito curta que não dá pra lugar nenhum, enquanto tentamos apenas ser felizes.
Por que então, não acabamos com a graça da coisa logo de uma vez e vivemos como pessoas mais simples e justas? Não, não podemos nos acostumar com a ideia da falta de desafio... Até nisso? Meu Deus...
Relacionamento humano inter sexual não é uma merda de um jogo! Por que então fazemos isso conosco, será que é tudo uma válvula de escape para nos sentirmos importantes? (quando na verdade, somos apenas insignificantes...). Ou será que gostamos dos nossos egos de tal maneira que precisamos mantê-lo atado a uma sensação de rejeição e infelicidade para podermos não virar Michael Jackson dos sentimentos?
Bem, eu trato nesses textos, homens e mulheres da mesma maneira, porque separar? Estamos nisso tudo juntos, nos fodemos (literalmente, também...) juntos... Então, as coisas têm que ser resolvidas de uma maneira, ao menos, feliz.
A sensação da felicidade simples é melhor que a da interminável... Por que insistimos em sentir ela então? Seja todos infelizes miseráveis!!!!!!!
Mas pelos menos, não se tratem em diminutivos pelo telefone... Por favor.

 

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http://en.wikipedia.org/wiki/Get_Happy!!_%28Elvis_Costello_album%29

Discoteca Básica; 'The Slider', T.Rex (1972)

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Discoteca Básica; 'The Slider', T.Rex (1972)

No dia 16 de setembro de 1977, às cinco da manhã, Marc Bolan morria num acidente automobilístico, em Londres. Estava prestes a completar 31 anos e foi uma imensa perda para o meio musical, dada a influência que exerceu (e continua exercendo) sobre várias tendências do pop contemporâneo. Como profeta-mor do glitter, Bolan tornou-se um caso à parte no universo do rock, com sua voz manhosa e anasalada junto a uma incrível capacidade de conceber canções repletas de calafrios e sensibilidade em carne viva.

A princípio integrado ao movimento mod, Bolan lançou dois compactos solo, sem maiores conseqüências, antes de se reunir ao grupo John's Children, nos idos de 1967. No ano seguinte, formaria o Tyrannosaurus Rex, ao lado do vocalista/multi-instrumentista Steve Peregrine Took. Nesta fase inicial - que se estendeu até o início de 1970 - as composições de Bolan eram verdadeiras viagens, calcadas em devaneios intimistas ao som de flutuantes violões e percussão com tendências orientalistas. Um peculiar som lisérgico, que foi registrado em seus quatro primeiros álbuns.

Com a substituição de Peregrine por Mickey Finn e a redução do nome simplesmente para T. Rex, o grupo debutou com álbum homônimo lançado em dezembro de 1970, que marcava nova guinada na carreira de Bolan. As nuances psicodélicas tornaram-se apenas um tempero a mais numa receita aparentemente simples, mas de uma eficiência a toda prova, que incluía também boogie, rhythm'n'blues e hard rock.
 
 
 O LP seguinte, "Eletric Warrior" (1971), fez explodir na Inglaterra o termo gliter rock, estilo pelo qual o T. Rex foi o maior responsável e, por que não, seu mais significativo expoente. O glitter consistiu em fundir o cósmico com um paraíso de cosméticos, na exacerbação da cor (paetês e purpurina em primeiro plano), na construção da imagem, em um teatro existencial decorado pôr afetações, sacarmos e certa dose de romantismo. Este estilo, também chamado de glam rock, seria consolidado de forma definitiva por Bolan no LP seguinte do T. Rex, "The Slider".

Lançado originalmente em julho de 1972, o disco foi gravado em Paris e Copenhague com produção de Tony Visconti (que também vinha trabalhando com David Bowie, a quem apresentado pelo próprio Bolan). Acompanhado pela bateria de Bill legend, o baixo de Steve Currie, os backing vocais afetadíssimos dos ex-Turtles Howard Kaylan e Mark Volmah, além da percussão e vocais de Finn, a voz penetrante e a guitarra psicoespacial de Bolan conduziram aqui algumas das mais marcantes canções de toda a sua carreira. Verdadeiros hinos glitter como a arrepiante "Metal Guru" (com sutis intervenções de cordas arranjadas por Visconti), a faixa-título (uma boogie ballad imersa em tristeza e escapismo) e "Telegram Sam" (posteriormente regravada pelo Bauhaus). Outras músicas memoráveis eram aclimatadas em narcotizantes inflexões de boogie - como "Rock On", "Baby Boomerang" e "Baby Strange", o lado mais dançante do T.Rex - junto às incursões pelo heavy metal de "Buick Mackane" e "Chariot Choogle".

Mais encantos podiam ser encontrados em baladas com atmosferas espaciais como "Mystic Lady", "Spaceball Ricochet" e a pungente "Ballrooms of Mars", na qual eram citados John Lenon, Bob Dylan e Alan Freed (O DJ que lançou Chuck Berry, em troca da co-autoria de "Maybellene"). E também nos delicados climas bluesísticos de "Rabbit Fighter" e na lisergia folk de "Main Man". Um álbum único, que se tornou a principal obra-prima de glitter.


Fernando Naporano (Revista Bizz edição 56, Março de 1990)

Curiosidade;  'The Slider' foi remasterizado em 1994, com uma série de faixas bônus e continha versões alternativas e sessões de rádio. Em 2002, uma edição deluxe dessa remasterização foi lançada com mais gravações inéditas. Em 2010, o disco foi novamente remasterizado e relançado e relançado, juntando o material das duas edições anteriores.
 
Tracklist (Edição Deluxe de 2002, clique no atalho para ir direto a faixa)
 
1.Metal Guru
2.Mystic Lady [
02:30]
3.Rock On [
05:44]
4.The Slider [
09:10]
5.Baby Boomerang [
12:33]
6.Spaceball Ricochet [
14:49]
7.Buick Mackane [
18:25]
8.Telegram Sam [
22:00]
9.Rabbit Fighter [
25:45]
10.Baby Strange [
29:41]
11.Ballrooms of Mars [
32:47]
12.Chariot Choogle [
36:54]
13.Main Man [
39:40]
Bonus Tracks
14.Cadilac [
44:00]
15.Thunderwing [
47:53]
16.Lady [
51:40]
17.Metal Guru [
53:52]
18.Mystic Lady [
56:25]
19.Rock On [
59:47]
20.The Slider [
1:03:24]
21.Thunderwing [
1:06:53]
22.Spaceball Ricochet [
1:09:51]
23.Buick Mackane [
1:13:35]
24.Telegram Sam [
1:17:24]
25.Rabbit Fighter [
1:19:54]
26.Baby Strange [
1:23:56]
27.Ballrooms of Mars [
1:26:57]
28.Cadillac [
1:31:10]
29.Main Man [
1:34:41]
30.Lady [
1:40:48]
31.Sunken Rags [
1:42:50]
 
 
 
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Desconstruindo o Pop! Playlist 41; 'Despite all my rage...'

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Desconstruindo o Pop! Playlist 41; 'Despite all my rage...'

Tracklist

01. 'Getaways', Big Talk
02. 'Adult Diversion', Alvvays
03. 'Arise Watch', Buffalo Tom
04. 'Where'd All The Time Go?', Dr. Dog
05. 'Anna', The Cribs
06. 'By Your Hand', Los Campesinos!
07. 'Keep Time', Gauntlet Hair
08. 'Bite The Bullet', Little Majorette
09. 'Bizness', Tune Yards
10. 'Long Boat Pass', Tennis
11. 'Bobby', Butcher The Bar
12. 'Austere', The Joy Formidable
13. 'Sleep For You', Nikki Lane
14. 'Flying Blind', Mannequin Men
15. 'Keep The Horse', Las Kellies
16. 'Then It's White', The Field
17. 'Babies Don't Like Blue Anymore', Yukon Blonde
18. 'Winterlong', Neil Young
19. 'Five Little Sluts', Avi Buffalo
20. 'Pink Rabbits' (Live At Studio), The National

Música + Cinema; 'Some Kind of Monster', Metallica (2004) (Download Torrent)

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Música + Cinema; 'Some Kind of Monster', Metallica (2004) (Download Torrent)

Dirigido por Joe Berlinger

Em um determinado episódio da série de desenhos The Simpsons, os personagens participavam de um concurso chamado How Low You Can Go, algo como "Quão baixo você pode ir". Não era uma exibição do melhor de cada um, mas do seu pior, do mais grotesco que cada pessoa podia fazer. Com Some Kind of Monster, o Metallica dá uma credencial de backstage para o público, mas também revela ser uma banda heavy metal nos níveis psicológico e pessoal.  

O período abordado pelo documentário - da saída de Jason Newsted até os primeiros shows de lançamento de St. Anger - é o mais sombrio da carreira do grupo, mais delicado inclusive que a morte de Cliff Burton em 1986. Se lá era o auge do Alcoholica, observamos o nascimento do PsicologA. Toda a tensão acumulada em anos de estrada, bebida e música explode quando o processo de composição muda. Saem as letras de James Hetfield e entram versos produzidos coletivamente. É o estopim que quebra mais ainda a banda por dentro e o documentário capta a cena da explosão maior: Jaymz sai do estúdio, bate a porta e vai parar em uma clínica de reabilitação por longos meses.

Com um dos cérebros da banda desconectado do mundo, resta a Lars Ulrich e Kirk Hammett pensar não só o Metallica, mas também as suas vidas. Se Kirk está tranqüilo - e muitas vezes diz que as coisas vão acontecer, os problemas serão solucionados, numa visão um pouco Poliana versão metal -, Lars sofre as conseqüências da sua postura de rockstar... as críticas por investir em arte, a dor de ver Jason Newsted tocar e pagar para ter todo o staff de roadies do Metallica para o desconhecido Echobrain enquanto o Metallica não tem rumo e, principalmente, todo o eco do caso Napster. Esse episódio poderia ser melhor abordado, mas o documentário arrisca e até mostra o clássico cartoon "Money Good, Napster Bad". É o retrato perfeito de uma banda de metal rachada, tão rachada que até os fãs começam a abandonar.

 
A figura do psiquiatra Phil Towle revela a sua importância na volta de Hetfield. Peça-chave para a gravação do disco, ao passo que serve para conduzir e evitar novos atritos entre a banda, deixa-se levar pelo ritmo e chega a ser alvo de piadas sobre a sua presença nas gravações. Como diz Nietzsche, quando você olha muito pro abismo, o abismo olha pra você. Além disso, o eterno líder do Alcoholica admite que a presença de Phil foi como ter um novo pai na sua vida. E, mesmo que seja uma propaganda de bom moço, ver uma pessoa trocar a caça de ursos na Rússia por mais tempo com a sua família já é uma atitude louvável.

Em vários momentos, Lars e James criticam toda a fama, todo mainstream agregado ao Metallica nos últimos anos. Também pudera, não é fácil ser líder no metal, líder no rock em si, ter baladas tocando em rádios românticas e ainda tentar seguir o seu fluxo natural de criação. O fardo da fama pesou nos ombros e a própria saída de Jason revela isso no começo do documentário. Quando alguém tenta respirar fora do grupo os outros naturalmente o criticam - sendo que a postura despojada de Jason é o sonho dos que ficaram.

Bob Rock, alvo de boa parte das críticas pós-black álbum, aparece como um produtor/amigo de Lars, que sabe o que deve fazer para continuar com a banda. Cada vez mais, aparece como um membro "não- oficial" da banda, situação que não é do agrado de Hetfield. Fica no ar a pergunta "será que a presença de Bob Rock faz bem pro Metallica?".

O barco vira quando a banda entra em sintonia, quando os egos - brilhante a cena sobre os solos de guitarra - entendem que só vai existir Metallica se houver tolerância e, principalmente, capacidade de reconhecer e dar o braço a torcer. James consegue uma proeza, que é aceitar que outros escrevam letras - mesmo que elas fiquem uma bela coleção de fucks. A letra de Sweet Amber não só mostra que a banda não gosta de algumas coisas do estrelato, mas ainda mantém um pouco do sarcasmo de outrora.


 Essa virada de jogo chega ao auge na escolha do novo baixista. Se o clima parece não fluir na sessão com os fãs, a motivação por encontrar alguém para preencher o posto que Bob Rock esquentou dá fôlego para o trio. É nítida a superioridade de Robert Trujillo na disputa com os outros. Os candidatos todos tinham os seus méritos, mas o "ogro" do Suicidal Tendencies encaixa fácil na trupe, pena que Battery não aparece na íntegra. Ele ainda mantém a força no baixo, pois mesmo o saudoso Cliff Burton e Jason eram os mais elétricos no palco.

Outros pontos interessantes da jornada são as referências aos atritos presentes no passado, em um interessante resgate das gravações do Black Album. A cena faz você ter vontade de rever A Year and a Half in a Life of Metallica, outro bom vídeo da banda. Some Kind of Monster também prova que o Metallica, seja fazendo marketing ou descargo de consciência, sabe fazer vídeos (não falo de clipes). Live Sh*t, Cunning Stunts e S&M acompanham bem esse fluxo.

Mas o melhor momento do filme é protagonizado por Dave Mustaine. Outrora alcoólatra, foi expulso da banda em 1982 e montou o Megadeth por vingança e recalque. O sentimento, que já fora mostrado no especial do Megadeth para o canal norte-americano VH1 e lançado em DVD por aqui com o nome do programa (Behind the Music), faz com que o bad boy revele ser um cordeiro que até hoje reclama estar fora do rebanho, a eterna mágoa de estar fora do clubinho. O desejo de voltar ao passado e receber um convite para o Alcoólicos Anônimos e não a expulsão da banda, junto da frase de novela "você não sabe o que eu passei nestes anos", coloca Mustaine no seu devido posto de falastrão do metal.

Some Kind of Monster é um grande ajuste de contas do Metallica com seus fãs. Talvez mais interessante para quem conhece o som, é um belo documentário sobre como os rockstars ficam velhos e reagem às pressões do meio. É preciso estar com a cabeça aberta para ver e também pensar sobre todo o "mondo Metallico". Se o Spinal Tap (e o Massacration também, de um jeito brasileiro) é a piada do metal - não compreendida por todos -, o filme é o oposto, o mais denso drama do gênero musical. Basta ver a cena de Lars gritando FUCK na cara de James para ver o clima de chuvas e trovoadas entre eles. Mais de 1200 horas de gravação por mais de um ano afastam esse vídeo de outras produções como The Osbournes.


Chamado por alguns de Psicológica, a obra dá novos tons ao turbulento St. Anger, mas ainda não o salva da nota 7 e da bateria à lá tambor de lixo. As quase duas horas de filme mostram que fazer este CD foi uma prova de fogo para a banda. Quem olha e ainda acredita na banda fica com uma esperança de dias melhores, que contagia até quem pelo menos espera alguma música decente do quarteto. Sobreviver após este inferno indica que o Metallica tem mais força do que imagina, basta apenas voltar a pensar como seres que erram e que precisam aceitar os outros para continuar em frente. Olhe a banda rindo do comercial para a rádio e tire as suas conclusões. Pessoalmente, acho que ainda há música pela frente.

O ponto negativo fica na abordagem um pouco branda de Kirk e, principalmente Lars. James ganha o status de bebum oficial do grupo, ofuscando boa parte da fama dos outros amigos - que também já enfrentaram problemas semelhantes. As drogas fazem parte do universo rock and roll e talvez faltou à dupla Joe Berlinger e Bruce Sinofsky mexer mais nesse ponto. Apesar disso, o saldo é altamente positivo, pena que não passou nos cinemas por aqui.


O Trailer;


Download;

Áudio: Inglês /
Legenda: Português Qualidade: BRrip - Tamanho: 532MB / 1.36 Formato: RMVB / AVI Qualidade do Video: 10 / Qualidade do Áudio: 10 
Download direto; RMVB legendado: Uploaded - Download – Hulkfile - Download

Download via Torrent; AVI + Legenda: TorrentLegenda


 A Trilha sonora;

Um EP foi lançado como single da faixa, que pertence ao álbum 'Death Magnetic' com algumas faixas ao vivo para completar a trilha. Confira o tracklist;
1. Some Kind of Monster
2. The Four Horsemen (live)
3. Damage Inc. (live)
4. Leper Messiah (live)
5. Motorbreath (lve)
6. Ride the Lightning (live)
7. Hit the Lights (live)
8. Some Kind of Monster (edit)


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Disco da Semana; '4', Los Hermanos (2005)

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Disco da Semana; '4', Los Hermanos (2005)
O Los Hermanos chegaram ao quarto disco sendo chamada de 'a melhor banda do Brasil'. Será? Nesse quarto disco, a banda corre em direções opostas. Ou seja, Amarante e Camelo não falam mais a mesma língua.
Em '4', a banda defende com unhas e dentes a MPB em detrimento do rock. Obviamente, Marcelo Camelo, vocalista, guitarrista e principal voz dos Hermanos é quem dita essa rédea. Já na primeira, 'Dois barcos', o disco já mostra seu lado 'velho'. Lenta... Progressiva... MPB DEMAIS pro meu gosto...
Não que isso seja um problema, mas é esquisito pensar nessa pressa de chegar a um nível estranho. é um disco difícil logo na primeira faixa. 
Mas vamos pra segunda.
Bom, daí entra a velha e boa salvação da lavoura. Se na primeira faixa o disco navega pelo incerto, em 'Primeiro andar' vemos a trilha se retomar; a LINDÍSSIMA faixa é de, como de costume, Rodrigo Amarante, o barbudo ruivo responsável pela segunda guitarra e pela alma desordenada do quarteto. Letras desconexas, melodias perfeitas... Ele é tudo do que a banda precisa. É o que traz o som para o lugar certo. É até difícil comparar os dois compositores principais nesse disco; Se antes, Camelo respondia a Amarante com uma 'O vencedor', ou uma 'Adeus você', agora a resposta é 'Fez-se mar', uma bossa nova á moda antiga. Triste, cadenciada, baiana, Caymmi! Nunca pensei que escreveria isso, mas Camelo está envelheçendo rápido demais. Sim, a música é linda, perfeita para um namoro riponga. Ele definitivamente, negou-se a escrever canções fáceis, no sentido popular, e prefere a 'high-class'. Não duvidei muito ao vê-lo com um banquinho tocando numa casa chique qualquer.
E lá vamos pra outra delícia de Amarante. 'Paquetá' e seu ritmo salsa. Sua letra trôpega e bela. Lembra um pouco 'Retrato pra Iá-Iá', do 'Bloco do Eu Sozinho'. A cada audição do disco, todas as faixas que ficam na cabeça, que causam emoção, são as do ruivo. Uma competição implícita, que na minha opinião já está em dois a zero antes dos quinze do primeiro tempo.

'Os pássaros', outra de Amarante. Lenta, emocional. Meio praiana. Como lí numa matéria sobre a banda, esse é um disco perfeito pra se ouvir na praia quando está chovendo. É a mais pura tradução. Um dia de tédio entre amigos. É um disco extremamente alternativo, mas usa de todos os artefatos mais fáceis da música brasileira. Dicotomias interessantes e, ao meu ver, nada casuais.
Sexta faixa e Marcelo Camelo resolve fazer um pop. 'Morena' é deliciosa, assim como 'Samba á dois' do disco anterior, o perfeito 'Ventura'. Que aliás marca oma grande mudança em relação a este; Não ouvimos os sopros tão marcados pelo disco anterior. E apesar de sempre lindos, até agora, não fizeram falta nessa orquestra da simplicidade. Engraçado que, mais uma vez citando, a única coisa comparável a eles são seus próprios discos.
Começa o 'lado b' do disco. 'O vento', uma das melhores, é, de novo, de Amarante, numa letra inspiradíssia;'Como pode alguém sonhar o que é impossível saber... Não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer'. Meio 60's. E outra frase da música resume um pouco as faixas de Camelo; 'Se a gente não sabe mais rir um do outro, meu bem, então só nos resta chorar'...
E depois dessa pepita preciosa, 'Horizonte distante' é de chorar mesmo. A pior faixa da banda. Um rock errado. Grosso, sem pegada. De letra e vocal horrível. Camelo não sabe mais sorrir.
Ufa! Demorou pra acabar. Realmente um pesadelo pensar se Camelo tomar 100% das rédeas para si. Só de ouvir a boba e singela 'Condicional' (cantada adivinhem por quem?), já esqueçemos o deslize da anterior. Lembra bastante 'Do Sétimo andar'. Mais uma letra linda e despretensiosa; 'Quis nunca te ganhar, tanto que forjei asas em teus pés'...
'Sapato novo' é linda. Convencionalmente linda. Pode escrever que será gravada por alguma diva da MPB. Uma puta letra romântica. Uma samba-canção quase cinematográfica. Triste é pouco para essa música que, na minha humilde opinião, é tão bem feita quanto qualquer uma de Tom Jobim. Podem tacar pedras... E se aqui ele se redime facilmente de 'Horizonte Distante', na próxima, 'Pois é', ele já convence do grande disco que fez. É a volta daquele compositor intenso de 'Ventura'. É arrastada, sim, mas é aquele arrastado 'Emo' de um Sunny Day Real Estate. O tipo de música que me fez gostar da banda em primeiro lugar.
'É de lágrima' é o perfeito fechamento de um disco como esse. Melancólica e velha. Silenciosa. Uma beleza apática. A mistura dos dois opostos propostos nesse disco. Uma letra ruim. Uma melodia lacônica. E um instrumental lindo. E isso é '4'. Jóia rara e de difícil compreensão. Maduro até demais.
Tão maduro que caiu da árvore. A parada da banda foi propícia e acertada. Os transformou em 'banda pra se ver' antes de decaírem artisticamente. As direções estavam realmente opostas.
Márcio Guariba (UmTemperamentalViveAqui!)
Tracklist;

01- Dois Barcos
02- Primeiro Andar
03- Fez-Se Mar
04- Paquetá
05- Os Pássaros
06- Morena
07- O Vento
08- Horizonte Distante
09- Condicional
10- Sapato Novo
11- Pois é
12- É de Lágrima

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Músicas para salvar a sua vida; 'Do You Realize?', The Flaming Lips (2003)

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Músicas para salvar a sua vida; 'Do You Realize?', The Flaming Lips (2002)

Faixa 9 do álbum 'Yoshimi Battles The Pink Robots' (2002)

Esta canção
, que questiona a própria natureza da existência humana, foi inspirado em parte pela morte súbita de um amigo japonês da banda.
 
Graças ao seu uso onipresente em comerciais da VH1 e para produtos da Mitsubishi e Hewlett-Packard, acabou por se tornar o grande hit dos Flaming Lips. O vocalista Wayne Coyne disse à revista Uncut Junho de 2008: "A canção-chave do álbum é" Do You Realize?". "Posso dizer que eu criei essa música, mas eu não teria pensado que tinha esse outro mundanismo. Eu me deparo com pessoas que dizem usá-la em funerais, casamentos ou quando seus filhos nascem. "
 
Em março de 2009 ela foi nomeada a oficial canção de rock do estado Oklahoma, que é o estado de origem da banda. No entanto, ao contrário de alguns dos outros candidatos, como "Home Sweet Oklahoma", escrito por Leon Russell e "Oklahoma ", do The Call, a letra da música não menciona o estado


Discutindo o sucesso da canção com NME, Coyne disse que não acha que foi um sucesso "porque nós somos inteligentes, ou porque somos tão bons compositores." Ele acrescentou:.. ". "Há quase um milhão de canções parecidas. Essas mudanças de acordes são usadas com tanta frequência porque realmente funcionam".
 
Coyne concluiu que era "apenas uma combinação de pura sorte", que permitiu que a música para ganhasse impulso e se tornar sua melhor melodia mais conhecida. "Na época, eu não vi isso", disse ele. "Lembro-me de pedir Steven: 'O que você acha disso?" e quando eu fui para essa linha, ele disse: 'Cara, isso é um clássico..." 
 
A canção se tornou um hino espiritual moderno, apesar da indiferença religiosa de Wayne Coyne. Ele disse à revista Mojo: "Eu acho que um ateu significa que você é só frio e eu não sou um! Eu gostaria de acreditar em Papai Noel Eu adoraria acreditar que os OVNIs são reais eu adoraria que houvesse um Deus. Mas não há. assim, o que podemos fazer agora? todos nós podemos ser Deus. Eu não sou um ateu porque eu quero ser. "




A Letra;

Do You Realize - that you have the most beautiful face
Do You Realize - we're floating in space -
Do You Realize - that happiness makes you cry
Do You Realize - that everyone you know someday will die

And instead of saying all of your goodbyes - let them know
You realize that life goes fast
It's hard to make the good things last
You realize the sun don'-go down
It's just an illusion caused by the world spinning round

Do You Realize - Oh - Oh - Oh
Do You Realize - that everyone you know
Someday will die -

And instead of saying all of your goodbyes - let them know
You realize that life goes fast
It's hard to make the good things last
You realize the sun don'-go down
It's just an illusion caused by the world spinning round

Do You Realize - that you have the most beautiful face


 Curiosidade; A música faz parte do álbum 'Yoshimi Battles The Pink Robots', de 2002. O álbum, considerado por muitos o melhor da carreira da banda. Recentemente, a cantora Pop Miley Cyrus convidou Wayne Coyne para uma versão ao vivo da canção título. O resultado pode ser visto aqui

Mais informações

en.wikipedia.org/wiki/Do_You_Realize%3F%3F
http://en.wikipedia.org/wiki/Yoshimi_Battles_the_Pink_Robots