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As favoritas de... Thom Yorke (Radiohead) (3 playlists)

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As favoritas de... Thom Yorke (Radiohead) (+ Bonus Tracks)
Se houver algo mais íntimo do que descobrir sua alma com uma letra, está convidando o mundo para sua coleção de discos. Ao longo dos anos, Thom Yorke nos concedeu os dois, dando uma olhada na psique de uma das figuras mais célebres e enigmáticas do rock moderno. Pode haver sites inteiros dedicados a decodificar suas palavras, mas quando se trata da música que faz Yorke marcar, podemos ir diretamente à fonte. O líder da Radiohead nunca foi tímido sobre revelar suas influências. Desde o OK Computer, que está comemorando 20 anos em 2017, e especialmente Kid A, ele está transformando os hackers de alt-rock em geeks de IDM, freaks de jazz e cabeças subterrâneas de hip-hop.
Mas para compreender verdadeiramente como sua mente musical está conectada, não há nada como ver como ele pode juntar uma lista de reprodução ou, melhor ainda, uma festa de DJ. Ao longo da última década, parece que Yorke encontrou tanta emoção em promover a música …

Disco da Semana; 'Strange Mercy', St. Vincent (2011)

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Disco da Semana; 'Strange Mercy', St. Vincent (2011);

Por mais que a gente não pense no assunto - ou não goste de admitir - o fato é que a imagem de um artista influi na nossa opinião sobre a música que ouvimos. Será que a música de Adele teria o mesmo impacto se fosse cantada por uma loira tipo a Duffy? Alguém ouve The Downward Spiral do Nine Inch Nails e não pensa naquela alma torturada que era o Trent Reznor nos anos 90, de cabelo comprido e usando meia arrastão nos clipes? E a gravadora da Madonna que, com medo de perder os ouvintes negros, não queria uma foto dela estampada na capa do disco de estréia? Escrevo tudo isso porque Annie Clark - ou St. Vincent, para os íntimos - faz música que não combina nada com a sua imagem. Lá está Annie, delicada, frágil, pele de porcelana, parecendo uma professora de educação artística. E quando ouvimos a música que ela faz, pimba! É música nervosa. Não nervosa no sentido de "furiosa", mas nervosa daquele jeito que se fica quando…

Discoteca Básica; 'Another Green World', Brian Eno (1975)

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Discoteca Básica; 'Another Green World', Brian Eno (1975)

O barulho acompanha a formação do universo, a grande explosão primeira, os sons da natureza, fontes de terror, fascínio que o homem procurou dominar para dar forma aos rituais de sacrifício, festa, guerra, luto etc. A partir dos sons, arquitetou-se a música que foi evoluindo através dos séculos. No século XX, redescobriu-se a dissonância (Stravinski), apareceram os sons eletrônicos (Varése, Stockhausen, Cage) e concretos (Schaeffer), mas a abordagem popular da música derivada do folclore sempre se manteve dentro de padrões essencialmente conservadores, cada geração curtindo um estilo, uma moda (blues, jazz, rock, soul...), todas variações em torno de uma mesma estrutura básica. Com o advento do sintetizador e a evolução das técnicas de gravação em estúdio, o rock'n'roll foi se sofisticando, as bandas injetando eletricidade em torno da mesma estrutura, procurando desesperadamente renovar a música dita pop.


É justam…

Desconstruindo o Pop! Playlist 3 - 'I Gotta Love Who Keeps Me Waiting'

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Desconstruindo o Pop! Playlist 3 - 'I Gotta Love Who Keeps Me Waiting';

Tracklist;

01. 'Coriander', Pomegranates
02. 'I Want You Pretty', Learning Music
03. 'All the Girls', J. Mascis & The Fog
04. 'Me and the Bees', The Softies
05. 'Gone to Earth', Versus
06. 'Stars In Their Eyes', Just Jack
07. 'The Battle for Straight Time', AC Newman
08. 'The Boy is on My Side', Anthem
09. 'I Felt Stupid', The Drums
10. 'Dogding the Wind', Joe Pug
11. 'Hail Bop', Django Django
12. 'The End is Near', The Fiery Furnaces
13. 'Head Straight', Alex Metric
14. 'Doing the Du', A Certain Radio
15. 'Recover' The Automatics
16. 'It's OK', Let's Say We Did
17. 'Happiness is Overrated', The Airbone Toxic Event
18. 'Don't Haunt This Place', The Rural Alberta
19. 'Night', Zola Jesus
20. 'Wonder Stranger', Via Tania
I Gotta a love who keeps me waiting..…

Favoritos da Casa; Echo & The Bunnymen (Liverpool, Inglaterra)

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Favoritos da Casa; Echo & The Bunnymen (Liverpool, Inglaterra)
'Eco e os Homens-Coelho'
Sem explicação.
'Estúpido como alguns outros sugeridos por um amigo nosso' como atestou o guitarrista Will Sargent.
O Echo & The Bunnymen (o 'clássico', á saber, foi; além de Sargent é; Ian McCulloch nos vocais, Pete de Freitas, na bateria e Les Pattison no baixo )é uma das mais importantes bandas surgidas nos 80. Sob a influência de David Bowie, Velvet Underground e The Doors, filtravam o Blues rock e o psicodelismo através do Punk Inglês.


Ian McCulloch, vocalista, letrista e 'polemizador' da banda, era uma espécie de precursor dos irmãos Gallagher nos bons tempos do Oasis; Ganhou o apelido de 'Mac The Mouth' ('Mac a Boca') pelas polêmicas declarações, seguindos os passos publicitários de John Lennon.
Se auto-proclamavam a maior banda do mundo. Tsc, bobagem. O Echo era, e ainda é, e muito dignamente, uma puta banda de rock and roll, talhad…

Músicas Para Salvar a Sua Vida; 'Femme Fatale', The Velvet Underground (1967)

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Músicas Para Salvar a Sua Vida; 'Femme Fatale', The Velvet Underground (1967)


Faixa 3 do lado A do álbum 'The Velvet Underground & Nico', Lançado em março de 1967 (Verve Records) Composta por Lou Reed e Produzida por Andy Warhol e Lou Reed
A cena boêmia dos anos sessenta na América foi personificada por um homem: Andy Warhol. O artista marcou presença em inúmeros projetos, inclusive no cinema e na música. E foi na música que ele se viu envolvido com o Velvet Underground. Ele desempenhou um papel importantíssimo na formação da banda e é responsável pela icônica capa do primeiro álbum, 'The Velvet Underground & Nico' 
Porém, falando sobre a 'canção para salvar a sua vida' dessa edição, precisamos mencionar Edie Sedgwick, uma das estrelas de Warhol e, como consequência, uma das musas da cena de Nova Iorque daquela época. E é sobre ela 'Femme Fatale', uma das mais belas composições do mestre Lou Reed.

'Andy me pediu uma canção sobre ela', …

The Physics House Band (Brighton, Inglaterra)

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The Physics House Band (Brighton, Inglaterra)
Uma tempestade misturada de rock progressivo, psicodélico, metálico e jazzístico. Mahavishnu Orchestra e Mars Volta? Alguém? Os três membros tocam, entre eles, cerca de 33 instrumentos, testando e mexendo com assinaturas de tempo e empurrando os limites da convenção instrumental.
A  Physics House Band, que se reuniu na universidade, lançou um EP, 'Horizons / Rapture', e está prestes a lançar outro, 'Mercury Fountain'. Gravado com Joel Magill e Raven Bush (sobrinho de Kate Bush), no Wicker Studios, em Kent, na Inglaterra, Mercury Fountain apresenta sintetizadores e guitarras, flautas e sax,, mics vintage e Moogs, formando um som que acena com um prog antigo Enquanto está muito enraizado no aqui e agora. É mais coerente do que o seu antecessor, e funciona como uma peça, mesmo que vá para os extremos.