Música Para Sentir; 'Pennyroyal Tea', Nirvana (1993)

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Música Para Sentir; 'Pennyroyal Tea', Nirvana (1993)

Me sinto leve.
Me sinto elogiado.
Lindo produto da minha consciência.
O futuro lhe parece maravilhoso? Como eu poderia saber?
Eu sei que tenho a quem recorrer. Eu sei que não posso mais pedir ajuda a ninguém.
É claro, sou estranho e temperamental. Eu já disse que também sou mentiroso.
Você já viu a solidão de longe? Fria e livre. Meu tempo é infinitamente diferente daquilo que eu preciso. Meus sonhos são momentos de felicidade. É disso que eu preciso.
Felicidade sem culpa. A culpa me desafia e me impregna. O cheiro dela está por toda parte. Está aqui. Do meu lado. Pra sempre esperando. Se eu quiser.
Estrelas caindo, o céu explodindo. O beijo amargo, a última esperança.Carregada de beleza e de culpa. A culpa é minha e me pertence.


Música + Cinema; 'Kurt Cobain - Montage of Heck', de Brett Morgen (2015) (Torrent Download + Playlist)

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Música + Cinema; 'Kurt Cobain - Montage of Heck', de Brett Morgen (2015) (Torrent Download + Playlist)

Poucos minutos antes de acabar, Kurt Cobain: Montage of the Heck dá aquela notícia que todo mundo preferia nunca ter lido: "No dia 5 de abril de 1994, Kurt Cobain se suicidou". Nada que ninguém ainda não sabia, mas depois de passar 132 minutos absolutamente mergulhados na alma, nos medos e na vida do frontman do Nirvana, é impossível não ser afetado pela "notícia".
Ao contrário de muitas biografias autorizadas, o documentário de Brett Morgen, bancado pela HBO e exibido no Festival de Berlim depois de passar por Sundance, deixa Kurt Cobain contar sua própria história sem muito filtro. Nele, o espectador não se surpreende ao ouvir Courtney Love admitir ter usado heroína durante a gravidez, fica com raiva da madrasta que, apesar de relatar o quão visível era o desejo de Cobain em ter uma família, o colocou para fora de casa, e ri quando o próprio vocalista descreve sua primeira experiência com a maconha.
Morgen cria uma experiência envolvente em que os depoimentos ajudam a entender melhor o comportamento de Cobain, e deixa o próprio falar por si mesmo. Feito de forma cronológica, o filme mostra o autor de "Smells Like Teen Spirit" ainda bebê dando seus primeiros passos, apagando velas de aniversário, brincando como qualquer criança A quantidade de material pessoal e inédito deixa clara a intenção do filme de fazer um registro completo da vida de Cobain e, quem sabe, ajudar a entender sua alma inquieta. Isso só foi possível porque Brett teve acesso irrestrito a todo o acervo da família de Cobain. Com 200 horas de canções inéditas, áudio e filmes caseiros, caixas cheias de obras de arte e mais de 4.000 páginas de anotações e desenhos para analisar, o diretor levou oito anos para finalizar o longa. A filha do casal, Frances Bean Cobain, serve de produtora do filme.

Como se esperaria de um filme assim, Montagem of Heck tem um amontoado de imagens de shows, notícias e entrevistas insípidas de TV, mas tudo isso faz mais sentido ao lado dos traços perturbadores, dos poemas incompletos e das listas aspiracionais feitas por Cobain e inseridas como animação no longa. É um olhar profundo e desorientador sobre a vida e a fama através dos olhos do próprio biografado.
Lá pelo meio do filme, o espectador começa a se perguntar por que Dave Grohl não aparece. Morgen entrevistou os pais, a madrasta, a irmã, a ex-namorada, Krist Novoselic e Courtney Love, mas o baterista do Nirvana aparece apenas em filmagens de época. Segundo o próprio diretor, a oportunidade de entrevistar Grohl apareceu só quando o filme já estava pronto. Morgen não descarta que algo da conversa possa entrar em um novo corte do filme. A ausência de Grohl é notada, embora fosse Novoselic o integrante da banda mais próximo de Cobain, mas não prejudica o conteúdo do filme. Um breve momento de Montage of Heck em uma checagem de som, inclusive, faz referência à picuinha entre Grohl e Love.
No que o espectador vai se envolvendo mais no mundo de Cobain e Love, o filme também vai ficando cada vez mais pesado e triste. As cenas dos recém-casados se agarrando e trocando beijos em close-up em filmagens caseiras com uma aparência de quem foi completamente sugado pela vida desregrada de uma celebridade causam desconforto. Kurt Cobain: Montage of Heck também é devastador por deixar o mundo inteiro entrar de maneira tão singular na vida de Cobain. No próprio filme, são várias as referências ao fato de o músico não suportar se sentir invadido ou humilhado. Quando você vê aquele menininho loirinho abanando e mandando beijos para a câmera enquanto come um biscoito, é inevitável se perguntar: o que Cobain acharia de ter sua vida escancarada de uma maneira tão intensa em um filme?

(http://omelete.uol.com.br/filmes/criticas/kurt-cobain-montage-of-heck/)
O Trailer;



Download;

RMVB Legendado - Uploadable – Uploaded – Rapidrar – Torrent

HD 720p  + Legenda - Torrent – Legenda



Uma trilha sonora foi prometida, mas até agora não foi lançada. Separamos dois playlists; Uma, com a cassete batizada com o título do documentário, onde Kurt brinca com dezenas de canções e com sobreposições. Pra fãs hardcore. A segunda playlist é um best of do Nirvana;
 


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J. Fernandez (Chicago, EUA)

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J. Fernandez (Chicago, EUA)

Justin (J) Fernandez está criando um barulho interessante no underground americano. Alguns o estão chamando de 'novo som real da América'. Hmm... Um pouco demais. Ele é um cruzamento cool de Elliot Smith e Evan Dando, com um tom de sinceridade fria.

Seu novo álbum, gravado em seu apartamento, tem um ar Beatle ensolarado. Clássico e psicodélico ao mesmo tempo.

Confira 'Between the Channels';



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https://jfernandez.bandcamp.com/

Discoteca Básica; 'Uncut Funk: The Bomb - Parliament's Greatest Hits', Parliment (1987)

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Discoteca Básica; 'Uncut Funk: The Bomb - Parliament's Greatest Hits', Parliment (1987)

Os primeiros passos do funk, esboçados nos anos 60 por James Brown e Sly Stone, tomariam diversos rumos ao longo de duas décadas. Associaram-se ao rock, passaram pela disco music, por Prince e deixaram rastros indeléveis num vasto terreno musica - do rap à dance music contemporânea. No entanto, todas estas trilhas teriam que confluir inevitavelmente para a encruzilhada marcada pelo conglomerado Parliament/Funkadelic, as duas criações supremas do produtor/compositor/arranjador George Clinton, também conhecido pela alcunha de Dr. Funkstein, ou Maggot Overlord, ou Uncle Jam, ou Star Child, ou...

As origens musicais de Clinton remetem ao grupo doo wop The Parliaments, que fundara ainda adolescente em New Jersey. Posteriormente ele iria para Detroit, onde começou a compor para o staff da Motown, conseguindo em 67 emplacar o primeiro hit de seu próprio grupo: a balada "(I Just Wanna) Testify" ao estilo dos inúmeros conjuntos vocais de soul da época. Mas ao mesmo tempo em que era impedido legalmente de usar o nome The Parliaments, Clinton foi se aproximando do som psicodélico e da emergente cena do rock local (MC 5, Stooges). Da fusão destes delírios elétricos com sua formação de soul music, Clinton criou o Funkadelic. Uma vez vencida a disputa judicial pelo antigo nome, ele também o retomaria no singular (Parliament), embora comandando quase a mesma troupe de músicos sob ambos.

A princípio, cabia ao Funkadelic a vertente mais experimental das idéias de Clinton, ficando o Parliament com seu lado mais puro de soul/funk. Mas à medida que ambos os trabalhos foram se desenvolvendo, esta diferença desapareceu diante de sua criatividade desvairada. E de um fantástico rol de colaboradores que incluía o tecladista Bernie Worrell, os guitarristas Gary Shider, Eddie Hazel e três ex-membros da banda de James Brown: Fred Wesley e Maceo Parker nos metais e - claro - o braço direito de Clinton, o baixista William "Bootsy" Collins (dono de um suingue e uma técnica de slap inconfundíveis).

Mas, além de surpreender no campo musical, a "Parliafunkadelicment Thang" transformou a própria concepção dos shows de black music. Em vez de elegância e coreografias ensaiadas, Clinton & Cia. traziam para o palco um bizarro espetáculo, com um bando de freaks circulando em fraldas, meias de nylon, roupas de heróis espaciais ou monstros e outras excentricidades, enquanto as letras flutuavam entre images apocalípticas, a ficção científica e cenas meramente escatológicas.

Esta insólita miscelânea tornou-se a mais justa medida de valor do funk nos anos 70, e um dos lados de tão valiosa moeda foi devidamente compilado na antologia em questão. Compreendendo a fase áurea do Parliament (74/79), o disco reuniu dez das melhores canções do grupo: desde seu primeiro sucesso massivo, "Up For The Down Stroke", até os devaneios disco de "Aqua Boogie (A Psychoalphadiscobetabioaquadooloop)" e "Theme From The Black Hole". A seleção apresenta ainda faixas essenciais como "Chocolate City" (com suas inflexões de rap), "Flash Light" (precursora do baixo sintetizado, fartamente usado pela new wave) e o balanço arrasa-quarteirão da notória "Give Up The Funk (Tear The Roof Off The Sucker)".

Durante a década de 80, Clinton não só continuou à frente dos "P.Funk All-Stars" como também expandiu suas atividades como produtor (Red Hot Chilli Peppers, Thomas Dolby) e, acima de tudo, continuou ousando - a música "Loopzilla" (82) foi a primeira a registrar o uso de samples. Aliás, a ousadia parece ter sido sempre a principal missão da funky music intergalática de George Clinton. P.Funk: uncut funk... THE BOMB! 

Celso Pucci (Revista Bizz, Edição 63,Outubro de 1990)

Tracklist;

1. Up For The Down Stroke [03:24]
2. Chocolate City [05:39]
3. P Funk (Wants To Get Funked Up) [07:36]
4. Mothership Connection [03:11]
5. Give Up The Funk [05:45]
6. Do That Stuff [03:41]
7. Bop Gun [08:30]
8. Flashlight [04:30]
9. Aqua Boogie (A Psychoalphadiscobetabioaquadoloop)[04:29]
10. Theme From The Black Hole [04:37]

(Não encontrei o álbum inteiro no YouTube. Segue o arquivo torrent para download e um 'best of' encontrado no site)



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Desconstruindo o Pop! Playlist 75; 'You're Gonna Wake Up One Morning, As the Sun Meets the Dawn'

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Desconstruindo o Pop! Playlist 75; 'You're Gonna Wake Up One Morning, As the Sun Meets the Dawn'

Tracklist;

01. 'Blue Eyed Blues', Joe Cocker
02. 'Runnin', Grand Funk Railroad
03. 'Don't Bring Me Down', Rita Dacosta
04. 'It Hurts Me Too', Elmore James
05. 'Born In Chicago', Paul Butterfield Blues Band
06. 'Liza Jane', Davie Jones & the King Bees
07. 'You're Gonna Miss Me', The Spades
08. 'I Put a Spell On You', Screamin' Jay Hawkins
09. 'I'd Rather Go Blind', Etta James
10. 'Little Wing' (Live), Jimi Hendrix
11. 'Evil Hearted You', The Yardbirds
12. 'Midnight Caller', Badfinger
13. 'Soul Heart Transplant', The Ebony Rhythm Band
14. 'Foot of Pride', Bob Dylan
15. 'No Time', The Guess Who
16. 'American Beauty', Bruce Springsteen
17. 'Heroes' (Live), David Bowie
18. 'I've Been Waiting For You', Neil Young
19. 'I'm Movin' On', Johnny Cash & Waylon Jennings
20. 'Crazy Hazy Kisses', The Flat Duo Jets


Disco da Semana; 'AHK-toong BAY-bi Covered', Vários artistas (2011)

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Disco da Semana; 'AHK-toong BAY-bi Covered', Vários artistas (2011)

Assim que foi anunciado o projeto da revista inglesa 'Q' de fazer um tributo ao melhor disco da carreira do U2, que comemorou 20 anos no final de 2011, fiquei animado porém reticente. Adoro esse tipo de projeto, mas invariavelmente, os artistas convidados são meio que de 'segunda divisão'. Ainda mais quando se trata de U2, que é meio como o Corinthians; Quem ama, venera, e quem não gosta, odeia.


Mas quando saiu a lista dos artistas, empolguei; Patti Smith, Garbage, Depeche Mode, Jack White, Glasvegas, Nine Inch Nails, Stuart Price (com seu alter-ego Jaques Lu Cont) e Killers! Uau! Um timaço que, mesmo com a companhia de algumas 'Portuguesas' da vida, como Snow Patrol, Damien Rice e The Fray, tinham tudo pra fazer um tributo a altura.


O disco abre com Trent Reznor fazendo uma versão soturna de "Zoo Station" Confesso que esperava muito dessa versão. Adoro muito o Nine Inch Nails mas acho que o resultado final não ficou um décimo da original. Tudo me pareceu meio feito as pressas. Meio demo. É até covardia colocar as duas versões lado a lado.


Stuart Price pegou "Even Better Than The Real Thing". O resultado ficou bacana, mas é só mais um remix dentre tantos que essa faixa já possui. Confesso que adoraria ver o que o Primal Scream, um dos grandes inspiradores desse disco, teria feito com a faixa.

"One", uma das canções mais belas já escritas, ganha uma versão bonita e delicada de Damien Rice. Mas fica pequena até de comparada com a versão corta pulsos feita por Johnny Cash há alguns anos.


Quando chegamos a quarta faixa, as coisas começam a ficar sérias; Ms. Patti Smith faz uma 'Until the End of the World'  bluesy e soturna que deve ter deixado Bono em lágrimas. Fico imaginando a honra de ter um de seus ídolos gravando um trabalho seu com tanta qualidade. 

O Garbage, que não gravava nada junto há quatro anos, parece que recebeu um presente com "Who's Gonna Ride Your Wild Horses", que parece ter sido feita sob encomenda para eles. Mais eletrônica e Blondie. Não deve nada a original.


"So Cruel", balada electro-country dolorida a respeito da separação de The Edge de sua ex-esposa tinha tudo pra se tornar outro desses casos como o do Garbage, Mas o Depeche Mode, assim como o Nine Inch Nails, faz uma versão preguiçosa e com cara de feita as pressas.




Virando para o "Lado B", temos o eterno parceiro de Bono, Gavin Friday fazendo uma versão ótima para "The Fly", minha preferida do disco original. Não chega a ser clássica, mas conseguiu dar a cara de Gavin e mostrar de onde Bono tira tanta inspiração para as suas maluquices.


"Mysterious Ways", pelo Snow Patrol consegue o improvável; Piorar, e muito, uma canção extremamente fácil e pop. É de dar sono. Transformar uma rock suingado em melodia de ninar, e da pior qualidade. Só mesmo pra esses bancários metidos a Pop stars. "Tryin' To Throw Your Arms Around The World" com o The Fray também dói.


"Acrobat", música que só fanáticos gostam, ganhou uma ótima versão barulhenta pelos escoceses do Glasvegas. E "Ultra Violet (Light My Way)" caiu como uma luva na voz de Brandon Flowers e seus Killers. Mais um caso de influência nítida e confessa, a banda deu um ar ainda mais kitsch a canção.


E ficou para o final a melhor versão do disco. Sou um apaixonado pela versão original de "Love Is Blindness". Acho uma das melhores coisas que o U2 escreveu, mas essa versão blues, zeppeliana e rasgada feita por Jack White consegue se equiparar a original e, dependendo do ponto de vista, até superá-la. É como se ele tivesse feito sexo com a canção. Um solo matador e uma levada que também deve ter feito Edge e Bono terem vontade de voltar a tocá-la.


Saldo final? Finalmente, depois de anos aguentando discos-tributo totalmente irrelevantes, finalmente, os quatro de Dublin recebem um belo presente.

Tracklist;

01. 'Zoo Station', Nine Inch Nails
02. 'Even Better Than The Real Thing', Jaques Lu Cont
03. 'One', Damian Rice

04. 'Until the End of the World', Patti Smith
05. 'Who's Gonna Ride Your Wild Horses?', Garbage
06. 'So Cruel', Depeche Mode
07. 'The Fly', Gavin Friday
08. 'Mysterious Ways', Snow Patrol
09. 'Tryin' to Throw Your Arms Around the World', The Fray
10. 'Acrobat', Glasvegas
11. 'Ultraviolet (Light My Way)', The Killers
12. 'Love is Blindness', Jack White



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Música para Sentir; 'Everybody's Gotta Learn Sometime', Beck (2004)

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Música para Sentir; 'Everybody's Gotta Learn Sometime', Beck (2004)

Tente não desabar.
Tente não desabar, por mim.
Hoje eu já não existo mais. Você olha através de mim.
Escreva uma carta sem fim dizendo 'eu te amo'.
Será o suficiente pra esquecer.
Pergunte a ele se alguém se importa.
Quem é o amor que importa hoje?.
Eu e você. Iguais e diferentes.
Diga á todos que o tempo não passará.
Será que eles podem te ouvir chamar?
Olhos marejados esperando o golpe final.
Meu coração está velho e esperando.
Esperando o momento certo de fugir.
Escapar... Esconder... E não se render...
Eu também quero você...
Mas não sei se quero o tempo todo.
Será que alguém pode esperar?
Um velho se decidir...