Música para sentir; 'Everything In Its Right Place', Radiohead (2000)

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Música para sentir; 'Everything In Its Right Place', Radiohead (2000)
 
Precisamos saber com certeza se temos alguma coisa.

Voltar para o lugar onde somos queridos.
Algo real, tanto quanto ruim.
Pular no tempo, sem sair do lugar.
Sim, eu sei o que é ter algo... E também sei o que é sentir falta de algo que não se tem...


A vida é repetitiva... Imita a si mesma.
Eu quero voltar... Eu quero voltar... Para onde mesmo?


O chão frio que não conforta.
O dia claro que não ilumina.
Sair correndo e gritar que sou feliz.
O tempo domina tudo.
A paciência enerva e implode.
A lágrima que não leva nada, não lava o rosto para o sorriso.


Não chore, logo teremos conforto
Logo voltaremos no tempo...


Nada muda... Não se esqueça...


Caminhos levam para o mesmo lugar, e tudo sempre está no lugar...
Sua mão na minha cabeça... O beijo sem paixão...


Preciso saber a minha direção... Ter certeza do tiro...
Escuto aquelas canções, e alguém mais está ouvindo...
Não tenho tempo para me esquecer.
Não tenho amor para perder...



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As Favoritas de... James Dean Bradfield (Manic Street Preachers)

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As Favoritas de... James Dean Bradfield (Manic Street Preachers)

E em mais uma edição do 'As favoritas de...', vamos com o vocalista e guitarrista da banda galesa Manic Street Preachers, James Dean Bradfield. Ele escolheu seis canções e contou algumas histórias sobre elas. Para ler, em Inglês, clique aqui. Para completar o post, selecionamos as originais de algumas covers feitas pela banda. Confira!

Tracklist:

01. 'To Have and To Have Not', Billy Bragg
02. 'Midnight Caller', Badfinger
03. 'We Are All Bourgeois Now', McCarthy
04. 'Yma O Hyd', Dafydd Iwan
05. 'Mississippi Goddam', Nina Simone
06. 'Welcome to the Jungle', Guns'N'Roses
07. 'Been a Son', Nirvana
08. 'Out of Time', The Rolling Stone
09. 'Wrote for Luck', The Happy Mondays
10. 'Raindrops Keep Falling on My Head', BJ Thomas
11. 'Can't Take My Eyes Off You', Frankie Valli & The Four Seasons


Discoteca Básica; 'Eric Clapton', Eric Clapton (1970)

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Discoteca Básica; 'Eric Clapton', Eric Clapton (1970) 

O guitarrista Eric Clapton fechou o ano de 1969 cercado de amigos que o convenciam a gravar seu próprio disco. Entre eles estava Delaney Bramlett, líder - ao lado da esposa Bonnie - do grupo mambembe descoberto por Clapton meses antes, quando Delaney & Bonnie abriram os shows da única turnê realizada pelo Blind Faith - grupo que Clapton formara com Steve Winwood (teclados) e Ginger Baker (bateria), após o fim do lendário Cream.

Delaney & Bonnie tinham sido levados por Eric à Europa para uma turnê promocional. Foi naquele instante que Eric Clapton decidiu gravar seu primeiro álbum solo, ao lados do últimos companheiros e produzido por Delaney. A banda de Delaney & Bonnie - integrada por, entre outros, Bobby Keys (saxofone, Rolling Stones) e a cantora Rita Coolidge - ainda ganhou os adornos de Stephen Stills, Leon Russell e dois ex-Crickets (banda de Buddy Holly) na gravação das bases do disco.

Eric Clapton, o álbum, abre com uma jam instrumental oriunda das primeiras sessões cai em seguida em "Bad Boy" e "Lonesome And A Long Way From Home", ambas de Delaney- a primeira com Clapton, a segunda com Leon Russell -, antes de chegar a "After Midnight", composta por um desconhecido de Tulsa - o hoje reconhecido J.J. Cale. "Easy Now" levanta a bola para "Blues Power", o segundo grande sucesso do disco. É uma música que, segundo o guitarrista, tem tudo a ver com sua real idade naquela época. "Bottle Of Red Wine", feita na pressão quando Clapton e seu produtor notaram que o repertório estava curto, é apenas uma balada, enquanto "Lovin´ You Lovin´ Me" tem história: fora feita para que o Blind Faith a gravasse em seu segundo disco, que não acabou rolando.

Bramlett revelou-se como compositor de referência. Ele trouxe para o repertório algumas parcerias. "Don´t Know Why", uma das primeiras músicas compostas por Clapton e Delaney para o álbum, mesmo assim acabou não passando de uma balada preparatória para o grand finale do disco: "Let It Rain", uma quase-sobra originalmente conhecida como "She Rides" que, ao ganhar nova letra, tornou-se um dos clássicos do guitarrista.

Muita gente ficou enfurecida quando Clapton escolheu Delaney Bramlett como parceiro. Mas o tempo mostrou que ali havia algo especial. Da banda de apoio, nasceu o projeto seguinte de Clapton - Derek & The Dominós - e também um bom número de músicos que se revelariam em discos lançados por gente como Leon Russell e Joe Cocker, no início dos anos 70.

Marcelo Fróes (Revista Bizz, edição 137, Dezembro de 1996)

Tracklist;

01. Slunky - 00:00
02. Bad Boy - 03:33
03. Lonesome and a Long Way from Home - 07:07
04. After Midnight - 10:36
05. Easy Now - 13:44
06. Blues Power - 16:42
07. Bottle of Red Wine - 19:50
08. Lovin' You Lovin' Me - 22:55
09. I've Told You For the Last Time - 26:17
10. Don't Know Why - 28:49
11. Let It Rain - 32:01



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Desconstruindo o Pop! Playlist 132; 'Everyone Needs Attention, Everyone Needs Relief'

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Desconstruindo o Pop! Playlist 132; 'Everyone Needs Attention, Everyone Needs Relief'

Tracklist;

01. 'Beautiful Thing', The Stone Roses
02. 'You Don't Get Me High Anymore', Phantogram
03. 'The Fly' (Gavin Friday Remix), U2
04. 'Shivers', The Witches feat. Nick Cave
05. 'I Don't Like to Get Dirty', The Ropes
06. 'Dead End', Reading Rainbow
07. 'If Not Now', Lone Lady
08. 'The Angry River', The Hat feat. Father Jon Misty
09. 'Good Dancers', The Sleepy Jackson
10. 'Shadows', The Tunic
11. 'Searching Through the Past', Bleached
12. 'Sunshine in Chicago', Sun Kil Moon
13. 'Never Speak of It Again', The Holiday Crowd
14. 'All of Me', Tanlines
15. 'In Dreams (pt. II)', Let's Wrestle
16. 'Now Is The Time', Jamie N Commons
17. 'One in the Word', Tapes N' Tapes
18. 'Nothing', Young Man
19. 'I', Bleeding Knees Club
20. 'Bicycle', Memory Tapes


Videodrome; 'Nothing Compares 2 U', Sinead O'Connor (1990)

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Videodrome; 'Nothing Compares 2 U', Sinead O'Connor (1990)

É
um dos mais simples conceitos de música e vídeo de todos os tempos: um close na élfica cantora irlandesa Sinéad O'Connor, vestindo negro, cantando diretamente para a câmera. E é também o mais devastador. A canção é um lamento de um amante escrito por Prince e, como tal, conversa perfeitamente com o rosto simétrico de de O'Connor, com toques de nostalgia, raiva e tristeza. Uma esquizofrenia temporária familiar para quem já experimentou um rompimento significativo. Perto do fim, quando O'Connor canta: "Todas as flores que você plantou no quintal morreram quando você se foi' duas lágrimas rolam pelo seu rosto - o resultado, disse O'Connor depois, de sua tempestuoso relacionamento com sua própria mãe. Você é um robô se não se emocionar. É cru, intimista e inesquecível.




Mais informações

 www.sinead-oconnor.com/

Música para sentir; 'High Fidelity', Elvis Costello (1980)

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Música para sentir; 'High Fidelity', Elvis Costello (1980)

Num relacionamento, quando nos sentimos seguros, estamos sempre na beirada das coisas, quase explodindo.
Nunca, nada, pode dar errado, falhar, esquecer. Mulheres e homens (não 'formados', é verdade), são coisas extremamente engraçadas: olhe, mas não coma... Coma, mas não goste... Goste, mas não acostume!
É a piada do século, ficamos numa enrascada, nos equilibrando numa corda muito curta que não dá pra lugar nenhum, enquanto tentamos apenas ser felizes.
Por que então, não acabamos com a graça da coisa logo de uma vez e vivemos como pessoas mais simples e justas? Não, não podemos nos acostumar com a ideia da falta de desafio... Até nisso? Meu Deus...
Relacionamento humano inter sexual não é uma merda de um jogo! Por que então fazemos isso conosco, será que é tudo uma válvula de escape para nos sentirmos importantes? (quando na verdade, somos apenas insignificantes...). Ou será que gostamos dos nossos egos de tal maneira que precisamos mantê-lo atado a uma sensação de rejeição e infelicidade para podermos não virar Michael Jackson dos sentimentos?
Bem, eu trato nesses textos, homens e mulheres da mesma maneira, porque separar? Estamos nisso tudo juntos, nos fodemos (literalmente, também...) juntos... Então, as coisas têm que ser resolvidas de uma maneira, ao menos, feliz.
A sensação da felicidade simples é melhor que a da interminável... Por que insistimos em sentir ela então? Seja todos infelizes miseráveis!!!!!!!
Mas pelos menos, não se tratem em diminutivos pelo telefone... Por favor.

 

Mais informações

http://en.wikipedia.org/wiki/Get_Happy!!_%28Elvis_Costello_album%29

Aldous RH (Manchester, Inglaterra)

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Aldous RH (Manchester, Inglaterra)

Se você acha essa foto oficial meio cafona e desconcertante, a música vai soar bem bacana aos seus ouvidos. Aldous RH é um loverman falso, suas músicas são purpurina deluxe envolto de plástico bolha. Soul de branco. De uma forma distorcida e bonita.

Há uma integração de influências setentistas, Funk. Stevie Wonder, Chi-Lites, etc. Mas um swing noventista quase que irrecusavelmente óbvio. Ex-tecladista do Egyptian Hip-Hop, Alexandre Robinsom (seu verdadeiro nome), ele se declara uma piada de bom gosto. Um branquelo do norte da Inglaterra metido em suingues impossíveis da Philadelphia.

Trilha sonora de final de semana. Certeira.

Ouça


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